[SPOILERS] A cena inicial do episódio faz-me lembrar uma determinada rádio (já há alguns anos que não a ouço) que passava (passa?) vezes sem conta um certo número de clássicos. Duas semanas mais tarde, o que era um clássico inesquecível passava a pertencer ao esquecível e de clássico já não tinha nada.
Acho que já seria altura de esta técnica – apresentar algo e depois recuar algumas horas (ou dias) na linha temporal – ter umas semanas de férias. Além do mais, neste caso, a situação acabou por retirar algum do suspense cómico que o episódio teria. A partir do momento em que sabemos que algo correu mal, perde-se a surpresa do momento. Já se sabe que algo aconteceu e em vez de estarmos à espera do que nos é dado, ansiamos pelo momento da desgraça. E sempre à espera de algo catastrófico. Claro que a série jogou com isto e foi-nos dando vários momentos (como que a gozar connosco) em que o perigo espreitava e que nos poderia levar à tal cena inicial. Por mim, teria preferido um episódio normal e ser confrontado (mais tarde) com o “acidente” e todo o aparato das personagens (principalmente a caminho do hospital).
Deixemos esse pormenor de lado pois o dia é de festa. Ao Thanksgiving junta-se o aniversário do Luke (Nolan Gould). Phil (Ty Burrell) e Claire (Julie Bowen) esforçam-se por proporcionar uma bela festa ao puto, mas ambos têm diferenças na concepção. Phil mais radical, Claire mais tradicional. Personagens e situações que gostaria de destacar:
- O palhaço Fizbo é mais uma excelente composição de Eric Stonestreet. Os preparativos (para encarnar a personagem), o confronto na gasolineira (grande discurso!) e o sucesso que ele fez na festa, foram momentos bem agradáveis de seguir. A fuga que despoletou o incidente foi o culminar de toda a agitação que esta personagem veio trazer.
- Manny (Rico Rodriguez) e a operação colchão insuflável. Numa situação propositadamente exagerada, gostei da actuação dele e do facto de gozarem com os clichés mais habituais dos filmes de acção.
- O parque de diversões radicais montado em casa do aniversariante. Para cada canto que olhávamos víamos mil e uma maneiras para tudo acabar mal.
- Phil é um valente.«I am brave. Rollercoasters? Love ‘em. Scary movies? I’ve seen ‘Ghostbusters’, like, seven times.» Sempre capaz de trazer belas citações, Phil é aquela personagem que gera posições extremadas. Eu adoro a personagem e neste episódio ele esteve mais uma vez no centro dos melhores momentos. As suas ideias, a sua fobia a palhaços e as suas trapalhadas, foram fulcrais para o episódio.
- Alguém que nunca destaquei: Alex (Ariel Winter). A sua presença passa, muitas vezes, despercebida. Mas ela é campeã na pressão psicológica e as suas jogadas trazem sempre pontos de interesse ao episódio.
No final, o balanço é mais do mesmo. Vinte minutos bem passados e com muita piada. Tudo adocicado com uma boa dose de harmonia familiar e bom coração.





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Eu admito que, por vezes, o Phil me chateia. Mas tanto neste episódio como no anterior, onde esteve um pouco mais “sóbrio”, achei-o hilariante!
Acho que já seria altura de esta técnica – apresentar algo e depois recuar algumas horas (ou dias) na linha temporal – ter umas semanas de férias. Além do mais, neste caso, a situação acabou por retirar algum do suspense cómico que o episódio teria.
Mesmo. Já estou farto dessa técnica! Foi mal jogado terem-na posto neste episódio, poderia ter sido bastante melhor. Este episódio foi sempre a rir até ao fim, mas quando chegou à parte do “grande momento” achei que foi uma pequena desilusão, pensava que ia ter bastante mais graça e acabou por não ter quase nenhuma. Fizbo, Phil e Claire e ainda a Glória a saltar no insuflável foram muito bons. Os putos também estiveram muito bem.
:3meio:
Este episódio foi sempre a rir até ao fim, mas quando chegou à parte do “grande momento” achei que foi uma pequena desilusão, pensava que ia ter bastante mais graça e acabou por não ter quase nenhuma
Pois. Foi como eu! Pensava que fosse mais grave e com mais piada. Pensei que fosse o escorpião ou mesmo a flecha! Se não fosse isso, o episódio teria sido ainda melhor.
Não concordo. Se no geral não sou a favor da utilização da técnica in midia res, então ultimamente tenho ficado fartíssimo dela (esteve em V, em Lie to Me, e em sei lá mais onde), aqui achei que foi extremamente bem implementada e que resultou imenso. Porquê? Porque eles jogaram com isso! Aquela festa tinha tudo para dar mal: repteis, slide, rappel, insuflável. Tudo! A graça foi que o Luke se aleijou naquelas cenas inofensivas.
O meu episódio preferido até agora!
Ah! Esqueci-me de uma coisa! As cenas finais foram EXCELENTES! HILARIANTES!
BTW, boa review Maciel.
Essa cena é das tais que causa opiniões opostas. Faz-me lembrar uma que aconteceu em Terminator.
O que eu me ri com o momento em que os astros do caos se alinham e começa a dar tudo para o torto. Hilariante! E de facto a Alex tem sempre umas saídas certeiras lol
Nesta, estou com o Ricardo. Havia tanta coisa perigosa naquela festa, que seria muito mais óbvio, e consequentemente muito menos engraçado, se ele se magoasse numa delas.
:4:
Belos 20min… Sem duvida uma surpresa esta comédia.
Hilariante Fizbo e o medo de palhaços do Phil xD
:4:
Os meus momentos favoritos foram o discurso na bomba de gasolina e o salvamento do Manny. Parti-me a rir quando vi o braço dele a aparecer com o cão na mão.
Estou completamente viciado na série, tendo visto os últimos 4 episódios de seguida.
:4: