Nip/Tuck: 6×08 – Lola Wlodkawsky (FX)

FacebookTwitter


[SPOILERS] Ui… Esta semana até doeu. Foi um sofrimento para a vista. E não estou a exagerar. Foi excruciante ver este episódio, depois dos dois últimos… que tinham sido tão bons. Vamos então ver os ingredientes utilizados no fabrico de um dos piores episódios de sempre de “Nip/Tuck”.

O Bom:

Kimber (Kelly Carlson) finalmente percebe que Christian (Julian McMahon) a acha uma estúpida, uma vadia, patética… mas que acaba sempre por ir ter com ela porque, no fundo, detesta-se a si próprio e sente que é merecedor de uma mulher como Kimber… afinal ambos escondem o ódio que sentem por si próprios sob o mesmo escudo: a beleza física. Tal como Sean (Dylan Walsh) já uma vez referiu, eles são feitos um para outro… são as versões masculina e feminina do mesmo ser. Não admira que, apesar de todas as dificuldades e desavenças que já enfrentaram, acabem sempre por voltar aos braços um do outro. Nas poucas frases que disse, Kimber esteve muito bem… notou-se um desenvolvimento e uma clarificação do porquê da reunião destes dois.

O Médio:

O facto de a paciente da semana, Lola Wlodkawsky (Danica Sheridan), descobrir, perto do final do episódio, que sofre de cancro de pele, depois de ser feita uma biopsia às verrugas que foram retiradas das suas costas. Foi o típico twist dramático à “Nip/Tuck” que sabe sempre bem… se bem que esta semana nem isso impediu o circo de pegar fogo.

O Mau:

Um casal de jovens agentes imobiliários aparece na clínica e explica o seu objectivo de vida: serem como a Barbie e o Ken (sim… os bonecos) que estão juntos há mais de 50 anos, sem nunca envelhecerem, mudando apenas de roupa… Ah! E sem nunca fazerem sexo. Este casal também tem uma relação livre de sexo e a mulher, seguindo o exemplo do marido, resolve remover uma zona erógena problemática: os mamilos. A senhora lá fica sem os seus mamilos mas, graças a Sean, redescobre as maravilhas do sexo e resolve separar-se do marido. Ele fica muito aliviado porque assim fica livre para admitir ao mundo que é gay (Dah! Ela tinha-o conhecido numa convenção nacional para coleccionadores de bonecas Barbie… Ou era muito sonhadora ou muito burra!) e assumir o amor que tem por um soldado! Whatever…

O Pior:

Lola Wlodkawsky. Foi tudo tão mau. Meu Deus. Ela surge na história porque Liz (Roma Maffia), depois do seu divórcio, resolveu levantar o astral indo para um campo de nudistas. Liz, provavelmente a pessoa mais racional – talvez até “normal” – da série, foi para um campo de nudistas??? Não me parece. Parece-me que foi mais uma desculpa esfarrapada para o horror que se aproximava. Mas já lá vamos. Pronto, Liz conhece Lola num campo para nudistas e fica muito incomodada com as verrugas nas costas dela e oferece-lhe uma consulta e um grande desconto na McNamara/Troy. Ou seja, acaba de conhecer uma fulana qualquer, gorda e com verrugas nas costas, e oferece-lhe logo uma borla na clínica dos patrões?! Depois de uma apimentada conversa na qual Lola recusa uma lipo gratuita e diz que gosta de ser como é, Christian (o doutor que só veste roupa de grife, conduz os melhores carros e faz sexo com as mulheres mais bonitas da cidade), por obra do espírito santo, resolve fazer sexo com ela… que é gorda… para não dizer obesa.

Foi algo completamente estúpido e irrealista, que “desfigura” e descaracteriza o personagem de Julian McMahon. Podemos sempre utilizar a desculpa de que Christian o fez só para experimentar… o que é facto é que a mim não me convenceu e achei ridículas as cenas em que ele e Lola “flirtavam” durante a consulta… foi tudo tão forçado.

Depois veio a balela de sempre de que ela fingia ser sempre muito segura de si e muito confiante, mas que na verdade não gostava de se ver ao espelho, sempre sonhou em ser elegante… bla bla bla pardais ao ninho… e ela aceita fazer a operação para perder uns quilinhos.

O Horror:

Quando Lola se prepara para ir à faca quem é que aparece? Os amigos do campo de nudistas. (Oh não…)
E adivinhem o que é que eles traziam vestido? Nada… só traziam calçado. E quanto pesava o mais magro do grupo? No mínimo 120 quilos. Eles saem vitoriosos, levam Lola consigo, e vivem felizes, obesos e nús para sempre!

Bem, já muita coisa aconteceu naquela clínica. Mas acho que esta foi de longe a mais descabida, degradante e dolorosa de se ver.

Eu que pensava que o videoclip “chunga” da Candy Richards – aka Coco – tinha sido o ponto mais baixo… se calhar estava enganado. Enfim. Nem vou gastar mais palavras a falar disto porque não merece. Mais uma cena – e episódio – para mais tarde (não) recordar!

As Dúvidas:

Julia, onde estás? E os meninos? Tudo bem com eles? E o Matt, já morreu lá na prisão?

O Melhor: Praticamente nada.
O Pior: Quase tudo.

[table "30" not found /]

Tags: , ,

"Trust No One" - Deep Throat, The X Files / Patty Hewes, Damages

9 Respostas para “Nip/Tuck: 6×08 – Lola Wlodkawsky (FX)” Subscribe

  1. Marco 13/12/2009 às 14:08 #

    Eu já tinha desistido da série, mas dei ainda mais uma oportunidade pois diziam que tinha melhorado. Eu simplesmente adorei os episódios 6.04 ao 6.07, mas ainda não vi esse, só a promo. Quando vi o vídeo promocional, fiquei triste pois vi logo que iam voltar às histórias tolas da quinta temporada! Ainda não vi esse episódio, mas espero que os quarenta minutos passem depressa. Agora que já estou quase a metade, vou ver até ao fim. A decisão do FX de dar a segunda metade em 2010 e não em 2011 foi a melhor que podiam ter. Vamos lá despachar isso de uma vez!

  2. Paulo Ferreira 13/12/2009 às 15:41 #

    Foi um episódio mesmo à Nip/Tuck, os escritores arriscam muito e eu adoro-os por isso. Achei mesmo estranho os homens do campo de nudistas serem todos obesos, mas certamente não achei tão mau o episódio como o pintas. Viu-se uma coisa que não se via muito na 5ª temporada que é o facto dos pacientes realmente serem relevantes na história e afectarem a vida dos “personagens regulares”.

    Personagens com obsessões bizarras sempre existiram em Nip/Tuck, não foram estes em particular que me fizeram impressão.

    Não foi uma grande coisa mas também não o achei terrível.

    :3:

    Realmente a Julia desaparece assim do nada com os filhos, Bah!! A vida pessoal da actriz está a ter enormes danos na série, mas vá lá que ainda a arranjaram para dois episódios.

    • Ramos 13/12/2009 às 16:31 #

      Tenho de concordar contigo quanto aos pacientes. De facto tem havido sempre alguma ligação – por vezes melhor, outras pior – entre eles e os protagonistas.

      Não é que eu não tenha gostado da Lola, por acaso acho que actriz até cumpriu bem o seu papel, foi um personagem aceitável, não gostei foi das palhaçadas que fizeram com ela: desde o sexo com Christian (completamente inacreditável) à invasão dos nudistas… que supostamente, se fossem pessoas “normais”, só andariam sem roupa no campo, e não andariam a passear-se nus pela cidade e pela clínica. Foi descabido, pronto. Não arranjo palavra melhor.

      Compreendo o porquê de não teres achado o episódio assim tão mau, eu provavelmente também não acharia… se não estivesse ainda fresco na memória o arco Alexis Stone. Depois dos dois últimos episódios uma pessoa fica empolgada e dão-nos esta porcaria!

      Enfim, vi o 6×09 – Benny Nilsson e já foi melhor. O trailer do 6×10 – Wesley Clovis também me parece muito bem.

      Quanto à Julia, é mesmo uma pena.

      • Paulo Ferreira 13/12/2009 às 17:09 #

        Já agora, que é feito do Wilbur? Ficou com a Liz? Que se passa?

        • Ramos 13/12/2009 às 18:28 #

          Eu sei lá. Ainda deve estar com o Christian.

          É a tal coisa: trazem as personagens, usam-nas para o que querem e depois deixam-nas em stand-by até voltarem a ser precisas.

          Às tantas o Wilbur também está em Nova Iorque. :rolleyes2:

  3. Anonimo 23/12/2009 às 19:58 #

    Bem nem sei por onde começar…

    Em primeiro lugar, gostaria de expressar o meu agrado ao ver este espisódio, completamente antagonizado por esta intensa e devoradora crítica.
    “Nip Tuck” é uma série excelente, que ergueu os padrões de qualidade, eficácia e até simplicidade com que se abordam temas “delicados” na sociedade americana. É, indubitavelmente, uma série dramática, porém, nesta quinta temporada, considerada por muitos, “a cruz” desta série, toca ao de leve e de relance estratégias cinematográficas tipicamente observadas em séries humorísticas, quero com isto dizer que muitas das cenas presentes na 5ª temporada nos fazem rir à gargalhada… é isto que se espera de uma série auto-intitulada “dramática”, classificada por muitos críticos como melodramática, quando nós, fãs, na verdade sabemos que é um drama sem precendente, com uma narrativa de encaixe divinal !? A resposta é óbvia e clara, não! No entanto não é isto que nos faz amar esta série brilhante, a inovação? Este paralelismo entre drama e humor é perigoso e inclusive disfuncional, mas, ainda assim, vemos esta série pelas boas lembranças que retemos das temporadas anteriores à quinta. Entendo que muitos de vocês, não apreciem esta nova forma de “drama”, pessoalmente também não é do meu agrado, mas não me faz odiar a série, de maneira absolutamente nenhuma.

    Em relação ao episódio, considero que foi bastante bom, pois esta sexta temporada é a recuperação, o regresso, ao antigo “Nip Tuck”, e este episódio é uma inequivoca evidência disso mesmo. A paciente desta semana respresenta a preconização da série em si, ora, esta série não é sobre o abstrato conceito de beleza!? Este episódio foi um ponto decisivo nesta série. É aqui, é agora, que o verdadeiro “Nip Tuck” começa. Para além do mais, a questão do sexo em associação com a vida “Barbie” levantada pelos os outros dois pacientes é mais um ponto marcante na série, diga-se de passagem que esta série não é propriamente destinada a menores de 16 anos, e, assim, o forte teor sexual é excelentemente posto em causa pelos pacientes, chegando-se à conclusão de que é essencial.
    Em suma, nesta 6ª temporada verifica-se um carácter evolutivo, e este episódio, é um ponto de partida para o grande final, isto é conseguido pela abordagem dos temas centrais da série, nos quais se inserem todos os outros simbolizados em episódios e temporadas anteriores.

    De qualquer modo, quero deixar claro, que aprecio as critícas aqui publicadas e quer concordo parcialmente com cada uma delas. Desejo a continuação de um bom trabalho, as maiores felicidades para o site em si, e para toda a equipa que permite que estas críticas cheguem a cada um de nós. Peço desculpa a quem discorde do que acima escrevi, e realço que respeito qualquer opinião que seja divergente, não querendo, por isso, de forma alguma, desrespeitar outros comentários já expostos e a crítica em si.

    Respeitosamente,
    Anónimo

    • Ramos 23/12/2009 às 23:48 #

      Caro Anónimo, fico muito contente por ler um comentário tão extenso e não tenho qualquer problema em ler uma opinião contrária à minha.

      Em primeiro lugar a 5ª temporada e o estilo com que ela foi construída não me fez odiar a série.
      Acho que depois do que vi nas primeiras temporadas, nada me faria odiar ou abandonar esta série.
      Eu sou grande fã de Nip/Tuck e gostei da 5ª temporada, sem dúvida que também teve óptimos momentos, o grande problema é que ela ficou àquem do que seria de esperar. Sem dúvida que me desiludiu a mim e a todos os fãs da série.

      Para começar a premissa era grande: nova cidade, novos clientes, novas instalações. O problema é que, querendo absover toda a loucura e todos os vícios que existem em Hollywood, a série perdeu seriedade e perdeu carga dramática.

      A série sempre foi muito arrojada e sempre correu grandes riscos. Mas sempre o fez de uma excelente maneira. As histórias dos pacientes da semana eram por norma bizarras, mas sempre existiu algo de palpável, de plausível, nas suas vidas… e isso obtinhasse graças à emoção que eles transmitiam, quer aos doutores quer aos espectadores. Quantas vezes eu não fiquei parvo com o que ouvia na 1ª consulta e terminava o episódio a sentir empatia, por vezes até a identificar-me com alguns dos problemas retratados?

      Chegados à quinta temporada temos um rapaz que consegue fazer sexo oral a si próprio (Manny Skerrit), um casal de saloios em que a mulher é um homem (Genne Shelly), uma aspirante a famosa (Candy Richards), um prostituto de luxo (Damien Sands), um rapaz que já não gosta dos túneis que tem nas orelhas (Ronnie Chase), um casal de vampiros (Giselle Blaylock e Legend Chandler) … que espécie de empatia é que é suposto sentirmos com esta gente??!!
      E a juntar a isto tudo cliffhangers completamente ridiculos. O Sean nunca ia morrer com as facadas. O Christian nunca ia morrer com cancro da mama. Para quem viu o episódio da 4ª temporada Conor McNamara,2020 – e os fãs da série, por norma, já viram todos os episódios – estes finais de temporada não criaram suspense nenhum… porque simplesmente já sabíamos o que ia acontecer: ninguém morreria!

      Depois faltaram também os antagonistas, tanto a Eden, como a Colleen, como a Teddy, a meu ver, tiveram histórias demasiado curtas e acabadas às 3 pancadas. Algo que não acontecia antes: tínhamos um antagonista (Escobar, Ava, Carver, James) que nos acompanhava toda a temporada, o mistério ia-se resolvendo a pouco e pouco e no final da temporada tínhamos o grande desfecho. A partir da 5ª temporada as senhoras vinham, faziam meia dúzia de más acções e eram despachadas não importa como. Como é que a Teddy caiu assim, sem mais nem menos, nas mãos de outro assassino? Como é que Eden se vai embora sem um investigação policial ser feita sobre o tiro disparado contra a Júlia? Finais a meu ver escritos em cima do joelho e que deixaram muito a desejar…

      Eram 3 grandes vilãs, que podiam ter dado grandes histórias para o enredo, mas cuja participação foi “engolida” pelos freaks que acima enumerei e que mais não fizeram do que consumir tempo à série.

      Nip/Tuck sempre foi uma série dramática e obscura. Era assim que gostávamos dela. O humor e a sátira era muito esporádicos e feitos em doses pequenas e apropriadas. Quando a 5ª temporada temporada começou a usá-los em quantidades industriais o resultado foi pura e simplesmente um decréscimo na qualidade da série. E muitos dos grandes momentos (por exemplo o arco da Rachel Ben Nattan, a personalidade retorcida da Colleen, a Roxy St. James, o relacionamento da Julia e da Olivia, Budi Sabri, só para enumerar alguns) acabaram por ser um pouco ofuscados pelos episódios mais fracos. Para mim Nip/Tuck deve deixar a comédia de lado e usá-la só muito de vez em quando. Se eu me quiser rir vejo uma comédia.

      Nunca escrevi a crítica deste episódio com o intuito de deitar abaixo a série. Longe de mim tal objectivo. O que eu mais quero é escrever críticas a dizer bem da série e dar grandes notas aos episódios! :suar: Somente achei descadido e ridiculo grande parte do que se passou ao longo do episódio, como explico na crítica, defeitos ainda mais agravados pelo excelente trabalho feito nos 2 episódios anteriores a este.
      Haveria maneiras bem melhores de questionar o poder do sexo do que com um casal de bonecos… E melhores formas de abordar o conceito da beleza física vs. beleza interior do que com uma mulher obesa e os seus amigos nudistas. Foram histórias muito exageradas. Estou certo de que o Nip/Tuck de antes, querendo abordar estes temas, não escolheria caminhos tão insólitos e absurdos.

      Nesta 6ª temporada, sem dúvida que se sente um tom mais sério, uma tentativa de voltar às origens. Se por vezes se consegue (arco Alexis Stone, Benny Nilsson, Wesley Clovis, Enigma, Briggitte Reinholt) outras vezes parece que estamos a andar para trás em direcção à 5ª temporada (Jenny Juggs, Lola Wlodkawsky, a personagem do Mario Lopez). Estou a achar a temporoda no geral boa, mas ainda com grandes oscilações.

      Felizmente os últimos 2 episódios foram muito bons. Veremos o que os últimos 9 nos trarão.

      Aguardo mais comentários teus/seus :cool7:

    • Anonimo 28/12/2009 às 00:21 #

      Desde já lamento a resposta tardia que se prende com a época natalícia,e a impossibilidade de aceder ao blog para publicar a referida resposta. Ainda assim, começo por dizer que no meu caso seria “teus comentários” pois julgo que o Sr. Ramos terá uma idade superior a minha, isto porque acho improvável ter menos que 17 anos. Relativamente aos comentários, seria de forma absolutamente voluntária e até prazenteira, com que iria comentar as críticas e o próprio episódio, no entanto, o facto de me encontrar no último ano do ensino secundário requer horas de estudo intenso, pelo que a possibilidade de comentar este blog é gravemente dificultada, de qualquer modo, sempre que posso, venho ler as críticas publicadas, por uma incessante curiosidade em verificar se as minhas apreciações se enquadram nas demais.
      Em relação a sua resposta concordo com praticamente tudo o que disse. Note-se que quando comecei a ver “Nip Tuck” ainda era bastante novo, pelo que muitos dos assuntos que refere como “situações na quais o espectador se reve/identifica com as personagens” são me completamente desconhecidas, isto porque não tenho de forma alguma, idade suficiente, experiência de vida suficiente ou mesmo maturidade suficiente para percepcionar essa mesma situação, reconheço que a identificação do espectador com a personagem é fundametal para o sucesso da série e até para a incontestável inserção da série na categoria de “Drama”.
      Logo, lamento não conseguir ter essa tal percepção, pelo que todos os pacientes de “Nip Tuck”, para o meu entendimento outroura algo ignorante e provavelmente infantil, se apresentavam como estranhos, e era isso que me fascinava na série, observar estas situações que me eram, até então, completamente desconhecidas, verificar como era viver com aqueles problemas e/ou condições, era isto que me fazia ver “Nip Tuck”, porque me abria horizontes, alargava a ideia que eu tinha da vida, uma vez que me permitia vivenciar situações/experiências únicas, ainda que através de um personagem, e sendo todas elas raras os mesmo irreais (ou seja muitissimo raras), porque “Nip Tuck” era uma série que me fazia pensar como seria estar do outro lado, e posso mesmo dizer que me “educou” (até certo ponto como é obvio) em diversas áreas. É por isso que considera esta série a melhor de sempre.
      Agradeco a sua reposta. Futuramente, tentarei ver as antigas temporadas da série, que certamente me chegarão numa perspectiva completamente diferente. Também tentarei comentar os espisódios, se assim o se desejar, de qualquer modo, a série pára aqui, até serem lançados os últimos 9.

      Anonimo

      • Ramos 29/12/2009 às 00:47 #

        Anónimo, podes deixar de lado o Senhor e a escrita “formal”.
        Eu só tenho 18 anos, feitos em Outubro :suar: . Apesar de o meu 12º ano ter sido um descanso – à excepção da maldita Área de Projecto – compreendo que é um ano decisivo e que é raro termos tempo disponível para vermos todas as séries que queremos e comentar aqui no TVD.

        Quando comecei a ver a série tinha os meus 14/15 anos, a minha mãe até se benzia quando me apanhava a ver aquilo – com certeza já deves ter percebido porquê – mas vi logo que estava ali algo muito bom. E fiquei completamente agarrado.

        Compreendo o que dizes em relação a Nip/Tuck. Também foi algo que abriu muito os meus horizontes e que apresentou a este grupo de pessoas que vivem da/para a cirurgia plástica. Médicos que aparentemente vivem vidas perfeitas – com um emprego estável, grandes casas, grandes carros, beleza física, muito dinheiro – mas que na verdade são tão ou mais “miseráveis” do que qualquer um de nós. Pacientes escravos de uma sociedade que se rege pelas aparências.

        Quase todos os episódios me deixavam, e deixam, boquiaberto: começando pela apresentação dos pacientes, as operações, os desfechos das suas breves histórias e paralelamente a tudo isto o dia-a-dia da família McNamara.

        Vendo as coisas por um outro ângulo acho que se começasse a ver a série a partir da 5ª temporada, sem ter visto nada para trás, ia continuar a achá-la espectacular e super provocadora, e provavelmente até gostaria do mix drama e sátira. O problema é que a série já tinha a fasquia muito elevada das temporadas anteriores… e um estilo muito definido.
        Foi uma mudança muito brusca. Começaram a aparecer umas “criaturas” ainda mais bizarras e esquisitas que as de Miami, mas que pouco ou nada diziam ao espectador. A Julia (Joely Richardson), que era uma das grandes “forças” da série nas primeiras 4 temporadas, foi “exilada” em Nova Iorque e só apareceu em meia dúzia de episódios. Não existiam grandes mistérios. As coisas iam andando – a maior parte das vezes aos trambolhões – e a certa altura aquele já não era o Nip/Tuck que nós conhecíamos.

        Aconselho-te vivamente a ver todas as temporadas. Se já gostas de Nip/Tuck como ele está agora, quando vires as primeiras 4 temporadas vais ficar muito mais fascinado pela série. E vais gostar muito mais dela. E vais compreender o porquê de muita gente olhar para a 5ª temporada como a mais fraca… ou a menos boa. Não sabes o que estás a perder. Tenta arranjar os episódios e devora-os. Prometo que vais adorar.

        E sempre que puderes passa por cá, lê as críticas e deixa a tua opinião.
        Feliz 2010!

Deixar um Comentário - Para comentários com SPOILERS, utilizem a tag: [spoiler]Comentário[/spoiler]

Photorecap: Game of Thrones: 2×07 – A Man Without Honor

[SPOILERS/NUDEZ/LINGUAGEM MENOS PRÓPRIA] A segunda temporada de “Game of Thrones” aproxima-se do fim e também os nossos ridículos photorecaps. Eis [...]

Podcast TVD 009: A revista da temporada!

Estava anunciado, atrasou, mas fica feito na mesma! É mais uma edição do Podcast TVDependente! Primeiro, temos de pedir desculpa [...]

Temporada 2012/2013: Guia de cancelamentos, renovações e novas séries (act.)

Perdido entre tantas renovações, cancelamentos e novas séries? Então, vamos dar-te uma ajudinha. Eis as novidades oficiais dos cinco canais [...]

As melhores duplas da TV, parte 2

O que faz uma boa série? Um bom argumento, actores competentes e uma realização exímia são elementos consensuais. Mas por vezes, [...]

Calendário de finais de temporada 2011/2012

O final da actual temporada está às portas e a necessidade de saber quando terminam as nossas séries favoritas aumenta. [...]

As melhores duplas da TV, parte 1

O que faz uma boa série? Um bom argumento, actores competentes e uma realização exímia são elementos consensuais. Mas por vezes, [...]