[SPOILERS] Depois de quatro horas de intensidade elevada, eis chegada a hora de acalmar um pouco. Não querendo necessariamente dizer que foi um episódio morno (longe disso!), afirmo apenas que foi mais calmo do que o normal.
Renee (Annie Wersching), com alguma dificuldade, consegue infiltrar-se mas antes vê-se obrigada a passar por um momento difícil: esteve à beira da morte (embora fosse previsível que ela não iria morrer). Foi aqui que pudemos ver o outro lado de Renee e se até aqui tínhamos visto uma mulher forte, determinada e sem medo, agora vimos o que Jack (Kiefer Sutherland) mais temia: ela é no fundo alguém frágil emocionalmente, consequência de muita pressão e dos abusos de Vladimir (Callum Keith Rennie). Uma mulher que se tentou matar e que pensa que não tem ninguém que se importe com ela. Na verdade, ela é Jack Bauer na versão feminina. Alguém que já teve tudo e que agora perdeu quase tudo. No fundo, ela foi para esta missão com o objectivo de morrer, tal o desespero por que passa (ao ponto de implorar que a matem). O que ela não sabe é que Jack se importa (e muito) com ela, ficando isso bem patente no desespero dele em saber se ela tinha morrido ou não.
A interpretação de Annie neste episódio foi muito boa. Mostrou versatilidade, emoção e deu mais credibilidade e evolução à personagem. Tal como Kiefer, que nunca está mal e mostra mais uma vez a sua qualidade. O desespero tanto de Jack como de Renee foi quase palpável. Muito bom.
Com o plot principal um pouco de parte neste episódio, era de esperar que outras histórias tivessem mais desenvolvimento, mas tal não aconteceu. Ou melhor, aconteceu mas pouco.
Ficámos a conhecer mais de Dana (Katee Sackhoff) e da sua vida antes da CTU. Que o seu nome verdadeiro é Jenny e que é uma ex-presidiária. A interpretação de Katee é boa mas… e a história da personagem? Vamos andar nisto até o noivo descobrir? Eu gostava de saber onde é que pretendem chegar com esta história. Queria que fosse algo mais do que o noivo descobrir os podres dela, porque esta trama ainda não me cativou o suficiente.
Um ponto que tenho abordado pouco tem a ver com a história entre o presidente Hassan (Anil Kapoor) e a presidente Taylor (Cherry Jones). Neste episódio este tema começa a ter contornos mais interessantes, uma vez que vem ao de cima as diferentes culturas e o modo de ver o mesmo acontecimento por diferentes prismas. A história começa agora a ganhar contornos maiores e o nível de tensão entre os dois começa a subir, podendo fazer com que surja algum tipo de conflito.
Em suma, este foi um episódio que pouco avançou quando à trama principal (mais morno que o normal e com momento previsíveis), mas que mesmo assim foi muito bom. Muito graças às grandes interpretações de Annie e Kiefer, aliadas a algumas cenas bem tensas. Espero assim que a partir de agora a série ganhe nova intensidade.





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Qual é o gap temporal entre esta “dia” e o sétimo? Dá.me a ideia que a história da infiltração da Renee é anterior aos acontecimentos da temporada 7 e não foram visiveis traumas por aquilo que o Vladimir possa ter feito. Acho que não faz muito sentido eles agora aparecerem assim, só para serem convenientes para a história…
não se sabe o tempo que se passou entre a 7ª e a 8ª.
mas sim, este infiltração é/parece ser antes da 7ª, ela nunca foi uma pessoa muito aberta e não sabiamos o seu passado, não podemos falar que ele não tinha traumas, pode esconde-los bem
é como Jack, ja teve muito, mas raramente os demonstra.
Realmente essa é uma boa questão. Só pode ter sido antes da 7.ª (acho que aqui mencionaram que essa operação de prender os mafiosos tinha sido há 2 anos). Ela estava infiltrada, fez o seu trabalho e depois estando tudo a correr bem no FBI, é normal que as coisas ficassem esquecidas (faz lembrar a situação do Jack quando esteve infiltrado).
A ideia que eles passam é que ela só processou essa informação (em termos de depressão e trauma) depois das coisas não terem corrido bem no FBI, de não ver um futuro profissional à sua frente, etc. Do estilo “passei por tanto, fiz tanto e agora estou aqui sem futuro e sem saber o que fazer à minha vida”.
De certeza que foi antes da 7 season
Gostei do episódio, principlamente por causa da interpretação da Annie e do Kiefer. Muito bom desempenho dos dois.
Quanto à trama da Dana/Jenny… Ainda não me convenceu, de tal modo que só quero que as cenas à volta dela passem depressa. Não gosto desta história e acho que contrasta bastante com as outras. Espero por isso que esta avance depressa e que ganhe motivos de interesse.
Com tanta coisa, esqueci-me de comentar o episódio.
Eu gostei moderadamente dele. Foi mais calmo mas não foi só por isso que gostei menos. A história do acordo entre os países está ainda muito morna e Jack/Renee só para o fim é que aqueceu. O resto foi passar algum tempo.
Sobre a Dana, parece que vocês não conhecem a série. Tenham calma (não esquecer que só passa uma hora em cada episódio)
Não me parece que a história em relação a ela seja só isto. Em algum ponto aquilo irá juntar-se a alguma narrativa principal da série. Sempre foi assim em 24, com estas histórias “parece não servir para mais nada mas mais tarde até vai ter influência”.
O facto do Vladimir ser interpretado por quem é, deixa-me com grandes esperanças para este vilão. Sinto falta de vilões assim de “vão de escada” nesta série (normalmente são sempre “vilões de alta sociedade”). E oxalá que ele dure um bocado.
:3:
tambem sei que esta trama da Dana vai dar à história principal, resta saber como e de que forma..
o Callum Keith fez uma boa interpretação, é outra qualidade, espero que dure ainda mais uns episódios.