[SPOILERS] Se na semana passada eu já elogiava o desempenho de Chloë Sevigny neste início de temporada, a qualidade da sua prestação em “Big Love” veio ser comprovada com a vitória nestes últimos Golden Globes. Que continuem assim porque este elenco não podia estar melhor!
Após um início agitado pela morte do profeta, a investigação do FBI e as dificuldades em redor do casino, este episódio surgiu mais calmo, abrindo caminho àquele que vai ser o arco geral da temporada. Claro que um dia calmo dos Henrickson é mais uma montanha-russa com subidas vertiginosas e descidas de arregalar os olhos, não fosse esta família composta por elementos com muita “personalidade”.
Como já se falava no episódio anterior, Bill (Bill Paxton) está frequentemente a intrometer-se em tudo aquilo que lhe passa pela frente, tentando melhorar a sua situação e das pessoas em seu redor. Claro que se os seus fins são de louvar, o meio que utiliza para lá chegar nem sempre é o mais acertado. E eis que chegamos à sua nova invenção: candidatar-se para senador contra o homem que está a atacar os seus princípios religiosos e morais.
Se a ideia até tem pernas para andar, o momento não podia ser pior. A tensão entre todos vai escalando a cada minuto que passa, estando à beira da explosão. A primeira baixa parece ser de Nicki, num momento extremamente emotivo que revela toda a profundidade da sua personagem. Sai outro Golden Globe para a mesa do canto por favor!
Como nem tudo pode ser drama, temos o que aparenta ser o fechar da história de Sarah (Amanda Seyfried) e do rapaz que a engravidou. E é com este casamento no quintal que a família ganha um novo fôlego para a tempestade que se avizinha, numa luta para encontrar o seu rumo no meio de todas as mudanças em seu redor.
O Melhor: Não terem medo de arriscar.
O Pior: Joey (Shawn Doyle). Não dei pela falta dele.





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Foi um bom episódio sim.
Com imensos regressos de personagens que aumentam muito as ramificações desta complexa série, principalmente a de Joey, que é quem despoletou, sem o imaginar, os novos rumos à situação de Bill… aquele que deu fim ao profeta, originando toda a nova atenção sobre a poligamia (e um novo clima de crime) e qual o sucessor do profeta, que Bill se recusa a ser. Novamente Nicky entra numa situação de dúvidas sobre o que sente. E aquele jantar familiar com o pai da sua filha bastarda mexeu com ela.
A ideia de Bill se tornar um senador, com segundas intenções, só vai originar ainda mais problemas pois ainda mais foco se abaterá sobre ele e à sua complexa família (que ele agora quer manter em segredo), precisamente quando ele quer proteger o seu Principio. Obviamente que vai ser atacado por aí mal se descubra… facto que implica tudo e todos a vários níveis.
O fim foi bem resolvido, conseguindo Sarah um dois-em-um: casou á sua maneira e fora do Principio e ainda teve do seu lado a sua familia, que mesmo em oposição estavam a dar total apoio (numa autêntica contradição religiosa para ambas as partes).
Este tipo de jantares com a familia toda + convidados são sempre impressionantes. É quando os nervos vêm mais facilmente ao de cima e começam todos às “cabeçadas”.
Quando vi o Bill a dizer que queria candidatar-se a senador, não resisti a rir-me. A vida daquela gente já é tão preenchida e ainda lhe vão arranjar mais dores de cabeça? Acho demasiada coisa… Porém, quando depois ele revela os seus novos planos, o de se revelarem ao mundo depois dele ser, eventualmente, eleito, mudei de ideias porque acho que, a concretizar-se, pode sair daqui uma reviravolta interessante na série, uma nova perspectiva: o encarar da poligamia daquela família pela sociedade e de uma forma aberta. Acho que seria interessante ver toda a reacção do meio, bem como dos personagens, à situação.
Outra coisa que acho interessante, é a recusa do Bill em se tornar o profeta. Desde o início que sempre pensei que esse seria o caminho para o personagem, o de eventualmente tornar-se o profeta. E o facto de estarem a ir contra a maré agrada-me porque prefiro ser surpreendido do que ter razão.
:4:
Quando o Roman morreu eu pensei logo que ia ser aí que o Bill ia virar profeta. E mesmo esta decisão seja algo arriscada acho que vai ser uma reviravolta interessante com a vida deles inspecionada à lupa.
O mais natural será vermos o Alvy ser numa primeira fase o Profeta como sucessor do pai. Mas as voltas que tudo isto dará fará com que seja a própria comunidade a rejeitá-lo depois de viverem períodos conturbados pela inaptidão óbvia dele. Aí chegarão à fase em que todos exigirão a Bill como o representante… talvez ainda mais se ele conseguir conciliar com a sua talvez posição a senador.
Ainda acho estranho essa vontade de Bill, que tem a segunda intenção de dar fim á perseguição à poligamia e estabelecer esta como mais uma religião perfeitamente aceite. Acho que vai falhar e terá de aceitar algumas concessões para se safar… mesmo assim é, na minha humilde opinião, uma premissa explosiva para a série.
Será que de a sociedade americana, com os seus brandos costumes, aceitará semelhante contradição familiar? Duvido.