[SPOILERS] Numa quarta temporada que se espera que termine com mais de 20 episódios, é natural a existência de alguns sem grandes desenvolvimentos. Especialmente após episódios fortemente dramáticos e impactantes (“Nearlyweds” e “A Bone to Pick”), em que se concluíram grandes storylines. Não sendo uma completa perda de tempo, este “Run Baby Run” foi apenas… esquecível.
Tendo o transplante de medula óssea corrido às mil maravilhas e com o tumor em remissão, Kitty (Calista Flockhart) apercebe-se que passou toda a sua vida nos bastidores da política. Decide, então, tomar um lugar de destaque e concorrer ao Congresso norte-americano. Robert (Rob Lowe), no entanto, conclui que o tempo que gasta no Senado é tempo perdido que podia estar a desfrutar com a mulher e o filho e retira o seu nome da corrida à reeleição. Como uma boa Walker que é, Kitty decide esconder a sua decisão do marido, mas este, claro, acaba por descobrir.
É engraçado notar, como Robert bem referiu, que foi o facto de ele ter insistido em concorrer ao cargo de Governador logo após o ataque cardíaco que despoletou todos os problemas do casal na recta final da terceira temporada. Agora é Kitty quem decide, logo após uma difícil cura, brilhar no mundo da política. Robert, porém, mostra-se mais compreensivo do que Kitty foi, quando a decide apoiar de forma aparentemente incondicional. Os papéis inverteram-se e eu, confesso, estou curioso pelo desenvolvimento desta história. Desde que não mergulhem os dois noutra enxurrada de discussões, acredito que vai ser interessante ver a Kitty em campanha eleitoral.
Depois de 12 episódios, os embriões de Kevin (Matthew Rhys) e Scotty (Luke Macfarlane) são finalmente (!) implantados no útero de Michelle (participação de Roxy Olin). Esta história anda a arrastar-se muito lentamente desde o primeiro episódio e o Kevin só a torna mais insuportável quando se põe, vezes e vezes sem conta, a implicar (por vezes com razão, é verdade) com as acções de Michelle, a barriga de aluguer. Scotty, sempre mais comedido, afirma-se novamente como um eficaz contrapeso de Kevin, confirmando que a decisão dos escritores em o tornar regular foi, de facto, acertada.
Sarah (Rachel Griffiths) tem um novo interesse amoroso. Roy (participação de Jay Karnes) é o seu nome e são, à primeira vista, o que se entende por almas gémeas. Ambos adultos, responsáveis, empregados e pais divorciados! Sarah descobre, no decorrer do episódio, que nem tudo são rosas e que, como é natural, divergem em certos pontos de vista. Mais uma vez, os produtores apostaram na fórmula básica “problema – discussão – entendimento” e eu por pouco não bocejei. O personagem acabou de ser apresentado, eu sei, mas sinceramente não vejo nada de novo que o Roy possa trazer à série. Pelo menos o Luc dançava o tango…
Por último, Nora (Sally Field) é chamada a resolver um erro que Saul (Ron Rifkin) cometeu na Ojai, deixando-o muito ofendido. Acontece que este havia acabado de descobrir que tem setenta anos e que, para além do seu trabalho, é um inútil! Uma observação desinteressante, mas inegavelmente certeira: o Saul é uma nulidade na série. Uma pena, o actor merece mais. Ah, surpresa das surpresas, repararam que voltaram a utilizar a fórmula “problema – discussão – entendimento”?!
Entende-se que, a seguir à resolução de grandes enredos, a série precise de respirar e é por isso mesmo que estes 42 minutos de (quase) NADA são facilmente perdoáveis. Até porque a quarta temporada dos Walkers, não batendo a qualidade das duas primeiras, apresenta-se, até aqui, e avaliando-a como um todo, bastante agradável, oscilando maioritariamente entre episódios Bons e Muito Bons. Que este 13º seja apenas um percalço, é o que eu espero.
(Já se devem ter apercebido que não é a Carolina que vos escreve, como habitualmente. O meu nome é João Barreiros, sou o mais novo colaborador do TV Dependente e assumo, a partir de agora, as críticas de “Brothers & Sisters”, “The Amazing Race” e “The Tudors”).
O Melhor: A ideia de Kitty a concorrer ao Congresso.
O Pior: O Kevin, a Michelle e o namorado desta.





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Para quê sofrer a ver os episódios quando posso vir aqui ler uma agradável critica? Bom começo e boa sorte com a série!
Ora cá está! O melhor de dois mundos. Continuas a saber o que se passa e podes continuar a bater no ceguinho
Bem-vindo João (ainda não cheguei a este episódio, por isso não li a review)
Obrigado aos dois pelas boas-vindas! :verycool:
concordo contigo carolina!!
Já viste a nova fofoca? Vou-te mandar DM no twitter porque tem spoilers.
vi sim…até te respondi…. não viste???
Esta episódio foi de facto fraquito. Mas, apesar desta temporada estar a ser claramente inferior às duas primeiras, ainda não perdi a minha esperança na série. Espero que agora que alguns pontos (boring) da história foram concluídos aproveitem para explorar os que restaram de forma mais… entusiasmante. Let’s pray!
Fico contente por saber que alguém vai passar a escrever sobre os Tudors :yuuupiii:
Para mim essa é uma grande série, mas infelizmente só regressa em Abril certo?
Yep. 11 de Abril.
Não podia concordar mais.
Sim, só regressa dia 11 de Abril.
Eu gostei da primeira temporada. Bastante até. Só que depois ao ver a segunda adormeci e nunca mais lhe peguei.
Acabei de ler isto: