[SPOILERS] “I’m your daughter”. Possivelmente a frase mais assustadora que nenhum homem deseja ouvir, estas três singelas palavras (quatro, se contarmos a contracção), dão o mote ao que poderá ser uma boa aposta ao canal The CW.
Antes de mais, sim, sou eu mesma a escrever a crítica a esta série. E não, o ZB não me chantageou. Fui eu mesma que me ofereci para escrever as críticas semanais depois de ter visto o episódio-piloto. E mais: eu, syrin maria da silva, aqui me confesso – no fundo, lá bem no fundo, sou uma closet romantic, que até gosta de um bom romance e de uma história assim um bocadinho mais para o lamechas. Não esperem ouvir-me a declarar a minha paixão por novelas aborrecidas como “Brothers & Sisters” e muito menos pelas trocas e baldrocas de “Grey’s Anatomy”. Não, nisso permanecerei firma e hirta. Mas por vezes… por vezes lá é preciso dar a mão à palmatória e aceitar que uma conjugação de factores milagrosa nos consegue conquistar – como foi o caso de “Life Unexpected”.
A história de uma rapariga de quinze anos, que passou a vida toda a saltar entre famílias de acolhimento sem nunca ser aceite por nenhuma e que agora procura a sua emancipação, tendo para isso de encontrar os pais biológicos, não é propriamente uma premissa muito cativante. Muito menos o é saber que a The CW, famosa pelos momentos “OMFG/Rich teens drink, party and have sex” é a casa que escolheu acolher esta história. Pior ainda é saber que, à partida, esta é uma daquelas séries de puxar a lágrima fácil. Assim sendo, porquê ver “Life Unexpected”? Porquê dar uma oportunidade à série?
Muito simples: pelas personagens e, especialmente, pelas interpretações do elenco. Lux (Brittany Robertson), a jovem que, depois de 15 anos de abandono, procura agora emancipar-se, conquista-nos pela sua determinação, pela forma como diz as verdades sem papas na língua, pela maturidade que mostra ter (maturidade que falta a ambos os pais) e, ao mesmo tempo, pela forma como reverte para a sua condição de criança ao ver um vídeo lamechas no Youtube ou ao soprar as velas de um bolo. Nate “Baze” Bazile (Kristoffer Polaha), o pai que é surpreendido à porta de casa, pode até ser um tipo imaturo, daqueles que se recusam a crescer, tendo optado por aliar o trabalho ao prazer abrindo um bar no piso debaixo da sua casa, mas mostra estar disposto a ajudar a filha que ainda agora conheceu, para além de protagonizar divertidas discussões com os amigos Jamie e Math e a ex-colega de escola/mãe da sua filha. Já para Cate Cassidy (Shiri Appleby), uma radialista de sucesso, aceitar Lux e todo um passado que tentou esquecer não foi fácil, especialmente ao descobrir que o pior aconteceu e que o bebé que nunca quis, fruto de uma noite de bebedeira ao som dos Spin Doctors, teve uma vida difícil ao longo de quinze anos. A surpresa, a vergonha e a tristeza desta descoberta, aliadas à dificuldade que tem em ligar-se às pessoas, acabam mesmo por pôr em risco a sua relação com Ryan Thomas (Kerr Smith), parceiro no programa de rádio e noivo mas representam, ao mesmo tempo, uma oportunidade única para crescer enquanto pessoa.
Sem deixar de ser cliché em alguns momentos, sem deixar de apelar à lágrima fácil, sem deixar de ser algo surreal (como no momento em que a juíza dá a custódia conjunta de uma criança a duas pessoas que não são um casal, que não se falam há anos e que a abandonaram em pequena), a verdade é que “Life Unexpected”, é um regresso à boa tradição da extinta The WB, às saudosas “Gilmore Girls”, àquelas séries com uma história simples mas com um grande coração; um regresso às séries que, por vezes, até apetece ver.





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no fundo, lá bem no fundo, sou uma closet romantic, que até gosta de um bom romance e de uma história assim um bocadinho mais para o lamechas
QUEM ÉS TU E O QUE É QUE FIZESTE COM A SYRIN!? :loool:
Quanto à série e ao episódio: Eu que facilmente me deixo envolver por histórias mais tristes, não me consegui ligar emocionalmente nem à miúda e ao seu drama nem ao resto dos personagens. Acho que a série triunfa por se mostrar num tom mais sério, e consequentemente deixando um sentimento mais realista, do que o resto da pimbalhada típica da CW. Mas não me deixou fascinado, apesar de pretender continuar a ver.
:3:
QUEM ÉS TU E O QUE É QUE FIZESTE COM A SYRIN!?
É o Apocalipse! Depois das declarações do Ricardo sobre Dollhouse, esta minha crítica é o segundo sinal de que o mundo vai terminar!
Pois eu, desta vez, apeguei-me às personagens, coisa que, por exemplo, com Grey’s e B&S nunca aconteceu.
Não passa de uma série levezinha, disso tenho a certeza, mas por agora acho que vou gostar.
no fundo, lá bem no fundo, sou uma closet romantic, que até gosta de um bom romance e de uma história assim um bocadinho mais para o lamechas
Mas não gostas dos triângulos, quadrados e outros paralelepípedos amorosos de certas séries
)
Agora a sério, eu percebo a diferença para esta e acho que explicaste bem isso no texto. Eu gostei da série. Achei-a genuína e gostei das personagens (identifiquei-me mais com o gajo do bar). Resta saber como é que ela vai evoluir.
:3meio:
Eu sou uma closet shipper, desde os tempos da BD (Rogue + Gambit 4 ever!) ;D E geralmente arranjo um casal para seguir em cada série de que gosto. Não tenho é paciência para cenas de telenovelas que se arrastam por 20397 temporadas. E para discussões idiotas entre apoiantes de casais diferentes! ;D
É isso mesmo, as personagens, mais do que a história, foi o que me conquistou.
(identifiquei-me mais com o gajo do bar)
Ui, não te ponhas a pau não. Qualquer dia tens uma surpresa desagradável. mwhahaha!
do que o resto da pimbalhada típica da CW
Oh não!! O que foste escrever!! O Robin dos bosques do canal já vem aqui defender a honra da sua dama
:clapp1:
É uma série à Gilmore, sim senhora!
A Lux lembrou-me imenso a Rory e a Cate a Lorelai. Acho que o Baze pode ser um Chris. Mas, o Ryan não é o Luke.
Que mistura que estou aqui a fazer. :huh:
Resumindo, gostei muito da série. Coloquei a fazer o download quando li aqui o vosso artigo sobre as audiências de Segunda-feira, mas só a iria ver daqui a uns tempos…
Espero que a Lux continue assim, madura e independente. Os outros, é esperar para ver. :hihih:
Obrigada pelo conselho de ontem. :goodjob:
Gostei!
:3meio:
Foi exactamente o que pensei, o Baze podia ser um Chris mas menos idiota, e o Ryan não é o Luke. Nenhuma personagem é “má” como o Christopher era em Gilmore, por isso gostei.
Gostei. Não é nada de especial, mas é engraçado.
BTW, adorei a cena em que os pais dela estão a falar e, quando começam a comer-se, a Two Princess começa a tocar. Foi de rir!
Two Princes, rapaz, Two Princes.
Ah, os Spin Doctors…belos tempos!
http://www.dailymotion.com/video/x13amh_spin-doctors-two-princes_music
lol Eu sabia. Até a tenho no mp3. Foi só um s a mais. :whistle:
Cá para mim querias estavas já a planear uma operação de mudança de sexo aos príncipes.
Gostei do que vi. Personagens engraçadas, fáceis de nos relacionarmos com elas; Pareceu-me ser uma serie “light”(lol) e um pouco humilde, tentando não ser mais daquilo que é. Viu-se muito bem.
Não sendo extraordinária é boa o suficiente para passar um bom tempo. As personagens parecem ser interessantes e a história tem muito por onde pegar. Se todas as séries da CW fossem assim era um bom sinal.
:3meio:
Por falar na CW, tenho um dilema. Vejo Gossip Girl mas já estou “pelos cabelos” com a série. Portanto preciso arranjar uma do mesmo estilo, para poder abandonar os dramas ridículos do Upper East Side, o que recomendam?
P.S. – (sofro duma patologia rara, que quando abandono uma série tenho de preencher esse vazio com outra série), acredito que vocês por aqui também sofram de tal coisa.
Ui, isso não é pergunta para mim, que fujo a sete pés desse tipo de séries. Pergunta ao Ricardo. ;D
LOL Obrigado Syrin.
Não há nada igual ou parecido com Gossip Girl no mercado. O 90210 bem tentou, mas não tem nada a ver e é muito pior. É uma série com um estilo muito próprio. Já agora, porque vais deixar de ver a série? Esta terceira temporada tem sido bastante boa, com alguns altos e baixos, mas mais altos que baixos. A segunda temporada foi bem pior e mais inconstante.
Agora é uma altura bastante má para o “clássico” teen drama. Os melhores são definitivamente o Friday Night Lights, que muitos argumentam que nem sequer é teen drama, e Skins, que é teen drama puro e duro, mas numa variante muito diferente. Se queres algo mais cómico num ambiente mais faculdade e menos teen tens Greek.
A ABC Family e a The CW têm mais algumas, mas não são de grande qualidade. A FOX tem Glee, que é engraçada e mais virada para a música, mas fica bastantes pontos abaixo das três que eu mencionei.
Pois a segunda temporada já foi difícil ver toda. E esta terceira temporada ainda não me cativou e no outro dia quase que adormeci a ver a Georgina Sparks (vou no 6º episódio).
90210 – recuso-me a ver uma série do estilo Gossip Girl só que pior.
FNL – sou um fã incondicional da série e está a muitos anos luz de GG.
Talvez veja Skins, como é uma série mais alternativa pode ser que me agrade, já me sinto um bocado farto dos clichês das séries teen.
Obrigado na mesma Ricardo.
Isso de quando abandonas uma série tens de preencher esse vazio com outra série é apenas com uma série semelhante ou pode ser uma qualquer? É que há por aí coisas bem porreiras de uma temática completamente diferente que eu podia sugerir (também depende do que tenhas visto ou não, claro).
Eu parti do princípio que ele estava a falar de séries teen, senão também tinha muitas outras sugestões.
BTW, vê o resto dos episódios de GG. São só mais seis e acho que vais mudar de ideias.
Se a syrin está a ver e a escrever sobre esta série quem sou eu para não ir ver também? Espreitei e gostei, mesmo com aquela frase final tão lamechas que até doeu. Engracei com a miúda e os pais têm potencial por isso acho que arrisco no segundo episódio.
Life Unexpected é tipo a irmã mais nova e menos bonita de Gilmore Girls.
(por falar nisso, acabei de rever um episódio da S1 de Gilmore Girls. Já me esquecia de como elas falavam a 240km/h!)
Eu tenho apanhado agora as vezes na Sic Mulher e claro que fiquei cheia de vontade de ver tudo outra vez.