[SPOILERS] “You have no idea how lucky you are”. É engraçado como uma singela frase como esta consegue tocar as três personagens principais desta série.
Lux (Brittany Robertson) tem muita sorte ao encontrar, depois de 15 anos de abandono, uma família que, para o bem e para o mal, a quer nas suas vidas. Baze (Kristoffer Polaha) tem a sorte de, passados tantos anos, poder finalmente crescer e tornar-se mais responsável, coisa que não fez no passado. Já Cate (Shiri Appleby), tem imensa sorte de não só poder recuperar a filha que tinha perdido, mas também de ter um noivo como Ryan (Kerr Smith) que a ajuda nos momentos em que tudo parece perdido. No fundo, as três personagens principais desta curiosa família mostram que são mesmo farinha do mesmo saco e que, com algumas diferenças de estilo, sofrem do mesmo problema: serem incapazes de reconhecer quando a oportunidade lhes bate à porta.
Se as críticas de quem já viu mais episódios nos deixam um pouco apreensivos, ao falarem de uma fórmula algo fixa para as próximas semanas, – problema –> falta de comunicação –> dilema –> resolução -, não é ao segundo episódio que vamos já começar a criticar a série. Sim, “Home Inspected” não foi tão bom como o episódio piloto e muito menos a história foi tão bem construída. A questão criada com o aparecimento dos amigos de Lux, que nos apresenta o caminho que a jovem teria seguido caso a emancipação tivesse sido atribuída, não teve o impacto desejado ao ser cliché demais, ao não trazer nada de novo. Já os problemas de Cate e Baze em modificar as suas vidas e as suas casas para a chegada da inspecção do Serviço Social também não são propriamente originais, com a agravante da história da mentira e pronta retracção de Cate na rádio parecer rápida demais, forçada demais. Não, sem dúvida que estes pontos não foram os pontos altos do episódio.
O que acaba por convencer é, mais uma vez, a interpretação destes actores que nos mostram que sim, vale a pena ver Cate a tentar confiar mais, a abrir-se mais para as pessoas e para o mundo – dentro e fora da estação de rádio -, ver Baze a crescer e a começar a aceitar as suas responsabilidades, mesmo quando as coisas não correm a seu favor, ver Lux a admitir perante a amiga que sempre protegeu que quer o quarto, a família, a protecção – o sonho que sempre teve e que nunca pensou conseguir alcançar. O que nos convence é aquela pequena reacção de Baze quando descobre que apenas irá poder ter a filha como visita na sua casa e a sua conversa franca com Cate no final, a sinceridade de Cate ao explicar à funcionária da Segurança Social que retirarem novamente a Lux a oportunidade de ter uma família seria cruel, a alegria de Lux ao ver o quarto novo com que, certamente, nunca ousou sonhar. Tudo isto pode até não convencer toda a gente, mas por estas bandas, “Life Unexpected” continua a ser uma bela surpresa.





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A série não é perfeita, todos nós conseguimos ver isso, mas aquele charme que emana e aquele sentimento de “Oh tão querido” que paira no ar conseguem balançar e suportar os pequenos defeitos.
Viu-se isso mesmo no episódio, tal como dizes alguns momentos pareceram forçados ou estranhos mas no fim basta aquelas cenas do tribunal ou do novo quarto para esquecermos tudo o resto. :cool7:
É estranho, não é?
Logo eu, que raramente me deixo prender por este tipo de histórias (Gilmore Girls é um caso diferente) apaixonei-me pelas personagens principais logo à primeira.
Quem és tu?? Quem é que se apoderou dos dados da syrin e anda a escrever as suas críticas??
:muahaha:
Nunca mais regressa SGU para eu poder voltar a dizer mal numa crítica!
O problema não é dizeres mal. É estares a gostar da série e das personagens. Tu que não gostas de FNL. E não engraçaste (até ao fim) com a Veronica! ts ts ts!!!
Nenhuma das personagens de FNL me convenceu nos 5 (ou foram 6? talvez 7) episódios que vi. Quanto a Veronica… é mto teen para o meu gosto.
Nesta, pelo menos até agora, teen só há uma. Uma ainda se atura. Mais do que isso é que já é complicado!
LOL
Realmente, na minha opinião, Friday Night Lights e Veronica Mars são das melhores séries teen que por aqui andam (ou andaram).
Hum… A história não foi assim muito interessante. No entanto, as personagens são queridas e gostei muito da surpresa do quarto!
Vi ontem o 2º episódio e partiu-me o coração ver a cara do Baze quando a assistente social disse que a Lux não poderia dormir na casa dele.
Concordo contigo quando a história não trouxe nada demais. E até acho que a história sobre as mudanças na casa do Baze poderia trazer ser muito mais explorada.
Quero ver a Lux a falar mais rápido e a ter as atitudes mais adultas como teve no 1º.
Ah, gostei de uma frase da Cate que era qualquer coisa como “one week being her mother and she already hates me”
Promete.
Eles são tão queridos que não consigo resistir!