[SPOILERS] “Elena: Am I gonna be safe with you? Damon: Yes. Elena: Do you promise not to do that mind control thing with me? Damon: Yes. Elena: Can I trust you? Damon: Get in the car.”
“The Vampire Diaries” regressa com sarcasmo, vítimas e uma dose muito saudável de mitologia. Nove semanas depois do último episódio original confesso que senti um pouco a falta da série, embora o grande hiato tenha prejudicado o meu entusiasmo pelo seu regresso.
Gostei bastante de “Bloodlines”. Não foi um episódio com muita acção, embora tenha tido cenas bastante boas como a do Damon a ser espancado, ou muito ritmo. Os argumentistas perderam mais tempo a preparar o futuro e a desenvolver a mitologia da série, assim como os personagens, do que a simplesmente a dar-nos aqueles crowd pleasing moments. Uma construção cuidada da mitologia e a preparação dos enredos com tempo é um grande ponto positivo.
O episódio começa onde o anterior nos deixou, com Elena (Nina Dobrev) presa no carro e o que na altura parecia ser um vampiro, informação confirmada aqui, a aproximar-se. Por acaso pensei que eles iam optar pelo rapto da Elena que depois aparecia miraculosamente, mas não se lembrava de nada porque o vampiro lhe apagou as memórias. Teria sido mais engraçado, sinceramente. No entanto, compreendo a relutância em não querer fazer a protagonista passar por isso. Ela já tem muito com que se preocupar e é desnecessário dar mais drama à série. É preferível concentrar todos os esforços no enredo principal.
Damon: Vampires can’t procreate… though we love to try.
Damon (Ian Somerhalder) salva Elena, para variar um bocado porque o Stefan (Paul Wesley) já estava a ficar cansado. Elena, desprotegida por não ter o colar de Verbena (o nome português da famosa planta), coisa muito estúpida de se fazer diga-se, aceita relutantemente a proposta de Damon de ir a Georgia. Claro que ela não teve exactamente escolha, mas o diálogo entre ela e o Damon foi muito bem concretizado e não pareceu que ela foi mesmo obrigada a ir.
Uma preocupação que sempre tive com a série é a relação entre o trio principal. A série, nos episódios iniciais, esforça-se muito para vincar o irmão bom e o irmão mau. A questão é que as acções do Damon são tão cruéis que é difícil pensar nele como a ponta do triângulo amoroso. É impossível que a Elena não o odeie e sequer considere uma relação amorosa com ele. Está a chegar a um ponto, ou se calhar até já ultrapassou, em que é impossível voltar atrás. No entanto, tendo em conta a forma impiedosa como o Damon matou a Bree (participação de Gina Torres), não me parece que os argumentistas estejam muito preocupados com isso. Vamos indo e vamos vendo. Não vou criticar uma série por um problema que ainda está para vir.
Gostei imenso da interacção entre a Elena e o Damon, de ver a Elena a divertir-se e o reaparecimento do tópico da Lexi. Até achei que podiam ter dedicado mais algum tempo a isso, talvez até uns flashbacks para voltarmos a ver aquela simpatia loira. Era apenas lógico que um vampiro tão velho como Lexi tenha vários amigos que a queiram vingar. Não fiquei foi muito convencido com o parceiro dela. Mudou de ideias demasiado depressa.
Elena: I saved your life.
Damon: I know.
Elena: And don’t you forget it.
Foi muito agradável ver a Gina Torres. Não posso é deixar de endereçar algumas coisas me ficaram entaladas na garganta. Então a Bree, que é uma bruxa, não sabe defender-se de um vampiro? Principalmente tendo em conta que já sabia que ele estava lá e visto que não foi apanhada de surpresa (como a Lexi). E porque raio é que ela foi dizer que tinha Verbena no sangue? Se estivesse mas é caladinha, ele tinha tentado mordê-la, e isso enfraquecia-o. Irónico, no mínimo, a Gina Torres, actriz que eu adorei em “Firefly”, ser convidada para duas séries que eu escrevo aqui no TV Dependente, “Gossip Girl” e “The Vampire Diaries”, e interpretar duas personagens que eu não gosto. Uma pena a morte dela. Porque não teve grande lógica, mas também porque seria engraçado vê-la como regular. Uma coisa tenho que lhes dar: o efeito visual e metafórico foi demais. Ele literalmente arrancou-lhe o coração. Wow.
No início do episódio temos um vislumbre do passado de Alaric (participação de Matthew Davis). Até pensei que ele aparecesse mais no episódio, mas só teve direito a outro flashback no fim. Apesar de gostar da personagem, achei a história mais do cliché para além se ser demasiado paralela ao outro enredo do episódio. Pensei que ele seria uma espécie de caçador e que fazia parte de algo maior, não apenas um tipo qualquer à procura de vingança. Desses, o Damon já deve ter chupado muitos (sangue, atenção, não haja mal entendidos).
Em Mystic Falls temos Jeremy (Steven R. McQueen) que está numa fase completamente diferente da sua vida. Tendo ultrapassado, mas não esquecido, a morte dos pais e a partida da Vicki, Jeremy segue em frente. Pessoalmente, gosto muito mais do novo Jeremy que, agora que não se está a drogar ou constantemente à procura da Vickie, mostra a sua inteligência. Está mais divertido e descontraído. Gostei também da Anna (participação de Malese Jow). Sempre tive um fraquito por nerds engraçadas. É uma boa adição ao elenco que parece querer acordar Jeremy em relação aos mitos de Mystic Falls. Isto promete.
Stefan, preocupado com a Elena, recorre a Bonnie (Katerina Graham). Gostei do enredo. Foi engraçado e sempre desenvolveu a relação dos personagens para mais do que o namorado da melhor amiga e a melhor amiga da namorada. Foi interessante ver Stefan a falar com a avó da Bonnie, Sheila (participação de Jasmine Guy), ainda mais tendo em conta que eles já se conheciam. Gostei também do salto do Stefan a salvar Bonnie. Parece que todos os caminhos vão dar ao túmulo e já sabemos que ele pode ser aberto. Mais cedo ou mais tarde, é o que vai acontecer. E eu mal posso esperar!
Elena: So, why did you bring me with you?
Damon: Well you’re not the worst company in the world, Elena. You should give yourself more credit.
Elena: Seriously?
Damon: You were there in the road. All damsel in distress-like. And I knew it would piss off Stefan. And… you’re not the worst company in the world, Elena.
Elena regressa a Mystic Falls para Stefan nos lançar uma bomba: Elena é adoptada. Só que houve umas coisinhas que não assentaram muito bem. Então a moça é exactamente igual à Elena e a primeira coisa que eles se lembram é que elas devem ser da mesma família? Tendo em conta que é impossível elas serem gémeas, não é nada natural essa semelhança, sendo da mesma família ou não. Mas, tudo bem, vou engolir, até porque gostei da ligação do Stefan à Elena mesmo antes de se conhecerem. A questão é, não acredito que ele não tenha pesquisado mais sobre o assunto, mesmo com os obstáculos. Caramba, ele guarda uma foto da Katherine na mesinha do quarto dele! É bem mais provável que Stefan nos esteja a esconder alguma coisa. Ou é apenas parvo, também pode ser isso.
Quanto à Jenna, achei algumas coisas estranhas: a Elena passou duas noites fora sem avisar, o que não é habitual, a Jenna não sabe onde ela está e a) não chama o Alaric para ajudar; b) não liga à Bonnie ou ao Stefan; c) ignora o facto que ela desapareceu a meio de uma chamada aparentemente feita de um sítio não aconselhável quando estava completamente embriagada. Mais estranho ainda, o Jeremy nem sequer comenta o facto. O que valeu à rapariga foi que tinha uma informação privilegiada, uma espécie de Get Out of Jail Free Card, e não pude deixar de sorrir nesse momento.
Já agora: Matt? Caroline?? Tyler??? Quem são eles? Não sei, porque, muito sinceramente, não senti falta nenhuma. Espero que a série decida fazer alguma coisa com eles porque, para já, são perfeitamente dispensáveis.
Resumindo, “The Vampire Diaries” regressa de boa saúde, com o sangue a pulsar nas veias. “Bloodlines” é um bom episódio, embora tenha algumas falhas que mencionei acima. Gostei principalmente da viagem da Elena e do Damon e do novo Jeremy. Teve muitos enredos e personagens para servir, isso prejudicou um pouco, mas no geral esteve bem e preparou alguns enredos bastante interessantes. Quando irá o Jeremy descobrir o segredo? Será o Alaric tão básico como parece? Qual a relação entre Elena e Katherine? Quem é o vampiro que causou o acidente de Elena? Quando é que vai abrir o túmulo dos vampiros? Tudo boas perguntas. Aguardam-se desenvolvimentos. Ansiosamente, acrescento.

No próximo episódio:




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Bleh, este episódio não resultou nada para mim. Regresso fraco.
Qual é a cena do Damon ter matado a Bree? Qual é a obsessão dos criadores da série matarem quase todas as guest stars e ainda outras? Se calhar é só para mostrar a “badassness” da série ou do Damon… não sei…
Boa maneira de se livrarem do cliffhanger de umas semanas em dois segundos.
Boa maneira de transformarem o Alaric, uma personagem que podia vir a ser interessante, numa personagem aborrecida. Mais um que quer vingança. Mas vá, ainda dá para dar a volta por cima. Ainda assim é óbvio que daqui a uns episódios vai acabar morto…
Já para não falar do drama da menina adoptada.
Vamos lá ver se isto melhora.
Ui! Não gostaste mesmo nada.
“Mesmo nada” é um pouco exagerado, só acho que para episódio de regresso podia ter sido melhor
Aproveitou-se alguns pontos como a mitologia, talvez o Jeremy e a amiguinha, e provavelmente mais alguma coisa.
Pela promo o próximo parece ser melhor com a Elena em apuros.
Eu gostei muito da interacção entre o Damon e a Elena, mas depois o namorado da Lexi entrou e estragou tudo. Assim como a morte da Bree. Ambos eram boas ideias, mas podiam ter sido melhor executadas.
Sim, o Jeremy é bem mais interessante quando não está deprimido.
E por falar em promo, esqueci-me completamente de a pôr!
Eu por acaso adorei a cena em que o Damon mata a Bree, se ele não o fizesse era ir contra a natureza do personagem.
Muita gente começa a apegar-se a ele e esquece-se do tipo de vampiro que é. Não é por lhe pouparem a vida que Damon irá se tornar mais misericordioso, ele assegurou-se que aquela pessoa nunca mais o trairia e se apanhar o namorado da Lexie a jeito vai pelo mesmo caminho.
Gostei que os criadores tivessem a coragem de não o amolecer.
Vendo as coisas por esse prisma, concordo contigo. Claro que, se ele continuar assim, é impossível prever uma relação entre ele e a Elena, por muito boa que a interacção entre os dois seja.
Mas atenção, o meu grande problema em relação à cena da morte não foi a crueldade do Damon, mas sim a impotência da Bree.
Eu percebi mas vejo que muita gente não tem gostado desse seu lado e eu acho que mudar isso nele era seguir pelo caminho mais fácil.
Quanto às bruxas ainda não sabemos muito sobre elas, a antepassada da Bonnie que se mostrou muito poderosa, esta Bree não faço ideia.
O cliffhanger foi a decepção tanto tempo e nada, mas de resto o episódio foi bom está ao nível de qualidade que a série nos tem habituado.
Como eu disse na review: “Por acaso pensei que eles iam optar pelo rapto da Elena que depois aparecia miraculosamente, mas não se lembrava de nada porque o vampiro lhe apagou as memórias. Teria sido mais engraçado, sinceramente. No entanto, compreendo a relutância em não querer fazer a protagonista passar por isso. Ela já tem muito com que se preocupar e é desnecessário dar mais drama à série. É preferível concentrar todos os esforços no enredo principal.”
Não estava à espera que saísse grande coisa dali portanto não fiquei decepcionado.
Mais uma vez, este episódio deixou-me super satisfeita, o que acontece na maioria dos episódios.
Gostei bastante deste regresso e adorei a interacção entre Elena e Damon. Também tenho de concordar que gosto mais do Jeremy assim.
Estou mesmo ansiosa por saber o que mais vem aí.
É verdade. Apesar de tudo e dos defeitos que todos lhe colocamos, é uma série que tem apresentado uma qualidade muito satisfatória.
Esta série dá-me um gozo especial, adoro ver o Damon a matar aquela gente toda, ele representa bem a raça dos vampiros e é muito mais interessante que o Stefan.
E estou a começar a achar a Bonnie mais interessante que a Elena, quero saber mais sobre as bruxas.