[SPOILER] Se o episódio passado foi repleto de cenas no mínimo loucas, esta semana a loucura deu lugar a momentos verdadeiramente embaraçosos. Chegados ao quarto episódio, começo a duvidar da sanidade mental de toda a família.
Tal pai, tal filho. Na luta por se diferenciar dos restantes membros da comunidade religiosa, Bill Henrickson (Bill Paxton) começa a tomar decisões que o aproximam do seu passado. Neste momento em que a sua vida se prepara para ser examinada à lupa, quando tempo irá levar até o karma o apanhar?
A linha começa a ser atravessada no momento em que pede a Don (Joel McKinnon Miller) para arcar publicamente com as suspeitas que se levantam sobre a prática de poligamia, protegendo assim a sua ambição. Como se já não bastasse, chegamos ao fim do episódio com outra confrontação: nas pisadas do pai também Ben (Douglas Smith) é convidado a deixar a sua casa, para um destino que por ora é incerto.
Claro que quando se fala de situações incómodas, nada como os dramas no complexo religioso para nos ajustarem a perspectiva. Se a situação com Alby (Matt Ross) já é, no mínimo, arrojada, nesta semana tivemos ainda o novo “vilão” a querer casar com a mãe da sua ex-mulher… É o dia-a-dia de “Big Love”!
Não sendo um episódio mau (nesta série não os encontro) este “The Mighty and Strong” deixa um pouco a desejar. As situações irreais começam a ser em demasia, afastando um pouco o espectador do que sempre foi uma família normal com um modo de vida “anormal”. No entanto, a qualidade do desempenho dos actores é sempre a melhor, dando a cada situação a intensidade necessária para ficarmos colados ao que aí vem.
O Melhor: O breakdown de Margene (Ginnifer Goodwin).
O Pior: A nova Tancy (Bella Thorne)





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Na verdade, este foi um dos meus episódios favoritos. Não acho que as situações sejam assim tão despropositadas como isso e sucederam-se várias cenas ao longo do episódio bem fortes.
- O Don a dar o corpo ao manifesto;
- O Alby a concordar em casar a mãe com o outro maluco (ao início deu-me bastante graça, mas depois tive pena dela);
- A reacção da Sarah ao puto;
- E o olhar do Ben quando o pai concorda que ele se deve ir embora.
E é engraçado que o breakdown de Margene foi o que eu achei menos piada.
Mas pronto, nem todos temos de gostar do mesmo.
PS – Porque é que a Sarah tá sem cuecas e não pode estar também sem camisa??
PS2 – Ontem que estive a ver isto logo seguido de HIMYM é que me apercebi que o amante do Alby é o Don, o co-pivot da Robin no HIMYM.
PS3 – Tentei saber porque é que mudaram de Tancy, mas não consegui descobrir…
A cena do Don foi a que me custou mais ver e a mãe do Alby aos berros na caravana também teve impacto mas de resto esta temporada não me está a encher as medidas. Há tanta coisa a acontecer ao mesmo tempo que não sei por onde começar a preocupar-me!
E acho que só já faltam 3 episódios, pois tenho a ideia que esta terá apenas 8.
PS – Porque é que a Sarah tá sem cuecas e não pode estar também sem camisa??
Confesso que isso também me passou pela cabeça…
As situações irreais começam a ser em demasia, afastando um pouco o espectador do que sempre foi uma família normal com um modo de vida “anormal”.
Esta foi a melhor deixa ao episódio e talvez até à temporada (vamos ver como ela acaba).
Esta 4ª temporada começou bem e parece estar a optar para as situações caricatas em exagerada abundância. Está a parecer-me que depois do que conseguiram atingir na 3ª temporada, se estão a esquivar um pouco das temáticas mais polémicas. Nunca foi propriamente o objectivo da série ser pela polémica do que aborda mas sim nos revelar “aquela vida” e sermos nós a julgar ou não.
Esta 4ª temporada está a afastar-se um pouco do lado “sério da poligamia” e parece entrar sim por temáticas muito mais polidas e normais usando o contexto de “Big love”… os jogos de poder, as farsas, a politica, a emancipação das personagens (talvez para as poder abandonar no futuro), etc.
Depois, acho ao haver menos a passar-se no Complexo a série perde um pouco. Apesar de já o terem usado muito em 3 temporadas acho que deveria ser ainda por lá que deveria andar mais…
Quanto ao episódio: boa review e tenho de admitir que a tarefa é totalmente ingrata. Ninguém parece estar a acompanhar a série (talvez nesta fase), poucos opinam… mas se há algo que reconheço é realmente como conseguir descrever um episódio desta série quando a abundância de peripécias, situações e os montes de personagens habitam nela. Assim dou-lhe os parabéns pela análise aos episódios e pela enormíssima capacidade de síntese… e boa focagem.
Se a temporada passada foi, para mim, fantástica, esta tem ficado aquém das expectativas. No entanto, espero sempre que alguém acabe por ler as minhas criticas e abra os olhos para a grande série que Big Love é.
Obrigada pelos elogios!