[SPOILERS] O passado tem uma maneira estranha de nos apanhar: normalmente, quando menos se espera, aparece sorrateiramente pronto para nos pregar uma valente rasteira. Esta semana não foi excepção, mantendo o drama num nível elevado.
Num episódio centrado na família, as crises aparecem de todos os lados. Quer seja no jogo político ou nos problemas pessoais, não há mãos suficientes para controlar todas as pontas soltas que teimam em aparecer, especialmente quando envolvem as diferentes mulheres que cada vez parecem mais fragilizadas.
Barb (Jeanne Tripplehorn) foi, aparentemente, a primeira a ceder. Se a princípio se mostrou confiante ao lado do seu marido, com o desenrolar dos acontecimentos a sua armadura começa a dar de si e vemo-la a refugiar-se no casino, longe de toda a confusão. Como as coisas não se ficam por aqui, também Nicki (Chloë Sevigny) começa a mostrar uma crise de identidade, ao sentir que o seu propósito na vida é fazer os trabalhos que outros não se dispõe a fazer. Margene (Ginnifer Goodwin) é então quem se mostra mais segura de si, mesmo andando sobre areias movediças.
A juntar a estas pedras no sapato, Bill (Bill Paxton) tem outras complicações em mão, desde os seus horripilantes pais a intrometerem-se no casino ao exílio que sujeitou o seu filho mais velho. É com todas estas dificuldades a acumular que chega o clímax do episódio, sob a forma de uma singela fotografia representativa dos seus crimes passados. Num discurso apologético que conquista toda a audiência, os resultados são invertidos e a vitória é garantida.
Agora que a sua vida se prepara para sofrer uma reviravolta, o futuro desta família aparenta estar na corda bamba, bastando um pequeno toque para cair tudo por terra. Durante quanto tempo conseguirá Bill manter as suas pequenas mentiras? Durante quanto tempo aguentarão estas mulheres o stress da vida política? Sem o dom da omnipresença, será complicado a este protagonista gerir todas as situações que se vão criando em seu redor e faltando apenas quatro episódios para o final de certeza que teremos grandes surpresas pela frente. A começar já pelo próximo episódio…
O Melhor: As três mulheres em diferentes situações de desespero.
O Pior: Tentar ser o “Come, Ye Saints” da temporada passada sem o conseguir.

















February 9th, 2010 at 17:40
Num discurso apologético que conquista toda a audiência, os resultados são invertidos e a vitória é garantida.
O discurso realmente foi excelente, mas a vitória era mais que previsível. Mas ainda bem, pois tenho curiosidade de ver se eles sempre vão dar a esta história uma outra dimensão, que é a da revelação pública de que aquela família pratica poligamia. Quero ver que impacto terá isto nas suas vidas.
E gostava de ver a Sissi Spacek mais aproveitada. Gosto da sua participação, mas o papel dela parece-me mais “ligeiro” do que eu inicialmente previa. Pode ser que agora que ela descobriu que o Bill a lixou, que ela tenha alguma na manga.
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carolinafs Reply:
February 9th, 2010 at 18:12
Estava-se mesmo à espera mas quando ele começa a falar e a câmara vai rodando para a família eu quase que me deixei levar. Esta história é mesmo a que cria mais expectativa porque vai ser quase como um puxar do tapete debaixo dos pés.
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