[SPOILERS] «Me tira o tubo!» era uma expressão repetida por uma das personagens interpretadas por Jô Soares. Esta era um general que esteve alguns anos em coma e que quando acorda (e à medida que, ao longo dos dias, vai ouvindo as novidades) começa a repetir aquela frase vezes sem conta, tamanha é a sua incredulidade perante os relatos da transformação do seu país. E foi esta frase que repeti algumas vezes (complementada com um revirar de olhos) à medida que o episódio se ia desenrolando.
Ponto prévio: é-me indiferente os arranjinhos que queiram fazer para Chuck (Zachary Levi). Sarah (Yvonne Strahovski), Hannah (Kristin Kreuk) ou outra mocinha qualquer que queiram trazer para a vida dele, têm a minha bênção para agarrarem o rapaz. No entanto, a partir do momento em que estragam um episódio (e prevejo que outros virão) com estas tricas novelescas, a minha paciência com a série esgota-se. Querem dar felicidade amorosa a Chuck? Dêem-na! Mas de uma vez por todas. Ou então não a dêem e… avancem para a frente. Como um rolo compressor!
A série agarrou-me não pelo seu romance nem pela necessidade de ver Chuck e Sarah juntos. E se o romance quase sempre fez parte da série, também é verdade que há várias maneiras de pegar neste assunto. E esta maneira tão adolescente e tão cliché de tratar estes assuntos, deixou-me piurso. A série não precisa (e nunca precisou) destes assuntos amorosos para trazer um bom episódio todas as semanas. A fórmula de sucesso já foi há muito encontrada e não inclui qualquer variável sobre o amor.
A inclusão de Shaw (Brandon Routh) e de Hannah na série irá resumir-se a isto? A meros peões neste jogo amoroso sem sentido? A meros déjà vu de temporadas passadas? É que se for este o caminho, a melhor metáfora que encontro para esta solução é a sequência da porta do museu (quando Chuck está pendurado): abre, fecha, abre, fecha, abre e fecha outra vez.
E se descontarmos a parte “Gossip Girl” do episódio, o que é que ficou? Uma missão um pouco simples (pois claro, que isto de explorar dois casais de pombinhos tem que ocupar muito tempo), um Casey (Adam Baldwin) literalmente perdido no meio de tanta testosterona e estrogénio (coitado! Nem teve direito a explodir algo), uma Buy More quase inexistente, um olhar sobre os próximos planos da organização Ring e uma necessidade quase permanente de colocar os lados do quadrado amoroso em despique (com conversas do arco-da-velha).
Em suma: muito pobre este episódio. Nem as poucas situações cómicas o salvaram da desgraça. Chuck consegue muito melhor que isto. Consegue entreter sem enfastiar, consegue ser séria e cómica simultaneamente, consegue falar de amor sem nos passar um atestado de imaturidade, consegue ter uma excelente química entre o tridente ofensivo (e para mim, Casey é peça fulcral aqui) e consegue ter histórias secundárias que se misturam muito bem com a principal. Este episódio foi a antítese do tudo o que acabei de escrever.





Blogue Sangue Fresco
Cinema Notebook
Sons of Anarchy Portugal






O Jeff e o Lester não apareceram. Logo, mau episódio 32 valores.
Que episódio tão fraco!
Não teve Casey, as cenas no Buy More foram fraquíssimas, e toda esta história dos dramas amoroso… blargh.
Como disse há uns tempos na minha crítica a um ep de HIMYM, os argumentistas precisam de perceber que não queremos UST (Unresolved Sexual Tension, para quem não sabe) para sempre, que a RST (Resolved Sexual Tension) não implica estragar uma série.
Eu cá estou como tu, pouco me importa com quem o Chuck fica, o que quero é boas histórias, e o que me apresentaram aqui foi uma história mto fraca. E o Shaw continua a não convencer. De todo!
Bah, todos nós adoramos um pequeno poligno amoroso. Já temos um Shaw – Sarah – Chuck – Hannah – Morgan e quantos mais forem, melhor. /Sarcasmo.
Pode ser que este arranjo seja deixado por parte durante um ou dois episódio agora que os parzinhos já assentaram. Devem deixar assim pelo menos até alguém se revelar espião infiltrado, sair da série ou morrer…
O pessoal não quer mesmo saber sobre isso, vamos lá voltar à espionagem e ao que interessa.
Mas vá, ainda assim houveram alguns pontos interessantes perdidos no meio disto tudo.
O exterior do museu era o comand center dos Power Rangers (os primeiros pelo menos), que momento nostálgico:)
Ai, aquele ar de sonso do Shaw faz-me bolsar um bocado. Que episódio lame, pensei que estava a ver Grey’s. E o final, com aquele cenário tão fraquito duns homens empoleirados sei lá onde… Come on!
Esperava mais e aquele Shaw não convence mesmo nada.