[SPOILERS] Data e hora marcada. O [explosivo] confronto entre os dois liceus de Dillon já está agendado. Daqui a duas semanas, o embate tão ansiado terá lugar, dando provavelmente lugar a uma catarse de emoções, acumuladas por muitos dos intervenientes. Infelizmente, isso não é para já, restando-nos aguardar, de forma paciente, que o dia do duelo chegue. Depressa.
Mas nem por isso “FNL” deixa de ter outros motivos de interesse. Facto mais surpreendente do episódio: Matt Saracen (Zach Gilford) deu um ar de sua graça. Apareceu. De forma inesperada, vemos o antigo jogador dos Dillon numa cena do seu agora quotidiano, em Chicago. Vivendo sozinho, entre criações artísticas próprias, mas com um factor imutável: a fotografia de Julie (Aimee Teegarden), como marca mais profunda da sua ligação a um passado que, afinal, não parece de todo estar enterrado. As suas ligações telefónicas a Julie degeneram numa explosão emotiva da jovem, deixando o rancor que a consome vir ao de cima.
O que ainda não foi, igualmente, deixado para trás, de forma definitiva, foi a questão do aborto de Becky (Madison Burge). Dois mundos que, se não fossem esse facto extraordinário, nunca convergiriam, dão agora pequenos passos na procura de um conhecimento mais abrangente. A visita, repentina e improvável, da mãe de Luke a casa de Becky, representa um gesto de concórdia e compreensão, ajudando a rapariga a superar o traumático episódio. Mas, como já tinha referido anteriormente, o tema é fracturante, não deixando ninguém indiferente. Comprovando isso mesmo, Tami (Connie Britton) é surpreendida, ao ver o seu posto de trabalho em risco, com a queixa da mãe de Luke (Matt Lauria), colocando-a como a responsável pela realização do aborto. Percebe-se, então, que a mãe de Luke agiu de forma insidiosa, junto de Becky, procurando apenas uma forma de encontrar um alvo para a sua frustração. No final, depois de um debate intenso com o Conselho Escolar, os argumentos de Tami reforçam a sua posição, permitindo que a directora mantenha o seu posto. Cena curta, mas intensa, mostrando o quão afectados somos todos perante um assunto polémico e, muitas vezes, tratado como tabu. Resta saber apenas como reagirá a população de Dillon, quando o assunto for tornado público…
Num acto de necessidade e amor, Vince (Michael B.Jordan) optou por trilhar um caminho perigoso, aliando-se a antigos parceiros no mundo da delinquência. A angariação do dinheiro, para o pagamento da reabilitação da mãe, obriga-o a viver numa espécie de agiotagem, com os pagamentos a serem efectuados através da prática de alguns crimes. É um percurso de vida que se adensa, em tons bem negros, sobretudo quando um dos golpes acaba mal, com um dos parceiros a ser brutalmente assassinado.
Landry (Jesse Plemons) e Jess (Jurnee Smollett) estão de namoro assumido, tendo proporcionado alguns momentos engraçados, sobretudo pela forma ligeira como foi abarcada a situação de um amor inter-racial. Os tiques preconceituosos, inculcados no subconsciente de uma larga maioria, foram tratados de forma ainda superficial. Hilariante a pergunta de uma atarantada mãe de Landry, ao questionar a namorada do filho sobre “o que achas do presidente Obama?”.
O Melhor: Gostei da breve cena na rádio El Fuego, com o habitual estilo efusivo de Buddy (Brad Leland), agora empossado em animador de rádio, a contrastar com o ar mais fleumático de Eric (Kyle Chandler), na abordagem ao jogo da semana, sendo que todas as conversas convergem para o referido embate entre as equipas da mesma cidade. A tensão, nervosismo e excitação são palpáveis.
Igualmente excelente a forma como Luke lida com a lesão, que o vai atormentando ao ponto de se viciar em analgésicos. E, numa família de forte cunho religioso, não deixa de destilar ironia a prece feita a Deus. “Dear lord, please let me get some more drugs before Friday”. Ele consegue a droga, é certo, mas com um custo elevado. O agravamento da lesão, que o afastará do resto da temporada. Bye, bye ao grande jogo da época, Luke.
Mas mais do que louvar cenas isoladas, o grande trunfo de “FNL” continua a ser a forma como aborda as questões, dando-lhes um cunho personalizado e adulto.
O Pior: O futuro de Tim Riggins (Taylor Kitsch) continua incerto, parecendo navegar ao sabor das ondas, inconstante. Ora assume querer arranjar um trabalho, procurando por emprego, ora envereda por meios ilícitos, com o irmão, para amealhar dinheiro. Umas vezes, é um verdadeiro promíscuo sexual, envolvendo-se com qualquer rabo de saia. Outras, mostra uma faceta cavalheiresca, recusando avanços amorosos, como o da mãe de Becky. Desta feita, perdido de amores por um pedaço de terra, avança de forma destemida para a sua compra. A personagem em si tem muito por onde se destacar. O que me parece, cada vez mais, é que ninguém sabe bem o que fazer com ela…





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O Buddy na rádio é sempre excelente. :yuupii:
O momento Matt/Julie – vamos a ver como é que ela vai reagir nos próximos tempos.
Tami e os seus problemas são sempre um ponto alto dos episódios e neste, apesar de rápido, continuou a ser mais um excelente momento.
O triângulo amoroso ainda vai dar muito que falar porque com o Vince a tentar mudar de vida aquilo tem de afectar a Jesse.
:3meio:
adorei o episódio. O buddy na radio e a frase do luke“Dear lord, please let me get some more drugs before Friday” foram uma das minhas partes preferidoas.