Lost: 6×05 – Lighthouse (ABC)

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[SPOILERS] 108. É um número que tem tido bastante importância na mitologia desta série e claro que ao centésimo oitavo episódio ele voltaria a ter um papel a desempenhar.

O que dizer dum episódio escrito pelos responsáveis máximos da série, por aqueles que supostamente têm a chave para os mistérios, quando nos deparamos com mais quarenta minutos de rodopios sem sair do mesmo sítio? Em temporadas anteriores, quando surgiam nos créditos iniciais os nomes de Damon Lindelof e Carlton Cuse, sabia, logo à partida, que iria ter um episódio em que não só a mitologia da série iria ser explorada e desenvolvida, mas que, muito provavelmente, aquele iria ser um dos melhores episódios. Nos últimos tempos, as duas noções já não são inseparáveis, e se o “316” da temporada passada já me deixara pouco entusiasmado, este “Lighthouse” ainda menos.

O episódio deu-nos três histórias distintas: uma missão para o Hurley (Jorge Garcia) e o Jack (Matthew Fox) dada pelo Jacob (Mark Pellegrino) que implica uma ida a um farol na ilha; uma psico-Claire (Emilie de Ravin), numa espécie de Rousseau 2.0; e uma vida alternativa do Jack onde este tem um filho adolescente (um actor que tem um sobrenome bastante interessante).

Comecemos pela ilha e pelo farol. Primeiro que tudo, o Hurley foi o melhor de todo o episódio (também gostei da história da Claire, mas tive alguns problemas com a mesma, os quais abordarei mais à frente), fosse pelas suas referências ao “Star Wars” como pela forma como confrontou tanto o Dogen (Hiroyuki Sanada) e o Jacob. O problema foi o resto.

O episódio foi passado a percorrer a ilha (ainda que a visita à caverna tivesse ligação directa ao “White Rabbit”, o quinto episódio da primeira temporada – não sei se já repararam, mas eles têm estado a seguir a estrutura de flashes da primeira temporada) com os personagens sem saberem muito bem o que é que andam a fazer. O plano do Jacob trouxe consigo alguma frustração visto que não se percebe a necessidade de algo tão elaborado para atingir objectivos que me deixam a sensação de que poderiam ser atingidos de forma mais simples e mais directa. E a existência do farol é muito difícil de engolir e ainda é mais chato quando os próprios argumentistas admitem a improbabilidade dos personagens nunca o terem visto com uma simples: “ah e tal, se calhar fomos nós que não procuramos como deviamos”. Este tipo de explicação chateia-me porque parece ser nada mais que uma forma de justificar o injustificável. A ilha é enorme, isso é verdade. Mas eles já percorreram a costa de lés a lés. Já andaram a pé. Já a percorreram de barco. Já a sobrevoaram de helicóptero. Enfim, custa-me a acreditar que tenham andado sempre pelo mesmo sítio e nunca tenham reparado na existência de um enorme farol! Gostei daquilo para que utilizaram o farol, dos espelhos em que o Jacob consegue ver a vida dos candidatos, mas poderiam muito bem ter optado por outra hipótese que não fosse colocar uma estrutura na ilha que em nada passa despercebida e querendo-nos atirar areia para os olhos colocando os personagens a dizerem que nunca o tinham visto antes só porque não calhou. Porque não utilizar aquelas ruínas da segunda temporada que vimos no “Three Minutes”, pelas quais o Michael passa quando vai à procura do Walt? Eu sei que aquilo não é um farol, mas era algo que já tínhamos visto anteriormente, logo faria ligação ao passado da série, e não deixava aquele sentimento de ter sido forçado na história.

Na segunda história decorrida na ilha, retoma-se o ressurgimento em cena da Claire que, segundo o Dogen, foi infectada e pelo que aqui se testemunha ela realmente já não é a mesma pessoa. Mas por muito que tenha gostado da ideia duma creepy Claire, a Emilie de Ravin tem vários momentos em que simplesmente não me convence no papel. Ainda assim, é bom ver a personagem num registo diferente. No lado oposto, gostei bastante do Daniel Dae Kim. A confusão e desespero do Jin criaram grande tensão a toda a situação. Isso e claro a Claire a dar uma machadada naquele Outro (por acaso, até fiquei admirado de não ter sido uma decapitação visto que cenas de horror que envolvem machadas dão quase sempre em decapitações).

Por fim, a terceira história, fora da ilha, na realidade alternativa (ou lá aquilo que for), onde o Jack agora tem um filho adolescente, chamado David (Dylan Minnette). Percebe-se o paralelismo criado entre a relação Jack/Christian, que sempre foi o principal meio de exploração do personagem, com a relação Jack/David, onde ao ver que se está a tornar no pai, que está a cometer os mesmos erros perante o seu filho como o pai cometera com ele, o Jack encontra forma de inverter a situação. Porém, a história deixa sempre um sentimento de aparecer algo deslocada. Se, mais tarde, viermos a saber que a mesma faz sentido perante a personagem que conhecemos desde sempre, perante o Jack em que investimos o nosso tempo desde o início, perante aquele que está a na ilha, então poderei vê-la com outros olhos. Mas, para já, não consigo ver nela o mesmo apelo da da semana passada, por exemplo, onde os elementos da vida do Locke (Terry O’Quinn), apesar de diferentes em determinadas alturas, eram-nos sempre familiares. Aqui, não. Surge um filho adolescente duma mulher que provavelmente nem é a Sarah que nos pede uma ligação afectiva a ele que simplesmente não é possível criar porque nunca o tínhamos visto antes.

Alguns apontamentos:

  • Regressando ao farol, descobriu-se que a Kate, afinal, sempre tem um número (caso aquele “Austen” se refira mesmo a ela) e o número 108 pertence a alguém chamado Wallace. Sinceramente, esperava que a Kate é que fosse o 108. Ou será que o 51 também terá algum significado? Pelo menos, o nome dela, ali, não estava riscado.


  • O Jacob dizer ao Hurley que alguém estava a caminho da ilha serviu apenas para pôr o plano de levar o Jack até ao farol em marcha ou será mesmo verdade? Será que ele se está a referir ao tal Wallace (mas este tinha o nome riscado…)? Quem sabe se ao Widmore (mas este não era suposto ser o mau da fita?)? Eu fiquei com a sensação de que foi apenas uma forma de convencer o Hurley a tomar a missão, convencendo assim o Jack a ir também.
  • O facto do Jack não se lembrar da sua cicatriz na realidade alternativa dá a querer entender que ambos os mundos estarão a misturar-se de alguma forma.
  • Mais um Outro a cruzar caminho fora da ilha na realidade alternativa. Desta feita, o Dogen.
  • Nova teoria: Seguindo a hipótese colocada pelo Hurley de que os esqueletos que se encontram na caverna, o Adão e Eva, poderão ser os restos de mortais de sobreviventes do voo 815 da Oceanic que terão, de alguma forma, saltado no tempo para o passado, fez-me colocar a hipótese de que eles serão a Rose (L. Scott Caldwell) e o Bernard (Sam Anderson). Eles ainda não deram sinal de vida e, ao contrário dos restantes saltitantes no tempo da temporada passada, pode ter ocorrido algo que os tenha feito saltar ainda mais para o passado enquanto aos restantes os colocou no presente. E até haveria uma certa relação entre as pedras que foram encontradas junto aos corpos durante a primeira temporada, uma branca, outra preta, com as duas raças que compõem o casal.
  • A presença do Terry O’Quinn não me deixa de surpreender. Assim que ele apareceu em cena, tudo mudou. E, por favor, mais episódios sem FLocke e sem Sawyer (Josh Holloway) não. A série parece outra quando estes dois estão ausentes.

Lista de EpisódiosNota (0/100)
Lost: 6×01x02 – LA X (ABC)92
Lost: 6×03 – What Kate Does (ABC)75
Lost: 6×04 – The Substitute (ABC)93
Lost: 6×05 – Lighthouse (ABC)78
Lost: 6×06 – Sundown (ABC)90
Lost: 6×07 – Dr. Linus (ABC)92
Lost: 6×08 – Recon (ABC)85
Lost: 6×09 – Ab Aeterno (ABC)97
Lost: 6×10 – The Package (ABC)78
Lost: 6×11 – Happily Ever After (ABC)91
Lost: 6×12 – Everybody Loves Hugo (ABC)91
Lost: 6×13 – The Last Recruit (ABC)88
Lost: 6×14 – The Candidate (ABC)95
Lost: 6×15 – Across the Sea (ABC)86
Lost: 6×16 – What They Died For (ABC)93
Lost: 6×17x18 – The End (ABC)70

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33 Respostas para “Lost: 6×05 – Lighthouse (ABC)” Subscribe

  1. LR 24/02/2010 às 19:37 #

    Normalmente tenho uma tendência enorme para gostar daquilo que os outros menos gostam e vice-versa. À semelhança com as temporadas anteriores, demoro sempre uns episódio até conseguir entrar dentro da temporada e é normalmente é para aí ao 5º/6º. Nesta temporada foi este. Achei que teve a dose certa de drama de personagem, mistério e respostas (para agora). Gostei de ver a representação do Mathew Fox e da Emile de Ravin (esta Claire está bem interessante, só aquela caveira de animal no berço…).
    O único ponto mais negativo que encontrei foi o surgimento do Farol, sim foi improvisado e a tentativa de nos enganarem foi muito lame. Mas tudo o que se passou no Farol foi bastante interessante.
    Alguns pontos que achei interessantes: -O Farol é provavelmente o sitio do Jacob e a caverna o sitio do Smocke. O MIB não sabe que a Kate é uma dos escolhidos.
    -Quem é a mãe do David?
    -As numerosas referências a Alice no Pais das Maravilhas novamente (O espelho no farol em que se via a realidade fora da ilha, o livro, o coelho e o facto do episódio correspondente na 1ª temp. ser o White Rabbit).
    -Conhecemos o Jacob quando ele estava a olhar para o oceano, no fim do episódio o Jack está a numa posição parecida. Shepard é o único nome em letras grandes.

  2. Miguel Ferreira 24/02/2010 às 20:17 #

    Sim o facto do farol ter passado despercebido até agora já abusa um pouco da nossa fé. Se fosse uma cave, um templo, agora uma construção à beira mar no cimo do falésia!Por favor!Pode ser que exista alguma explicaçao logica no futuro, o que duvido.

    A própria viagem até lá foi muito à martelada, com a Kate a aparecer de repente, sei lá de onde, num conjunto de momentos muito pouco crediveis.

    O resto apesar de não me ter enchido as medidas como o episódio anterior foi muito bom. E concordo em absoluto quando dizes que um episódio sem Terry O’Quinn não é a mesma coisa. Aquela aparição final foi de arrepiar. :4:

    • ZB 24/02/2010 às 22:07 #

      Aquela aparição final foi de arrepiar.

      Podes crer. Como ele pode fazer tanto numa cena tão simples.

  3. Bubbles 24/02/2010 às 20:30 #

    Para mim o único ponto negativo do episódio foi mesmo o farol ter aparecido assim do nada. A resposta do Hurley pareceu-me um bocado metafisica – talvez só se consiga encontrar o farol quando se anda a procura dele. Mas mesmo se fosse esse o caso, não gostei da ideia. A minha suspension of disbelieve nesse ponto foi por agua abaixo.

    Em relação a Claire, gostei. Num momento parecia a Claire que conhecíamos, só mais suja e armada, no outro parecia a Russeau versão australiana. Achei o contraste interessante.

    Um pormenor, ela falou de duas pessoas distintas com o Jin – o pai (que lhe contou que os outros tinham raptado o Aaron) e o amigo (que o FLocke). Sera que temos realmente duas entidades distintas? Ou será que a Claire ainda esta mais pirada do que parece?

    Ah, e gostei muito de nos relembrarem de Adão e Eva. Mas para mim eles não são nenhum dos nossos sobreviventes. São os corpos originais do Jacob e do Flocke. As pedras preta e branca parecem-me demasiada coincidência para não serem eles ;)

    :4:

    • ZB 24/02/2010 às 22:06 #

      Ah, e gostei muito de nos relembrarem de Adão e Eva. Mas para mim eles não são nenhum dos nossos sobreviventes. São os corpos originais do Jacob e do Flocke. As pedras preta e branca parecem-me demasiada coincidência para não serem eles ;)

      Até pode ser, mas eu tenho a ideia de que quando eles encontram os esqueletos pela primeira vez que dizem que um deles é fêmea e daí o apelido de Adam e Eve.

      Só se o Smokey, originalmente, fosse mulher. :)

      • Bubbles 25/02/2010 às 00:56 #

        Só se o Smokey, originalmente, fosse mulher.

        Nao me chocava nada que fosse! Branco e preto, ying e yang, masculino e feminino – faz tudo parte da mesma simbologia. Ate faria todo o sentido que o Flocke fosse uma mulher :)

  4. Maciel 24/02/2010 às 20:49 #

    Eu estou mais ou menos como tu zb (talvez um pouco mais crítico). Não me convenceu este episódio. Algumas coisas metida à pressão, algum enrolamento (Sayid, Kate, Claire, etc) e pouca profundidade (na história) para o que pretendia.

    :3meio:

  5. João Barreiros 24/02/2010 às 22:23 #

    O melhor até agora, na minha opinião. :4meio:

    Mas concordo com o que têm dito: falta pouco tempo para o grande final e não os vejo com vontade de concluir, continuando a expandir a mitologia e a criar novos elementos. Quero acreditar que estes episódios do começo, em grande parte fillers, são apenas uma introdução, necessários para que, quando tudo estiver em ordem, no seu devido lugar, arranquemos finalmente e a grande velocidade para o desfecho.

    Estou a precisar de um episódio arrebatador de LOST, urgentemente. :pleaseeee:

  6. GSA 24/02/2010 às 23:39 #

    O grande problema é que depois de se ter estado um ano à espera de uma última season alucinante, estar na verdade a ser decepcionante. Apenas escaparam os episódios LA X.

    O pior é que continua, e aparentemente vai continuar, esta converseta sem interesse nenhum da vida deles fora da ilha. Ainda para mais à volta de problemas existenciais de um filho que nem existia até agora. (Mas percebe-se, têm que “abrir portas” para o caso de um futuro filme.)

    Neste episódio em particular, tudo pareceu forçado. Aparece a Kate a meio caminho – e para quê se ela continuou lá nos seus afazeres? E para quê os esqueletos que tornam o farol ainda mais ridículo, dado que eles nem sequer estavam propriamente numa zona inexplorada da ilha… Quanto às identidades atrás daqueles ossos, imagino que sejam a Rose e o seu respectivo.

    Depois há sempre bons momentos, como o que se passou no topo do farol. Mas até chegar lá é tudo tão colocado à pressão, que deixa de ter piada.

    Agora é esperar para ver o MiB e o seus recrutas a atacar o templo… :starwars: E isso não me está a deixar em pulgas, como devia.

    • ZB 25/02/2010 às 00:59 #

      Mas percebe-se, têm que “abrir portas” para o caso de um futuro filme.

      Não vai haver filme nenhum.

  7. Pedro 25/02/2010 às 00:07 #

    O que me irrita é eu concordar com a nota q deste ao episódio. E irei já a seguir autoflagelar-me por essa heresia…

    Porque raio se perdeu tanto tempo com a caminhada, mostram-nos um farol misterioso, para depois ficarmos exactamente na mesma???

    5 episódios da última temporada e temos tido muito pouco sumo para encher o copo e já não faltam muitas laranjas. Sinceramente estou a ficar preocupado com o que irá ficar pendurado. Ou iremos ter episódios alucinantes em termos de resposta ou teremos quiçá a maior desilusão da história da TV.

    O Flocke ser o amigo da Claire era previsível pois já tinhamos visto o “Christian” com ela. O farol era totalmente desnecessário pois levanta questões pertinentes pela sua lógica mas q nada acrescentam à série. Podia e devia ter sido evitado utilizando um dos vários cenários misteriosos q a série já nos tinha apresentado. Ponto bastante negativo.

    Bolas…não é que tenha sido um mau episódio mas a escassos episódios do fim não consigo perceber o pq de nos darem um episódio assim tão sem sal.

    • ZB 25/02/2010 às 01:05 #

      Ou iremos ter episódios alucinantes em termos de resposta ou teremos quiçá a maior desilusão da história da TV.

      Calma! Também não será por aí. Até porque estes episódios, vistos sem a “cruz” de terem de revelar tudo e mais alguma coisa (quando a série já tiver terminado) vão-te parecer melhores.

  8. Miguel Ferreira 25/02/2010 às 01:46 #

    “I was broken and stupid enough to think this place could fix me.”Grande frase.

  9. Rui Damásio 25/02/2010 às 02:59 #

    Estamos a exagerar um bocadinho! Mas calma, lá porque estamos na última temporada não podemos esperar que comecem a desvendar segredos a torto e a direito sem nexo nenhum! A historia sempre foi construida assim, com muitas perguntas e poucas respostas e é assim que vai continuar a ser até aos derradeiros episódios! E por favor, depois de seis temporadas, quando é que os autores nos desiludiram? Poucas vezes. Confiem e tentem desfrutar de cada episódio, não se centrando sempre em saber tudo de uma vez!
    Adorei a Clair, também achei estranha a história do Farol, mas não acredito que seja isto que vá estragar a série! Maior desiulusão de sempre? Pleeeeeeeeeeeease, mesmo com um final de porcaria total, cinco temporadas falam por si! Lost nunca será uma desilusão.

  10. ZB 25/02/2010 às 03:03 #

    Ao rever o episódio, surge-me nova dúvida relacionada com a hierarquia dos Outros: como é que o Dogen sabe o que é um candidato e o Richard não? Isto não me faz muito sentido. :wtf: Segundo entrevistas do Sanada, o Dogen é um gajo que está na ilha há uns 20/25 anos. Como é que ele tem conhecimento de mais segredos da ilha que o Richard? Só se o Richard se vier a revelar que não é o braço direito do Jacob como sempre foi dado a entender.

    • Ricardo Fernandes 25/02/2010 às 11:36 #

      O Richard não sabe o que são candidatos? Em que episódio foi? De qualquer forma o Jacob pode ter explicado ao Dogen e não ao Richard…

      • ZB 25/02/2010 às 15:14 #

        No anterior a este. E o teu poder de dedução é incrível. ;)

        O Richard sempre foi, desde a primeira vez que apareceu na série, tido como o elo de ligação entre o Jacob e o resto da maralha. Se o próprio Ben que era o líder nunca o tinha conhecido, é de estranhar que o Dogen tivesse. Claro que não é uma impossibilidade o Jacob ter dito ao Dogen e ao Richard não. Mas isso iria de encontro ao que sempre foi dito.

        • Ricardo Fernandes 25/02/2010 às 16:17 #

          Eu surpreendo-me com a minha inteligência!

  11. carolinafs 25/02/2010 às 14:31 #

    A Claire a dar pontos na perna do Jin ali para toda a gente ver fez-me parar a digestão… Geez Louise! Gostei do episódio, com alguns momentos que me fizeram torcer o nariz…

  12. musicslave 25/02/2010 às 14:44 #

    este episódio desiludiu-me, esperava mais, não que ele tenha sido mau, pelo contrario

    o farol caíu muito mal, a explicação foi fraca e inventada à ultima da hora.
    e tanta coisa para chegar ao farol e ficarmos quase na mesma?? tambem não me convenceu muito (a kate na floresta é que não me convenceu mesmo)

    mas gostei da Claire e do Flocke que tem uma presença excelente, rouba qualquer cena em que entra só com o olhar.

    parece-me que o “alguem” que o Jacob falou não foi só para os persuadir a irem ao farol, mas todas as cenas no mesmo foram muito boas, com o Jack a ter uma boa prestação, tal como o Hurley que esteve muito bem.

    a Claire está maluca ou serão mesmo 2 entidades que estiveram com ela?

    ate gostei da história da realidade alternativa, mas do que a da Kate, mas sem sabermos o rumo da mesma é dificil dar um julgamento.

    não estou muito preocupado com os argumentistas, ate porque ainda falta algum tempo, mas cada vez que me lembro de BSG :bytenails:

    • ZB 25/02/2010 às 15:28 #

      a Claire está maluca ou serão mesmo 2 entidades que estiveram com ela?

      Eu acredito que ela pense que eram duas pessoas diferentes, mas que na realidade era sempre o Smokey. Mas como também ainda não nos disseram o que é na realidade o Christian, tudo ainda é possível.

      • musicslave 25/02/2010 às 15:37 #

        tambem me parece que sejam a mesma entidade, mas ate´existir uma explicação ( se existir para este caso) ficamos na duvida

        • Bubbles 25/02/2010 às 16:57 #

          Cada vez que penso nisso acabo com uma dor de cabeça monumental.

          Por um lado faz sentido que houvesse uma terceira entidade na cabana, que tivesse sido libertada quando o Locke quebrou o circulo de cinzas – nao me parece que fosse o Jacob que pediu ajuda ao Locke. Mas por essa altura ja tinhamos visto tanto o Smokey como o Christian a solta na ilha. Portanto eles devem ser a mesma entidade. Ou nao. Sei la, doi-me a cabeça :what1:

  13. PR 25/02/2010 às 16:43 #

    Epa… chamem-me louco mas fui o unico a achar o puto do Jack a cara chapada da Juliet? :bounce:

    • Cissa 27/02/2010 às 23:10 #

      eu confesso que pensei que ela seria uma das hipóteses para ser a mãe do puto!

  14. Telmo Couto 25/02/2010 às 17:18 #

    O título do episódio deixou-me desde a semana passada a pensar como seria possível haver um farol na ilha e nunca ter sido visto. Discuti isto com mais pessoas, ainda sem sabermos se haveria realmente um farol. De facto, se a estrutura já tivesse sido vista anteriormente, a visita ao farol seria mais aceite. Mas há uma parte enorme da ilha que nunca foi visitada. Mesmo no que diz respeito à costa, só os vimos fazer o percurso entre o acampamento e o pé da estátua, pouco mais. É estranho que o farol pareça ficar tão perto das grutas, mas também não sabemos o tempo exacto de caminhada entre os dois locais (apenas que continuou a ser dia). A própria geografia do local dá a entender que o farol não tenha muita visibilidade a partir da floresta, há sítios mais elevados onde ele poderia estar.

    Gostei da resposta que o Hurley deu ao Jack. Abordou imediatamente a questão que eu já me colocava ainda antes do episódio com a reposta mais simples e eficaz: basicamente eles nunca exploraram aquele canto da ilha. Teria sido giro plantarem o farol numa temporada anterior? Sem dúvida. Faria alguma diferença? Nem por isso.

    A única crítica que tenho ao episódio foi o foco nos esqueletos do “Adão e Eva”. Claro que os fãs mais “hardcore” estão obcecados com a sua identidade desde o início da série, mas a grande maioria dos espectadores provavelmente nem se lembrava deles. Embora ache compreensível o foco nos esqueletos, também penso ser desnecessário. Mas gostei da teoria do Hurley, que praticamente prova que a resposta será algo diferente. Eu diria que está ligada ao passado do Smoke e Jacob.

    Quanto ao relacionamento entre o Jack e o seu filho, achei o melhor episódio de flash-sideways até agora e provavelmente a melhor história do Jack da série. Gostei especialmente da resolução que teve. Resta saber quem é a mãe do David, mas é uma resposta que chegará eventualmente, não vale a pena pensar muito no caso. A história da realidade alternativa tem sido bastante interessante, mas cada vez mais a vejo como o final feliz que os personagens na ilha irão conquistar no final e menos como um mundo onde eles tenham de fazer algo para salvar quem se encontra na ilha na realidade original.

    • ZB 25/02/2010 às 17:37 #

      Tal como a Bubbles já tinha referido, isto é uma questão de suspension of disbelieve, de até que ponto cada um aceitará que o aparecimento do farol na ilha é credível ou não. O dizer-se que há uma parte enorme da ilha que nunca foi visitada ou que a viagem durou muito tempo é demasiado especulativo e são apenas justificações que servirão perante a suspension of disbelieve de cada um. Para mim, não serviram. Muito menos quando apoiadas no comentário do Hurley, porque o mesmo é claramente um admitir que aquilo foi posto na história “à pressão”.

      • Telmo Couto 25/02/2010 às 17:46 #

        Claro, mas pessoalmente acho mais importante a existência daquela estrutura do que a plausibilidade dela não ter sido vista anteriormente. Quanto ao comentário do Hurley, penso que acalmou muito mais ânimos do que aqueles que agitou. A pergunta do Jack é aquela que todos os espectadores fizeram, mas a resposta dele também é a que faz mais sentido. Acho que eventualmente vamos ver uma ou outra estrutura ainda mais interessantes na ilha antes do final. E espero que haja pelo menos uma relacionada com o vulcão… mas aí já estou no campo do “wishful thinking”. Com tanta referência a Star Wars e Indiana Jones, já metiam lá uma ao Lord of the Rings heheh

        • ZB 25/02/2010 às 22:44 #

          Claro, mas pessoalmente acho mais importante a existência daquela estrutura do que a plausibilidade dela não ter sido vista anteriormente.

          Com isso, concordo inteiramente. O grau de importância do se ter visto ou não o farol antes é bem menor do que o grau da importância da existência do mesmo. Porém, mesmo sendo esta uma série que joga constantemente com elementos que por vezes testam a nossa capacidade para os aceitar, não lhe dá liberdade para sair impune perante tudo e mais alguma coisa. Colocar algo em jogo que nunca passaria despercebido a ninguém e simplesmente dizer que esse algo sempre ali esteve e nós simplesmente desconhecíamos a sua existência, é nada menos que uma tentativa de ludibriar do espectador. E isso é algo que não me agrada minimamente.

          A pergunta do Jack é aquela que todos os espectadores fizeram, mas a resposta dele também é a que faz mais sentido.

          Será? Olha que eu lembro-me de várias estruturas e locais que eles descobriram por mero acaso, pelos seus mais variados périplos pela ilha. Logo o Hurley dizer que eles nunca o tinham visto porque nunca realmente procuraram por ele soa-me simplesmente a tanga, a, tal como já referi antes, apenas uma forma de tentar justificar o injustificável.

          Acho que eventualmente vamos ver uma ou outra estrutura ainda mais interessantes na ilha antes do final.

          Eu não vejo qualquer problema com o surgimento de novas infraestruturas, excepto quando elas são colocadas em locais onde é bastante implausível nunca ninguém se ter apercebido da sua existência.

  15. RS 26/02/2010 às 16:00 #

    Episódio bom, não mais que isso. Gostei do flash-sideway e estou um pouco curioso para ver quem é a mãe por acaso. Gostei bastante quando soubemos que o Jack não tinha apêndice, gosto desses pormenores. Não gostei nada da caminhada até ao farol, pareceu-me demasiado forçada, com a Kate a aparecer a meio do caminho e assim. Apesar de ter sido bastante interessante a cena no interior do farol, não me convenceu a introdução do mesmo assim ás três pancadas.
    Agora quanto á Claire, gostei mesmo deste seu novo lado. Mas apesar disso também concordo que a Emilie de Ravin tem de melhorar um pouco, por vezes não é muito convincente. ADOREI a cena final com o Flocke a entrar na tenda e a Claire a introduzir o seu amigo. O Terry O’Quin não precisa de dizer nada, basta entrar em cena que conquista logo o espectador (a mim pelo menos).
    :4:

  16. Ricardo 26/02/2010 às 23:21 #

    Não gostei muito do episódio. Uma pena porque até costumo gostar bastante dos episódios do Jack, que é o meu personagem favorito. Simplesmente acabou o episódio e pareceu-me que aconteceu muita coisa, mas que o enredo não avançou nada. Estamos na última temporada, caramba! Já era altura de começar a pôr as coisas a mexer!

  17. syrin 27/02/2010 às 19:39 #

    Ora portantos… o farol da 6a temporada é o Paulo e a Nikki da 3a: sempre lá esteve, nós é que nunca demos por ele! :suicide2:

    Continuo a não gostar destes objectos mitológicos, como este farol e o pêndulo da velha, e a história dos nomes continua a fazer-me confusão.

    Quanto à história do Jack… não foi má mas continua tudo a parecer tão no ar, tão sem direcção… :s

    • Cissa 27/02/2010 às 23:07 #

      isto está cada vez mais a fazer lembrar-me outra série e juro q se metem pombas até me passo!!!

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