[SPOILERS] Cook foi, na minha opinião, o protagonista do pior episódio da terceira temporada. Uma personagem odiada pelos fãs devido ao seu comportamento e atitudes grotescas que só se redimiu na final quando o conhecemos um bocadinho melhor.
Começando pelo óbvio: adorei o episódio. Cook (Jack O’Connell) não é, definitivamente, um dos meus personagens preferidos, se é que é o de alguém. No entanto, como referi acima, gostei de o ver no final da temporada anterior e simpatizei um pouco com o rapaz. Também não desgostei dele no episódio da Naomi (Lily Loveless), mas só agora é que foi possível estar em completa sintonia com o personagem.
“Cook”, o episódio, foi delicioso. Transporta-nos para a mente de uma personagem com atitudes extremas e aparentemente inexplicáveis, mostra-nos o seu quotidiano, os seus antecedentes, as suas relações, o seu lado da história e leva-nos numa viagem de auto-descoberta em que presenciamos uma mudança gradual de atitude.
Cook: If you splash about, other people get wet.
O que o faz agir assim? Será a sensação que ninguém quer saber dele? O tio, o pai, a mãe. Sensação essa que piora quando Freddie (Luke Pasqualino) começa a namorar com Effy (Kaya Scodelario), a única rapariga que Cook alguma vez amou, e quando vê o nome de Freddie na almofada “all my cocks” (!) da mãe (participação de Tanya Franks), que lhe fez um broche quando tinha 15 anos. Independentemente da razão, o comportamento de Cook bate no fundo quando espancou um tipo que nem sequer conhecia, magoou um dos seus melhores amigos e é assolado pela culpa que sente ao ter desempenhado um pequeno papel no suicídio de Sophia.
O episódio nem parece que foi realizado pela mesma pessoa que realizou o anterior. Jack O’Connell interpreta de forma espantosa o seu papel. A música nem sempre é usada, deixando o ambiente para os ruídos de fundo e os pensamentos do personagem. Os diálogos vão directos ao assunto e a sensação de autenticidade ausente no episódio anterior voltou. Gostei principalmente dos diálogos entre Cook e Duncan (participação de Paul Kaye).
Durante a viagem, conhecemos alguns personagens excêntricos, nomeadamente a mãe de Cook e um advogado de defesa um pouco estranho. Adorei o senhor, sendo uma espécie de figura adulta que ajuda Cook a perceber que ter pena de si mesmo não lhe vai ajudar nada. Todos temos problemas e todos temos que lidar com eles.
Cook: Fuck’s sake! I’m never going to get to bone you, am I?
Naomi: No. I love someone.
Cook: You and me both, girl. You and me both.
O irmão de Cook foi uma boa adição porque mostrou um lado mais humano de Cook. Um pouco como a Effy era para o Tony na primeira temporada. Gostei imenso da reacção do Cook quando percebe que é culpado pelo comportamento agressivo do irmão, uma espécie de Mini-Cook, e que, se não mudar e der o exemplo, o irmão poderá muito bem acabar como ele.
Achei que fizeram uma boa opção em desenvolver a relação entre o Cook e a Naomi. Aquela cena ao nascer do sol vai ficar-me na memória. O diálogo entre os dois foi perfeito. Nada de romântico. Apenas uma cumplicidade entre dois amigos que se entendem um ao outro. Sei que vai haver quem não gostou do beijo, como aconteceu quando a Emily (Kathryn Prescott) dormiu com o JJ (Ollie Barbieri), mas pessoalmente achei que foi um gesto bonito de carinho.
Vimos um lado completamente diferente de Cook. E não só emocionalmente. Quem diria que Cook vinha de uma casa privilegiada? Quem diria que ele podia ter tudo? Só a Effy é que viu uma faceta diferente do rapaz: corajoso.
Resumindo, “Cook” foi um excelente episódio. Não sendo bombástico, foi como um fogo a arder devagar, mas intensamente. Finalmente explicou o porquê do Cook ser o Cook, se é que me entendem. Tivemos relações, emoções, evolução e tudo o podemos pedir de um episódio desta série. De realçar também a excelente interpretação de Jack O’Connell. Espero que o “Emily” tenha sido apenas um percalço e que esta temporada nos brinde com mais episódios como este.

No próximo episódio:
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Mais uma vez gostei bastante do episódio :verycool: , tanto este como o da Emily são os meus episódios favoritos até agora. Sempre gostei do Cook e agora passei a gostar ainda mais. Concordo contigo no que diz respeito à relação dele com o irmão- “Um pouco como a Effy era para o Tony na primeira temporada”.
Acho que a cena entre ele e a Naomi foi muito bem conseguida, apenas dois amigos que se entendem um ao outro e nada de romântico.
E já agora concordo completamente com essa tua frase ” “Cook” foi um excelente episódio. Não sendo bombástico, foi como um fogo a arder devagar, mas intensamente”. :cool2:
:4:
Estava a sentir-me poético! :suar:
Eu adoro o Cook (COOKIERULAAA!!), o actor é fantástico e sempre gostei das suas performances. É uma personagem feita para ser odiada, mas que quando a conhecemos melhor é fácil gostar.
Fiquei emocionada pelo facto de se mostrar quão transparente é o Cook quando metem a Effy. Fiquei terrivelmente confusa: sempre apoiei a Effy e o Freddie juntos, mas o sentimento do Cook por ela mexeu comigo. Foi algo que ainda não me tinha apercebido bem na temporada passada.
Mas a minha personagem preferida é mesmo o JJ, dá-me vontade de o agarrar e apertar aquela bochechas.
Já viste o episódio da Katie? Está fantástico também. Nunca me tinha identificado muito com ela, sempre me pareceu muito Bi-atch – «I’m Katie Fuk*ng Fitch». Mas, igualmente como o episódio do JJ na temporada passada, e este episódio do Cook, deu-nos a conhecer uma personagem muito mais profunda do que imaginávamos.
PS: Passa pelo meu YouT, vídeos de Skins
último: Cook – High and Dry
Também sou apoiante da Effy e do Freddie. Por tudo o que o Cook lhe fez passar no ano passado, o Freddie merece bem a rapariga.
Ainda não vi o “Katie”. Assim que vir, ponho aqui a review.
Já passei. Gosto muito da música e foi bom ver algumas daquelas cenas outra vez. :wink1:
Este é daqueles episódios que me fazem adorar a série… conseguem ter tudo aquilo que a série sempre foi, viciante, extrema, ousada e que nos toca o coração. O facto é que vimos um Cook ir de um extremo ao outro, mas ganhamos afecto por ele porque compreendemos toda a sua essência, seja pela relação com o irmão, seja a sua dor em relação à Effie, seja por aquela amizade com a Naomi. É talvez a personagem mais perturbada, mas é também a que mais tem profundidade. Eu sou sempre defensor dos renegados. Este é uma dos melhores episódios deste grupo até agora. :cool7: