[SPOILERS] Depois de um primeiro episódio fraco, o segundo episódio apresentou muitos dos erros iniciais, mas felizmente foram possíveis ver algumas melhorias.
As tais melhorias devem-se principalmente a três factores: Lucy Lawless, menos efeitos especiais (mal executados) e o surgimento de alguns diálogos mais interessantes.
A personagem de Lucy Lawless, Lucretria , surgiu como uma lufada de ar fresco. Até agora foi a personagem que achei mais interessante e a verdade é que a suas capacidades como actriz sobressaem-se no meio de um mar de representações não muito felizes. Lucretia é ambiciosa e consegue com os seus olhares indiscretos aos gladiadores mostrar a sua promiscuidade, promiscuidade essa que foi bem abordada no diálogo com Ilithyia (Viva Bianca). Gostei de ver aquela dupla, não pelas razões mais óbvias, mas sim porque houve uma interacção interessante entre as duas personagens: uma é rica, outra está com dificuldades financeiras; uma tem ali os gladiadores e a outra tem um certo “interesse” neles. A cena entre as duas foi muito boa e não me refiro (só) àquele beijo enigmático de despedida. Só tenho pena que o seu marido, Batiatus ou Dominus (John Hannah), não tenha sido sempre tão interessante como ela. Teve ali alguns momentos razoáveis, mas maior parte das vezes acho que a sua representação não corresponde ao que devia ser a sua personagem. Mas vá, tenho a confiança que daquele par pode sair algo interessante.
Quantos aos efeitos especiais, não usaram o tal sangue virtual em slow motion, tendo este sido substituído por um chicote a esvoaçar lentamente pelo ecrã, que na minha opinião foi bem mais agradável visualmente. Aliás, o sangue já não foi tão exageradamente usado como no primeiro episódio e cada vez que era usado já pareceu-me um bocadinho mais real, o que ajudou bastante. Se continuarem a assim menos mal.
Em relação aos diálogos, houve coisas muito más ainda. Espero sinceramente que parem com os insultos em relação a “cheiros de mulher” e outras analogias com “urina” e órgão sexuais enfiados nos sítios mais estranhos. No entanto, apesar de continuarem a existir diálogos péssimos, surgiram alguns até bem razoáveis e minimamente interessantes como o da Ilythia/Lucrethia, Lucrethia/Batiatus (não aquele do início em que o homem “precisou de uma ajudinha”) e ainda o do Batiatus/Spartacus (aquele antes do teste dos gladiadores).
O maior problema que identifico na série continua a ser o facto de não conseguir transmitir o espírito da Antiguidade. Apesar de algumas tentativas como a evocação de deuses e alguns cenários melhores, outras coisas como alguns do gladiadores cheios de óleo gorduroso (aka suor) que mais parecem que foram teletransportados de um solário num spa, a caracterização de maior parte das personagens e a maneira como eles falam, não me convencem nada.
Por outro lado, Spartacus (Andy Whitfield), que foi vítima de bullying lá na escola de gladiadores, já me convenceu um bocadinho mais lá para o fim do episódio. Gostei do facto de ele não chegar ali e vencer todos e também se conseguiu ver um melhor ângulo do seu amor por Sura e da sua relação. Neste episódio, ele também ganhou um pequeno rival lá clube dos gladiadores, que por acaso foi mesmo o pior do episódio, especialmente na cena em que ele o confronta, logo no início. A verdade é que como é que podemos levar o homem a sério com aquele riso falso e a passear-se nu enquanto manda insultos como “tu cheiras a mulher”? Em contrapartida, achei graça ao amigo (ou não) que ele fez lá cantina, aquele que lhe deu um pão para ele comer.
Em suma, o episódio foi um bocado melhor que o primeiro (o que não era assim tão difícil) e melhorou um pouco em alguns aspectos. Ainda assim a série continua a deixar muito a desejar e espero mesmo que melhore.





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Mas eu gosto daquele sangue todo. :yeahhh1:
Eu não me importo do sangue, até acho graça, mas convém que dê minimamente a ideia de “real”. Aqueles efeitos péssimos que até um amador consegue fazer num vídeo no youtube só me fizeram rir no episódio passado e lá para 4ª vez que aconteceu deixou de ter piada, desviando-me completamente daquilo que estava a acontecer. E acho que nem era esse o objectivo. Ou era? Se calhar até estou a ver a série da perspectiva errada
Confessa… tu gostaste foi de ver as mamas dela!
Também ajudou
Lol mas brincadeira à parte achei graça à personagem, agora não sei se foi um estranho efeito de exclusão (ela está rodeada de tanta coisa má, que fez sobressair-se no meio daquilo). Mas whatever.
Foi ligeiramente melhor. Os diálogos entre gladiadores e até entre outros personagens enervam-me profundamente. Até um miúdo de 10 anos consegue arranjar comebacks melhores que aqueles.
Já estou a ficar farto da série. Se não melhora rapidamente, está no ir.