[SPOILERS] Muitos dos erros anteriores continuam lá, mas o episódio beneficiou por ter tido uma melhor dinâmica acção/drama, isto à medida que Spartacus aprende uma lição sobre o que é ser uma lenda.
Antes de mais gostava de apenas referir que, na minha opinião, continuam a existir maus diálogos, más representações, one liners que não cabem na cabeça de ninguém, cenas meio insólitas que se tornam cómicas, maus efeitos especiais e ainda a falta de uma melhor contextualização histórica. Para não me estar a repetir em relação ao que disse nas minhas críticas dos dois últimos episódios, não vou debruçar-me sobre estes problemas desta vez.
Neste episódio, Spartacus (Andy Whitfield) continua a rejeitar os ensinamentos do Doctore e cego pela sua raiva faz tudo para entrar na arena de batalha com Crixus (Manu Bennett) e provar-se melhor que ele. Por um lado achei um bocadinho estranho que mesmo depois de ele o ter derrotado no episódio passado, Spartacus não ter ganho nenhum respeito por parte de Crixus ou de qualquer outro gladiador. Por outro lado achei interessante ver esta abordagem ao “herói” da história, mostrando que ele não é invencível, aliás, Spartacus para além de ser um bocado irracional ainda está bem longe de ser uma lenda, como podemos ver naquele combate no final do episódio. No fim Spartacus é derrotado, obrigado a render-se e sofre humilhação em troca da sua vida, percebendo assim que ainda tem muito que aprender. O facto de ter havido uma lição, um objectivo por detrás das cenas de acção, tornou as coisas melhores e foi talvez por isso gostei mais das cenas finais no coliseu.
Em relação a Crixus, é uma personagem que me irrita um pouco e não me importava nada que já tivesse sido morta por Spartacus, mas neste episódio também pudemos ver um lado diferente dele. Como sendo o inimigo da personagem principal, foi engraçado ver que ele está em envolvido algo menos superficial do que ele aparenta ser: vive uma paixão proibida com uma das criadas de Lucretia (Lucy Lawless), e ao mesmo tempo tem que servir como “brinquedo” da mulher de Batiatus. Também pudemos assistir a uma certa mistificação da personagem, com umas histórias engraçadas sobre uns certos guerreiros metade humanos, metade chacal. Se bem que achei piada a isto tudo, a personagem continua sem me convencer.
Lucretia continua com o seu plano para sacar algum dinheiro de Ilythia. Gostei de alguns aspectos da táctica dela, como a utilização de uma peruca loura. Mas também tivemos direito a algumas cenas um bocado mais estranhas, como quando Lucretia põe o amiguinho louro de Spartacus a fazer sexo com a criada no meio de uma multidão. O que mais se sobressaiu como estranho nesta cena foi que a meio do acto, o rapaz começa a pedir desculpa à sua mulher… Mas vá, isto é “Spartacus: Blood and Sand” e este tipo de cenas supostamente mais “ousadas” vão sendo habituais. Outro aspecto que me fez gostar das cenas do coliseu, foi ver Ilythia toda empolgada com a luta enquanto estavam todos chateados por Spartacus ter começado antes das ordens de Batiatus e depois a ficar desiludida com o facto de Cruxius não ter morto Spartacus. Levando assim a mais um falhanço por parte de Lucretia, devido à boa vontade de Batiatus (até porque o gladiador custou-lhe um dinheirinho).
Esta luta de Lucretia pela atenção de Ilythia por meios mais superficiais como a luxúria e tentação, é para mim até agora a parte mais interessante da trama. Neste episódio consegui ver algumas melhorias em termos narrativos e só tenho pena é do recurso a cenas e frases que podem parecer muito bem no pensamento e no papel, mas que não resultam tão bem no ecrã (pelo menos da maneira como eles estão a fazê-lo), dando origem a momentos um pouco constrangedores que tentam ser sérios, mas acabam por se tornar ridículos.





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Eu já gostei mais deste tb. Se bem que não é uma prioridade…
Continuo a acompanhar, sobretudo pelas cenas (esperadas) de acção.Quanto ao resto, bom artigo e nada a apontar aos (inúmeros) defeitos de que padece a série.