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Vamos falar de… O final de temporada de “Heroes”

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Ontem de madrugada passou-me qualquer coisa pela cabeça que me fez decidir ver o episódio final da quarta temporada de “Heroes”. Acho que foi por mera curiosidade, mas essencialmente por duas razões: primeiro, queria saber que tipo de final de temporada eles iam fazer; e segundo, este pode muito bem ser o final da série, logo queria ver se deixavam portas abertas ou não.

E decidi criar este post. Infelizmente, as coisas nem sempre correm como nós desejamos e, apesar de eu ter abandonado a série no final da temporada passada, continuava interessado em manter o TVD atento à mesma. Porém, devido a alguns acidentes de percurso, “Heroes” acabou por cair no esquecimento e as críticas ficaram-se pelo meio da temporada. Ainda assim, deixo aqui este espaço para quem ainda acompanhe a série diga de sua justiça sobre este episódio, sobre a temporada e sobre o que perspectivam para o futuro da série, caso queiram fazê-lo.

Como este foi o único episódio da quarta temporada que vi, como é óbvio não vou comentar qualquer das linhas de argumento que foram encerradas no episódio de ontem à noite, mas quero comentar algumas coisas.

Primeiro que tudo, vejo que um dos problemas que eu reconhecia de forma recorrente na série continua a persistir, que é o facto do confronto final Bem/Mal ficar sempre aquém daquilo que poderia ser feito. Aqui, para derrotar o vilão da temporada bastou à Claire convencer o pessoal da feira a voltar-lhe as costas. Ele perde então a sua energia e todos os seus planos maquiavélicos são facilmente derrotados.

Depois, o confronto Samuel/Peter foi fraco. Um empurrou terra para um lado. O outro empurrou para o outro e ficou por ali. Não sei se por questões de orçamento (custa-me a acreditar nisso), se por opção (parece-me que será mais isto) os confrontos físicos ou de poderes entre personagens, nesta série ficaram sempre aquém do que se poderia fazer. Ao longo desta temporada até pode ter existido algum que contrarie a minha constatação, mas a verdade é que para confronto final, esta derrota do vilão da história foi resolvida com uma facilidade enorme e sem grandes sacrifícios.

Outros dois pontos, um positivo e outro negativo: gostei de ver que reduziram o elenco (pelo que me apercebi dos créditos iniciais, o Suresh, o Nathan e a Angela terão mudado de ares – os dois primeiros já sabia, ela não); como ponto negativo, achei a fuga do Bennet do autocarro soterrado completamente ridícula.

Por fim, como seria óbvio, o final. Ou melhor, o início, visto que a sequência final deste episódio é o início de um novo volume. É verdade que esta revelação das habilidades da Claire ao mundo poderá ser uma excelente porta para contar novas histórias. O problema é que as pessoas por detrás da série são ainda às mesmas. Ou seja, já antes eles tiveram oportunidade de dar novo fôlego à série (o volume “Fugitives” é um bom exemplo disso) e nunca o conseguiram. O grande problema daquela gente é ter dificuldades em tomar decisões difíceis. Por exemplo, para matarem um dos personagens do elenco principal andaram tempos e tempos com receio de o fazer. Por isso, mesmo perspectivando que este “Brave New World” poderia ser algo interessante, parece-me, e apesar de estar a fazer futurologia o passado a isso me permite, que a série, se não for cancelada, vai voltar a desaproveitar mais um conceito.

E vocês, o que é que acharam deste final de temporada?

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8 Comentários

  1. Ricardo Diz:

    Não vi nenhum episódio. Gostava que quem viu a temporada toda me dissesse se vale a pena. Obrigado.

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    Unreal Reply:

    Se gostares de Heroes vale apena, senão não lhe pegues.
    É que a maior parte dos episódios são uma valente seca.

    Um colega meu diz que a série vai ser renovada por causa do “Continua” no fim.

    Eu não me fiava nisso…

    Responder

    Maciel Reply:

    Um colega meu diz que a série vai ser renovada por causa do “Continua” no fim.

    Outra vez essa teoria? Já o ano passado disseram isso sobre Chuck. É óbvio que isso não tem nada a ver. Assim seria fácil: tudo a pôr “to be continued” no final das temporadas e era um tal renovarem séries :)
    Heores até pode ser renovada (essencialmente devido ao sucesso pelo mundo fora) mas certamente que não será uma frase a ditar o seu futuro.

    Responder

    Unreal Reply:

    Eu sei disso, foi aliás o que lhe disse!

    Mas é daquelas pessoas que adoram Heroes, e que adorou o final, e diz que não pode acabar assim.

    Por mim pode morrer.

    Responder

  2. Bern Diz:

    Nao vale apena um unico episodio lol

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  3. MJ Valente Diz:

    KB: “Ontem de madrugada passou-me qualquer coisa pela cabeça que me fez decidir ver o episódio final da quarta temporada de “Heroes”.”

    Uma coisinha má, certo? :upsidedown:

    O Heroes é uma das séries mais mal aproveitadas da história da (minha) televisão. Desisti e não volto para a mesma cegada nem paga. :noway:

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  4. ArmPauloFerreira Diz:

    Ando desanimado é com a FOX portuguesa, pois até essa decidiu votar ao esquecimento a serie e nunca mais passou qualquer episódio depois do 4×11 (eu sei que houve a paragem de Natal mas já regressou e até terminou e o canal FOX ainda nada)… e depois dizem mal de quem faz os downloads!

    A série não esteve assim tão má nesta 4ª temporada como a maioria diz, o problema é que a série cria algo ou um estado de situação apelativo e depois… acabam por norma a não dar em nada. Até onde vi estava interessante… e estou curioso por saber do final da temporada.

    Responder

  5. Bubbles Diz:

    Parei de ver no final da temporada passada, mas tenho os episodios todos em stock para ver quando nao tiver nada para ver =P

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  6. Ricardo Fernandes Diz:

    Depois do ZB ter desistido de Heroes, quem inicialmente pegou na série fui eu, mas o tempo e falta de vontade de escrever ditaram que a deixasse e foi com pena que acabei por deixar de ver os reviews de Heroes no site.

    Eu não desgostei de todo da 3ª temporada. Sendo dividido em dois tomos, é certo que o segundo foi melhor que o primeiro, mas ainda assim falhou em muitos pontos. Esta quarta temporada vinha mais uma vez com conceitos interessantes, misteriosos. É certo que a linha de argumento onde Sylar era Nathan e onde o primeiro era alguém preso na cabeça de Parkman foi uma bela de uma banhada, mas ainda assim havia mistério e interesse. Aliás para mim a figura de Samuel Sullivan quase que apontava para a série Carnivale.

    No entanto ao longo dos 19 episódios, Heroes fez o que sempre soube fazer. Criar imensas linhas de pensamento, introduzir imensas personagens ao invés de aproveitar as que já tem ou fechar os seus ciclos finalmente:

    - Nathan, Peter e Sylar. Para quem não viu, Sylar ganhou os poderes de transmorfo e como só Ângela e Bennett sabiam da morte de Nathan, convenceram o Parkman a transformar a mente de Sylar em Nathan. Eu percebi a intenção. Não queriam desfazer-se já de Nathan para dar um momento de tristeza a Peter e ao mesmo tempo pretendiam dar espaço para Samuel crescer enquanto vilão, o que não aconteceria com um Sylar em plenas funções por perto. Quando Parkman modificou Sylar, conseguiu assimilar a sua mente e por momentos, Sylar fez da sua vida um inferno.

    - Claire, Bennett. Claire, para variar tentou ter uma vida normal, conheceu uma colega de quarto interpretado por Madeleine Zima e teve sentimentos mistos…. Se era lésbica ou não tornou-se basicamente a sua quest durante a temporada. Bennett por seu lado andou envolvido com Tracy (que de repente deixou de entrar na série) e arranjaram-lhe outra loira (que supostamente trabalhou com ele na Companhia) e depois no misto de Pai Super protector com a versão de agente que é, tentou apanhar Sullivan a todo custo.

    - O último factor na temporada foi Hiro. O homem ou morria ou não de um problema qualquer na cabeça (que sinceramente não me lembro como se curou), perde a memória, salva a Charlie (personagem que Sylar tinha morte umas temporadas antes), Sullivan tira-lha e anda a temporada inteira ou a ser chantageado ou atrás de Charlie. E aquele tribunal fictício? WTF?

    Por fim temos Sullivan. Personagem intrigante e magnificamente interpretada, mas completamente desaproveitada. Eu imagino o Robert Knepper no inicio da temporada e agora… “epá que personagem altamente… as potencialidades deste tipo” e agora “Mas que merda onde me vim meter!!!!”. Tanto coisa, tanto plano diabólico, ora andou atrás de Peter porque ele seria o substituto do irmão, ora Hiro era demasiado importante e depois a única coisa que fez foi buscar uma bobine (que se o velho que raptou a Charlie não andasse nessas merdas tinha-o feito), ora Claire era importante e para quê? Ainda não percebi.

    Mais uma vez o problema de Heroes é criar linhas de argumento por todo o lado e depois não concluir nenhuma, ou quando o faz, faz mal. É verdade que o preceito de Heroes e desta temporada, dava pano para mangas, mas também sinceramente não sei o que passa para criarem tanto enrredo e tanto personagem para depois não darem continuidade a nada. Afinal alguém me explica porque é que a Surda Violinista era vital no plano de Sullivan? Ou porque é que na personagem Lydia (uma nova vidente, bonita e interessante) se via o Peter, o Hiro e a Claire como vitais? Ou porque raio é que o Parkman não morreu com aquelas balas todas?

    Depois há claramente aquele final. Mas o Peter voou para cima do Samuel ou mandou-se? Eu ia jurar que ouvi o som de voar. O Hiro teletransportou todos mas ainda lá ficaram pelo menos 5 mutantes, um dos quais com poderes por mais que mil mutantes e se o poder de Sullivan é ganho através de tal, ele perde as forças?

    Sinceramente, Heroes é o meu Guilty Pleasure. Gosto imenso da personagem do Peter. Sempre gostei de personagens que sem motivo aparente carregam a culpa do mundo nos ombros e isso faz-me ver a série. Depois tenho sempre esperança que no meio desta embrulhada toda eles consigam sublevar-se e fazer algo de genial, mas temo que para além dos argumentistas, também Tim Krieg não regule da pinha e não consiga dizer que não àquelas linhas todas de argumento que são introduzidas. Acho que se descontroulou totalmente na passagem da primeira temporada para a segunda. É que segundo sei as personagens que conhecemos na primeira temporada supostamente não transitavam para a segunda, sendo que o volume II seriam novas histórias de novos personagens, mas pressões da NBC e do próprio sucesso da série ditaram um destino diferente. E depois há Sylar que fique bom ou mau, com ou sem memória é sempre um deleite.

    No fundo, foi mais uma má temporada, a lembrar bastante a segunda, interrompida e fechada à pressão, desta feita não pela greve, mas pelos Jogos Olímpicos de Inverno. Se houver outra vejo. Se não houver, tenho pena que Heroes nunca tenha sido aquilo que podia ter sido e a acabar, pelo menos que ensine o projecto dp filme “Push” a nunca cometer estes erros.

    Responder

  7. akistou Diz:

    Olá, sou um fã do «heroes» desde a primeira época e posso dizer que vi todos os episódios.
    No final da 3a época admito que ainda acreditava. Com umas personagens daquelas e o mundo da “companhia”, do haitiano, visões do futuro e aquisição de poderes, era até fácil digamos fazer uma série minimamente decente. Mas esta época foi uma desilusão. Personagens secundárias com cenas e cenas sem grande desenvolvimento ou para não derem em grande coisa, outras metidas quando dá mais jeito a outras e isto tudo com um desaproveitamento clamoroso da Ali Larther que pouca vez apareceu. Uma loira daquelas tipo Battlestar Gallactica (de 2004).
    As historias centrais foram (a) a Feira Popular (Que saudades da nossa) com um vilão que “ladrou” a época inteira mas nao “mordeu” nada (é impossivel garantir alguma sensação de expectativa quando não se sabe o que ele quer ou vai fazer, que motivações tem, onde e a quem, (b) a morte de Nathan e, no corpo de Sylar, trazerem de volta a personalidade do deputado porque Sylar era “shapeshifter” (!? pois!); (c) a teen-ice da Claire que ora quer ter uma vida normal ora quer estar junto dos “especiais” como ela (d) a completa reviravolta de Sylar/Gabriel para “heroi” e “bom” (e) uma violinista surda.
    Melhor ideia: introduzir a Madeline Zima (do Californication).
    Muito pouca imaginação, tiradas dos próprios personagens a dizer “que talvez isto não tenha sido uma boa ideia”, ideias estapafurdias, repetitição, histórias pouco interessantes,marcaram mais uma season desaproveitada. Os ultimos 3 episodios sao mesmo de susto. Por mim, vou desistir. Este história da Claire expor-se ao mundo nao me convence. Voltamos ao mesmo de à 4 epocas quando ela era amiga do “John Connor” e andava a fazer videos caseiros. E com tantas outras séries boas por aí.
    Mas aposto que com esta história do Leno subir no horario vao ser precisas mais séries para as 21 e esta deve continuar.
    P.S. Alguém percebeu porque é que o Sylar já não detecta mentiras? havia um poder desses (tipo-silly) fazia um efeito cool tipo usado no “fight club” e na “a orfã”.

    Responder

  8. lorZ Diz:

    Se esta série for renovada ainda vou pensar muito bem se continuo a ver, provavelmente sim porque eu sou daquelas pessoas que depois de começar a ver uma coisa tem de ver como é que acaba, mesmo que o desenvolvimento seja fraco, eu quero saber a sua conclusão, lol.

    Quanto a esta temporada, odiei a morte da “Tatoo girl”, era uma personagem bem mais interessante que o gajo das facas ou o gajo das marionetas (isto comparando apenas com personagens que viviam no Carnivale”).
    Gostava que o Peter recuperasse os seus poderes originais, ter apenas um poder de cada vez enfraqueceu-o muito na minha opinião, e talvez seja por isso que o Sylar tem de ser tornar bom, porque sem o Sylar não há nenhum herói “overpowered” que consiga combater o vilão “overpowered”.

    Acho que na próxima temporada (se houver), vamos chegar aquele futuro a que o Peter foi no início da 3ª temporada, em que a Claire era uma agente e o Sylar vivia com o filho e não usava poderes.

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