[SPOILERS] Não sei se por causa da semana de pausa, mas a verdade é que este “Freeluc.com” foi muito mais agradável de se assistir que o anterior. Fundamentalmente, o episódio rodou à volta de apenas duas histórias: o segredo que envolve Nora (Sally Field), Dennis York (Peter Gerety) e a Ojai Foods e a campanha política de Kitty (Calista Flockhart), agora atrapalhada pelo romance da irmã.
O conflito começa quando Luc (Gilles Marini) consegue o visto de permanência nos EUA. Por tabela, Kitty é acusada durante uma conferência de ter “mexido uns cordelinhos”, enquanto Sarah (Rachel Griffiths) se depara com um grupo de paparazzi à frente da sua casa. Provocada, reage de cabeça quente, verbalizando o que não devia, prejudicando a campanha da irmã e iniciando mais uma briga entre as duas. Toda a situação até foi bem pensada, escusavam é de ter caído no rotineiro, no que estamos tão fartos de ver: conflitos familiares que não geram quaisquer repercussões na trama dos Walkers e que só servem para encher. Tivesse a Kitty mostrado um perfil de política confiante e séria e a história teria sido mais fácil de engolir. Mas não. Quem é que, no seu perfeito juízo, votaria na Kitty depois de ver o vídeo que esta gravou no aeroporto? Eu não, de certeza! Estas pequenas incoerências tiram alguma veracidade à série e, na cena que acabei de referir, algum do divertimento que é suposto proporcionar ao telespectador. Tenho vindo a reparar cada vez mais neste tipo de defeitos, talvez por falta de algo que me prenda realmente a atenção…
Nem toda esta parte do episódio foi má, contudo. A cena na cozinha de Nora, com os quatro irmãos a interagir, por exemplo, resultou num momento bem agradável, onde ficou novamente provada a química que todos os actores do elenco partilham uns com os outros. O duelo Sarah vs. Fotógrafo foi igualmente engraçado.
A restante metade, deveras mais cativante, conseguiu a proeza de me manter colado ao ecrã, ansioso, sempre à espera de uma nova pista. Não há muito de que reclamar de como o mistério por trás de Narrow Lake (anagrama para Nora Walker) está a ser tratado, constantemente fomentado, até atingir proporções que, ao examinarmos o medo de Nora, farão, decerto, os Walkers vibrar. Os dados que temos são ainda demasiado escassos para podermos especular, mas quero acreditar que não estamos a assistir ao deslindar de um segredo sem nada para oferecer. Dennis York chantageia Nora: obriga-a a tentar convencer os filhos a vender as suas partes das acções e, em troca, ele mantém-se calado. Temendo o que Dennis sabe e temendo que se aproxime deles, Nora não tem outra escolha senão aceitar. Assim, opõe-se veemente quando Rebecca (Emily VanCamp) lhe diz que quer dar os 2 milhões de dólares à mãe, para que esta solucione os problemas financeiros da empresa, e apanha um avião para Seattle. Lá, encontra Tommy (Balthazar Getty), aparentemente ao corrente do motivo do sigilo, e convence-o a voltar para casa, de maneira a que a possa ajudar a persuadir os restantes. Estou em pulgas para descobrir tudo. A resposta, no entanto, só deve vir nos flashbacks do episódio duplo de aqui a algumas semanas.
Nos últimos minutos, Kevin (Matthew Rhys) volta a casa, após aturar as duas irmãs, para descobrir que o chefe de Scotty (Luke Macfarlane) fechou o restaurante onde ele trabalhava. Que se segue? Um restaurante de Scotty, quem sabe? Novos começos, novas intrigas, nova oportunidade para “Brothers & Sisters” se recompor de vez.





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