[SPOILERS] “You think you only get things from friends? You get the best things from enemies. Because they’re scared of you.” Nada como uma boa alfinetada da sogra para fazer um homem mexer-se. Mesmo que seja na direcção contrária à esperada.
Depois do final do episódio anterior, com as suas ominosas palavras, a expectativa para este episódio era grande. Mesmo sabendo de antemão que dificilmente Ronald D. Moore e companhia iriam matar uma personagem principal da série, toda a cena entre Sam (Sasha Roiz) e Amanda (Paula Malcomson) no carro foi bastante intensa, especialmente graças ao ambiente retro que marca a série e que aqui se reflecte com uma muito original música criada pelos irmãos McCreary* de propósito para o episódio. Mesmo sabendo que Joseph (Esai Morales) não era um homem tão duro quanto fingiu no episódio anterior, as cenas em que vemos a sua consciência a apoderar-se de si, em que o vemos a tentar desesperadamente apanhar o irmão no telefone para cancelar o golpe foram muito bem feitas, tal como toda a troca entre Sam e Joseph no final, na cozinha, uma cena que só não foi mais hilariante (“I can’t tell if you’re sarcastic!”) por não sabermos ainda o destino de Amanda. Com tudo isto, e com todas as questões levantadas até aqui que prometiam ser, de certa forma, retomadas, “Gravedancing” podia ter sido outro bom episódio desta série. Infelizmente não o foi.
Se do lado Tauron continua tudo no bom caminho, do lado Caprican as coisas não funcionaram tão bem. Num mundo tão semelhante mas, ao mesmo tempo, tão diferente do nosso, a transposição dos talk shows americanos para a realidade das Doze Colónias não convenceu. Tal como nos originais do nosso mundo que, salvo raríssimas excepções (“The Daily Show with John Stewart”), não me agradam minimamente, o programa do Sarno (Patton Oswallt) tem tudo aquilo de que eu não gosto: monólogos forçados a puxar ao riso, entrevistas que mais parecem emboscadas, cortando a palavra aos entrevistados para tentar prolongar os escândalos, reviravoltas estranhas e sem qualquer explicação que nada mais são do que cortinas de fumo para enganar. Se juntarmos a isso a estranheza que fica pela forma como Daniel (Eric Stolz) resolve, a meio do programa, abrir a todos o seu sistema de realidade virtual como forma de tentar fazer esquecer a destruição do Lev e afirmar que conversou com o avatar da filha… não, estas cenas não convenceram de todo e deixaram-me ainda com maior convicção que este tipo de programas são para evitar – seja na nossa realidade ou na deles.
E falando de cenas forçadas, não me queria estar a repetir mas… a cena da Zoe/cylon a dançar com o técnico foi… surreal. Ainda não estou totalmente convencida das transições entre a Zoe de carne e osso (ou melhor, a Zoe virtual) e o cylon, por isso toda a cena da dança ao som do que passa por techno lá para bandas de Caprica parece tão deslocada do tom da série, que mais uma vez deixa a sensação de estarem a fazer coisas só porque é “fixe”. “O que vamos fazer hoje?”, pergunta alguém na sala dos argumentistas. “Já sei, vamos pôr um cylon a dançar!” “Boa, isso mesmo! E melhor, vamos pôr o geek a fazer piadas sobre o peito da Zoe que é, afinal, um robô! Aposto que os putos de 12 anos se vão rir imenso. Hehehe, mamas!!!” Perdoem-me, mas não é para isto que eu estou aqui a perder tempo!
Deixando de lado os dilemas das famílias principais desta história, “Gravedancing” apenas nos deu alguns vislumbres das restantes personagens. A Sister Clarice (Polly Walker), que consegue evitar por pouco a descoberta de material suspeito na escola, continua muito apagada, o que me deixa algo desanimada e sempre com a expectativa de que venhamos a descobrir mais sobre ela e sobre a sua causa. Já Lacy (Magda Apanowicz) também teve pouco destaque, apenas conseguindo o nome do misterioso homem que a poderá ajudar a transportar o cylon para Gemenon. Barnabas de seu nome, esta personagem promete… mesmo se o cabelo tem a cor errada e o sotaque seja diferente do habitual.
* Não sei se já repararam mas como o próprio Bear explica no seu blogue, todas as músicas que ouvimos nesta série, da música de fundo que acompanha as cenas às canções na rádio, aos hinos, aos spots publicitários… tudo é criado de raiz e de propósito para esta série, tudo existe na realidade de forma a dar mais autenticidade ao mundo que se está aqui a construir. E esta é mais uma razão pela qual eu adoro as bandas sonoras do Bear!





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Este episódio deu-me um bocado de sono, mas a série tem vindo devagar a desenrolar a sua história e tem sido interessante ver os caminhos que as personagens têm vindo a optar.
Também não acho grande piada ao programa do Sarno mas pronto parece que era um mal necessário para terminar com o drama das declarações da Amanda.
A cena da dança prefiro não comentar. :noway:
Também a mim me deu um pouco de sono, tive mesmo de o rever para poder escrever a crítica. Felizmente esta construção lenta da história deu frutos, pois o episódio seguinte foi mto bom.
Por acaso vi este e o quinto episódio ontem. Eu achei muita piada ao conceito do Avatar, mas sinceramente esta série está a desiludir-me imenso. Creio que teria feito maior sucesso se tivesse explorado o potencial enorme de corrupção e intriga que a sociedade de Caprica pode oferecer. Poderíamos ver jogos de bastidores de poder, mesmo utilizando a trama religiosa, em vez de andarmos a perder imenso tempo com tramas psicológicas de dor e afectividade entre os personagens.
Parece-me que terá sido um erro, matar a rapariga e coloca-la como primeiro Cylon. A série teria mais apelo se tivesse seguido a linha de orientação da primeira temporada de BSG.
Por acaso agora estou a gostar mais da direcção da história, especialmente desde o momento em que ficou claro para mim que Caprica não pode ser uma prequela, por a cronologia não bater certo. Assim, prefiro que explorem as culturas, as questões políticas e religiosas a que foquem a criação dos cylons.
Penso que a parte religiosa ainda está para vir – tal como a Sister Clarice, tem andado muito apagada. Mas e continuo com fé que ressurja em força até ao final da temporada. Pelo menos já nos prometeram uma viagem até Gemenon.
Desculpa mas não tenho lido nada extra o que vejo na série. Confirmaram que não é uma prequela? Oficialmente? Ou é apenas lógica deductiva, que se isto é um “universo” paralelo ainda é pior!
Eu creio que a série peca pelo pouco ritmo q tem. É certo que o quinto episódio demarca um maior andamento… mas eu não queria um novo Matrix… queria ver os Cylons e o inicio do fim dos 12 mundos.
oops, my bad – faltou ali um “para mim”. Ficou claro para mim que a série não pode ser prequela.
Tirando o episódio 4, não acho que a série tenha falta de ritmo. Só não tem é tanta acção como BSG. Mas se formos a ver bem, como é uma série passada no planeta, nunca iria ter tanta acção.
Imagina o episódio da destruição de Caprica em BSG. Todo aquele “plot” de destruição pairava no ar, todos os planos indiciavam que iria acontecer algo mau, algo grave.
O que me faz falta é um ambiente de quase Guerra Fria! Era o que eu esperava pelo menos… Isto do Drama, da morte dos filhos, da mulher, a compreensão da dor… tirem-nos de Caprica, ponham-nos em Massachussets e é como os Tele-filmes da TVI. Agora a série será: Tele-filme + Pinoquio + Matrix = Caprica.
Já agora, os meus conhecimentos de Matrix resumem-se ao primeiro filme (adormeci no início do segundo e nem sequer me dignei a ver o terceiro), mas não acho que o foco de Caprica vá ser o que mostraram no Matrix 1.
O início do fim dos 12 mundos foi o que vimos em BSG!
Se o que querias era ver a primeira guerra… bom, aí então estás mesmo na série errada, porque – julgo – esta não irá nessa direcção., Duvido muito sinceramente que a série vá pelo caminho da rebelião das máquinas, pelo menos não para já.
Pois, tens razão. Era o que pretendia, infelizmente não irá por esse caminho. A ver se não é cancelada, antes de lá chegar.
O problema para mim é… que não me parece que a série possa lá chegar, pelo que vimos em BSG. Mas isso já são conversas para outras bandas, para não spoilar o pessoal que não viu Battlestar Galactica. ;D
Imagina o episódio da destruição de Caprica em BSG. Todo aquele “plot” de destruição pairava no ar, todos os planos indiciavam que iria acontecer algo mau, algo grave.
Muito pelo contrário – nada indicava que ia acontecer algo de mau, daí o facto de terem morrido quase todos os colonos! O ataque dos cylons foi totalmente inesperado, o “plot que pairava no ar” só tens porque viste o lado dos cylons na mini-série.
Caprica assumiu-se desde início como uma série sobre duas famílias nos primórdios da construção dos cylons. Ora vai ler todas as sinopses e ver os trailers – falam sempre sobre os Greystone e sobre os Adama, nada sobre “teorias de conspiração” que, neste ponto, seriam totalmente impossíveis porque os cylons ainda nem sequer existem!
Spoilers de BSG
Mas lá está, eu não estou a ver do lado dos humanos, vejo do lado do espectador e eu sentia que ia haver qualquer coisa grave.
Ainda que tenhas toda a razão com a conversa das sinopses, repara que para haver conspiração bastava um byte a mais ou a menos na programação. Um Graystone interessado em usa-los para a finalidade de trabalho e outro com fins por exemplo de guerra contra outra colónia. Não ser uma idea original, mas seria atractivo e excitante. Assim com o Avatar é original, mas completamente boring…
Mas Ricardo, não estou a perceber o que queres dizer:
Como espectador sentiste um clima de tensão de que algo ia acontecer? Como?! Pois se a premissa da série é: num ataque devastador as colónias são destruídas e os sobreviventes partem à procura de outro local para viver. Enquanto espectadores não há nada a imaginar, é um facto, é o que dá o lema à história! Não havia nada a adivinhar em BSG, nada a sentir – o mundo foi destruído, a história começa aqui.
Já dentro da própria história, para as personagens, para aquele mundo, o ataque foi uma surpresa, não havia forma de imaginar.
Ainda que tenhas toda a razão com a conversa das sinopses, repara que para haver conspiração bastava um byte a mais ou a menos na programação. Um Graystone interessado em usa-los para a finalidade de trabalho e outro com fins por exemplo de guerra contra outra colónia. Não ser uma idea original, mas seria atractivo e excitante. Assim com o Avatar é original, mas completamente boring…
Não percebo o que queres dizer com isto… conspiração? A que propósito?
A história da criação dos cylons que nos deram logo mnini-série de BSG é esclarecedora:
“The Cylons were created by Man.
They were created to make life easier on the Twelve Colonies.”
Aqui está a história da criação dos cylons que, vimos agora a descobrir, foi culpa do Daniel.
“And then the day came when the Cylons decided to kill their masters.” 1a Guerra contra os cylons
“After a long and bloody struggle, an armistice was declared.
The Cylons left for another world to call their own.
A remote space station was built…
Where Cylon and human could meet and maintain diplomatic relations.
Every year, the Colonials send an officer…
The Cylons send no one.
No-one has seen or heard from the Cylons in over forty years… “
E é então que eles regressam, atacam as colónias, destroem tudo e começa a história de BSG
Isto são factos, que não podem ser alterados sem deturpar BSG. Claro que não vou aqui mencionar o que descobrimos na season 4 de BSG porque isso podia estragar a série a quem está a ver Caprica mas nunca viu BSG. Mas o que interessa para aqui é:
O Daniel criou o protótipo, a Zoe poderá ser o início da consciência dos cylons, que mais tarde resultou nos cylons humanóides. O mundo virtual é, mais tarde, reflectido nas “projections” dos cylons humanóides.
O que te quis explicar foi o seguinte: Eu não vi a premissa, saquei porque alguém me disse que era bom e fui para a mini-série sem saber nada sobre ela. Aliás, eu até pensava que era algo do género de Star Trek. Logo, quando vi os primeiros minutos do episódio, não fazia ideia do que se estava a passar e a única coisa que percebi foi que havia um clima de pré-guerra, mas sem saber como ou porquê. Era esse sentimento que queria “revisitar” em Caprica.
Quanto ao início, à génese da criação, tu não sabes como foram criados, apenas sabes que foram criados. Claro que Caprica vem, como referiste e muito bem, definir que o Daniel criou o protótipo e Zoe é definitivamente o inicio da consciência dos Cylons. Mas o que eu pretendia era ver outra coisa. Ver conspirações nessa criação, nessa tentativa de lhes dar ou não consciência. Repara que há inúmeras histórias sobre a máquina voltar-se contra o homem (matrix é um e a saga do exterminador é outro por exemplo), mas nenhuma explica o porquê das máquinas ficarem auto-conscientes. Eu teria escrito na forma de uma conspiração. Das máquinas ficarem conscientes como resultado de uma conspiração contra Daniel, ou contra um governo que os usasse. Daí estruturar a história da criação num outro sentido totalmente diferente da actual.
E repara que eu não estou a fugir aos factos. Cylons foram criados: Check! Cylons ajudaram a humanidade: Check! Cylons rebelaram-se: Check! Há guerra: Check! Eu apenas torno isto como resultado da mesquinhes humana e não como um acto divino, que por uma conjunção de acasos, faz com que todos os cylons eventualmente ganhem consciência e se rebelem.
Logo, quando vi os primeiros minutos do episódio, não fazia ideia do que se estava a passar e a única coisa que percebi foi que havia um clima de pré-guerra, mas sem saber como ou porquê. Era esse sentimento que queria “revisitar” em Caprica.
A questão é – não exista um sentimento de pré-guerra, muito pelo contrário, estava tudo calmo, calmíssimo há tantos anos, que a Galactica ia ser transformada num museu e falavam em regressar às inovações tecnológicas de antigamente (o mundo que vemos em Caprica).
Já agora, eu também não sabia do que tratava a série quando a vi.
Mas o que eu pretendia era ver outra coisa. Ver conspirações nessa criação, nessa tentativa de lhes dar ou não consciência.
Ah, mas aqui entramos na questão do que tu queres ver, e não do que a série nos disse que ia mostrar. Eu, por exemplo, preferia ver a primeira guerra contra os cylons, mas infelizmente ainda ninguém se ofereceu para fazer uma série só pra mim. :p
Repara que há inúmeras histórias sobre a máquina voltar-se contra o homem (matrix é um e a saga do exterminador é outro por exemplo), mas nenhuma explica o porquê das máquinas ficarem auto-conscientes.
Mas é isso mesmo que caprica pretende fazer – explicar como é que as máquinas ficaram conscientes… e a explicação irá passar pela Zoe, pela Tamara, pelos avatars!
Eu teria escrito na forma de uma conspiração. Das máquinas ficarem conscientes como resultado de uma conspiração contra Daniel, ou contra um governo que os usasse. Daí estruturar a história da criação num outro sentido totalmente diferente da actual.
Lá está, isso era o que tu querias, mas a série nunca foi virada para as conspirações, nem precisa – o que BSG sempre tentou fazer foi mostrar que não precisamos de inimigos externos, que nós próprios, através das nossas ambições, somos capazes de destruir aquilo que temos. E foi isso que aconteceu – o Daniel criou os cylons para servirem nas guerras, para servirem os humanos. E o abuso que os cylons sofreram foi o que os levou à rebelião. Sinceramente, prefiro a opção usada pelos argumentistas da série, que se adequa mais ao que vimos em BSG
Eu apenas torno isto como resultado da mesquinhes humana e não como um acto divino, que por uma conjunção de acasos, faz com que todos os cylons eventualmente ganhem consciência e se rebelem.
Ah, mas a questão é… ainda ninguém falou em algo “divino” aqui. Até agora é tudo orgânico, tudo tecnológico. A Zoe não existe – até ver – por obra e graça de uma entidade divina. Ela existe porque é um pedaço de tecnologia. E, se escolherem a direcção que penso que vão escolher, a religião não terá, na verdade, nada a ver com a rebelião das máquinas.
Para dizer a verdade, a questão religiosa, uma parte essencial de BSG, ainda pouco foi referida em Caprica. Algo que, para mim, é estranho.
Não ser uma idea original, mas seria atractivo e excitante. Assim com o Avatar é original, mas completamente boring…
Esqueci-me de incluir que os factos não devem ser alterados para transformar algo em mais “atractivo ou excitante”. Factos são factos, virem-nos agora desmentir é que não. Disso já me chega o que veio depois.
Pessoalmente acho a história de Caprica atractiva, intrigante e nada “boring”. Tem-se desenvolvido lentamente, sim, mas melhr assim do que aos saltos e a atropelar-se.
Eu sabia o que esperar, daí até estar surpreendida por estarem a fazer um bom trabalho. Agora vir para a série à procura de uma coisa quando ela é sobre outra… isso é que não.
Este episódio não foi uma exorbitância denivel mas de fraco também não o foi. Eu gostei de como se desenvolveu a pontos de finalmente sentir muita vontade de ver o próximo. O mais interessante em “Caprica” é precisamente a clara opção de não ser tal como a BSG.
Esta serie vai ser algo que nos vai dar cabo do juízo durante bom tempo mas a verdade é que teria sido mais interessante contar todo o tempo antes referido pelo Adama no Razor… O problema é que seria mais uma variante de Star Wars , facto que Me parece desinteressar a quem investe nos tv shows de sci-fi (aventuras com naves espaciais aos tiros). em Caprica fugiram desses cenários para nos darem outros mais para o drama e o virtual.
Editei esta resposta para esconder possíveis spoilers para quem ainda não viu BSG. por favor tem cuidado com isso ArmPauloFerreira, não queremos estragar a surpresa a quem ainda não viu BSG!
Pois… mas discordo da opção. Assim não se pode falar dos factos, quando a serie já já passou durante anos, terminou o ano passado, já teve as criticas a cada episódio onde tudo foi exposto em longos textos (da sua autoria), já deu na televisão nacional até ao ultimo episódio há vários meses… e mesmo assim são spoilers ainda. Quem não viu sabe bem de tudo o que aconteceu não só por aqui mas globalmente.
Com tanta proteção à BSG mais vale nem se a debater e refletir sobre o que nela se desenrolou, mesmo depois de estar mais que terminada e de até já ter saído o filme que explica todo o plano cylon e de já ter nascido esta outra serie deste artigo… É estranho.
Se esta série fosse uma continuação de BSG sim, concordo contigo, podíamos aqui discutir eventos de BSG à vontade. Mas a questão é que Caprica é uma prequela e, ainda por cima, uma prequela cuja cronologia não encaixa em BSG
Não me venham agora dizer que o willie, que tem aqui 11 anos, é o mesmo de BSG, e que a construção dos cylons + rebelião dos cylons + guerra + Adama participar na guerra (pelo que vimos no Razor ele tinha 18 anos no FINAL da guerra) + armistício + 40 anos sem os cylons darem sinal de si resulta na mini-série de BSG. Não dá, é impossível.
Além do mais, há muita gente que não viu BSG quando deu nos EUA, quando saiu em dvd ou quando deu num canal de cabo. A série nem nunca deu num canal de sinal aberto, por isso estar aqui a falar sobre ela, tirando alguns eventos básicos e factos que não estragam a história a ninguém, é spoilar. E perdoa-me mas irei sempre editar os comentários que possam estragar a experiência a quem nunca viu BSG.
Interessante que as coisas que não gostaste (o talk show, a dança) foram coisas que eu gostei bastante e achei bastante natural. Gosto imenso (desde o início da série) as transições Cylon/Zoe e acho que seria secante se fosse sempre o cylon e irreal se fosse sempre a Zoe. A dança interpretei como uma simples interacção homem/máquina, tal como noutros episódios (quando ela se passa na carrinha, por exemplo) outras cenas houve. E gostei
Estava a ver que só eu é que gostava das transições entre o Cylon e a Zoe. Este episódio demorou um pouco a passar… rendeu as cenas com Sam que se está a tornar um personagem bem interessante.
Pois. Também não percebo a panca das pessoas com isto. Eu adorei aquilo desde a 1.ª vez que vi. Achei excelente. Se fosse sempre a máquina não traria emotividade a algumas cenas. Se fosse sempre a moça não traria realismo. Esta solução é perfeita.