[SPOILERS] “My dream is to tear up your dream.” Depois de um episódio emocionante em todos os sentidos, “Know Thy Enemy” regressa ao passo mais lento da série, apresentando um episódio onde pouco ou nada acontece.
Tomas Vergis (John Pyper-Fergunson) chegou a Caprica para destabilizar a vida (quase) normal que Daniel (Eric Stoltz) a muito custo conseguiu recuperar. E chega com toda a pompa e circunstância, passando por eventos culturais e programas de televisão, assumindo-se como Caprican e tentando mesmo comprar os Buccaneers. Mas a verdadeira missão de Vergis é outra: vingar o roubo do MCP e a morte dos seus funcionários e, no fundo, destruir Daniel. Deixando de lado as questões culturais, que podem explicar parte da sua atitude ao longo do episódio – Vergis é um Tauron e, como tal, profundamente ritualista e apegado à família -, esta história não teve o impacto desejado, deixando no ar a sensação que algo ficou por explicar, que algo mais deveria ter acontecido e que não era necessário um episódio inteiro dedicado a Vergis para ficar a conhecer o inimigo A ver vamos o que sai daqui – a única certeza é que este não é um homem a quem se deva virar as costas, e que as suas ameaças deverão ter repercussões mais tarde.
Da roda alta para a escuridão das docas, de antagonista para antagonista, levanta-se um pouco o véu sobre o mistério que é Barnabas Greenley (James Marsters). O homem que Lacy (Magda Apanowicz) procura para levar a cabo a missão de Zoe-A – transportar o cylon que contém o seu avatar para Gemenon – não parece estar com grande vontade de ajudar, especialmente alguém que não conhece, que não faz parte dos STO e que se recusa a revelar a sua verdadeira missão. Fica, por isso, tudo na mesma para os lados de Lacy e do cylon; já para o espectador, fica apenas a certeza de que Barnabas está por detrás dos ataques que têm aterrorizado Caprica nos últimos meses e que a sua filosofia é totalmente distinta da de Sister Clarice (Polly Walker). A existência de diferentes facções dentro da mesma ideologia é, talvez, a questão mais interessante do episódio, por não só nos recordar do que se passou em “Battlestar Galactica”, mas por prometer trazer mais conflito a uma série que se ressente da falta dele por vezes.
Num episódio claramente de transição, apenas umas notas finais:
- A forma como a Sister Clarice consegue ter acesso ao laboratório de Daniel foi bastante engenhosa, e esta sua amizade com Amanda (Paula Malcomson) promete continuar enquanto for proveitosa à Irmã.
- A história de Zoe (Alessandra Torresani) com Philomon (Alex Arsenault), o técnico do laboratório, começa a ganhar contornos interessantes com o encontro entre os dois no clube V.
- Depois da revelação de que o avatar da sua filha continua à solta no mundo virtual, Joseph (Esai Morales) procura agora descobrir Heracles, com a ajuda de Evelyn (Teryl Rothery). Não percebemos ainda muito bem qual o papel de Evelyn nesta história, mas uma coisa é certa – Janet, we miss you!!!!
- A cena entre Daniel e Joseph foi curta demais, uma oportunidade perdida de pôr estes dois homens de novo no mesmo campo a lutar contra um inimigo comum, algo que irá, de certeza, ser necessário no futuro.
- A primeira experiência solitária de Joseph com a holoband foi hilariante, especialmente a aparição surpresa no menu de entrada.





Blogue Sangue Fresco
Cinema Notebook
Sons of Anarchy Portugal






Ainda bem que não se esqueceram de revisitar a história do roubo do MCP, pois uma acontecimento tão importante tinha de ser mais explorado principalmente as suas consequências. Foi algo estranho a obsessão pela equipa mas conseguiram explicar de forma adequada.
A parte do Barnabas ainda é cedo para grandes conversas mas percebe-se que não é homem parar brincadeiras.
Sister Clarice = grande manipuladora :yeahhh1:
Começa também a busca do pai pela filha perdida no mundo virtual que promete ser interessante.
Como dizes é um episódio de transição e por isso acaba por não ter o máximo de potencial.
Finalmente acho que já consegui separar a série do estigma de prequela e aceitá-la por aquilo que é na realidade e deixar-me levar pelas suas histórias e assim aproveitar ao máximo a experiência.
:2meio:
Sister Clarice = grande manipuladora
Hum… sim e não.
Sinceramente, acho que temos estado a ver muito pouco da Sister Clarice, o que é uma pena. Fiquei intrigada com ela no episódio piloto, mas desde então… não sei, nunca mais foi a mesma. :s
61? seriously?
Esta série sofre do facto de ser um spin-off de uma grande série…
Acho-a muito melhor que Flash Forward por exemplo e no entanto as pessoas acham-na muito fraquinha
Não digo que a série seja má, porque não é. Já nos deu episódios muito bons, como o 1×05, tem uma premissa interessante, bons actores, bons efeitos especiais, um estilo muito bonito e uma banda sonora muito boa. Mas este episódio não trouxe nada de especial. Esperava mais dele, especialmente depois da reviravolta do 1×05.
Foi um episódio onde pouco ou nada aconteceu e, para mim, isso não pode merecer mais do que um 61. Não dou as notas aos episódios pelas notas que dei a BSG, dou as notas relativamente ao que me apresentaram até agora desta série.
Quanto a FlashForward… fiquei-me pelo 5º episódio, não gostei.
Compara as notas de FF com as de Caprica…
Sim, mas as notas são dadas por duas pessoas diferentes, e são dadas a duas séries totalmente diferentes. Não podemos comparar nem as notas que eu e o ZB damos, nem as classificações que as séries têm.
Um exemplo: se comparares as notas que dei a Life Unexpected com as notas que dei a Caprica, parece que Life Unexpected é uma série muito melhor do que Caprica. Mas a verdade é outra: são duas séries diferentes e que, por isso mesmo, têm uma escala diferente DENTRO da série e não podem (nem devem) ser comparadas.
A syrin disse tudo. Este assunto das notas já foi por demais debatido, por isso não vejo qual o interesse de se estar a voltar à mesma conversa.