[SPOILERS] “I work with top secret military robots”. Depois de tanto reclamar dos momentos de humor nas interacções entre Philomon (Alex Arsenault) e Zoe-A (Alessandra Torresani), nada como admitir que, de vez em quando, esta história até pode dar certo. Ponto para Philomon e Zoe. Infelizmente, o resto do episódio não deu motivos nenhuns para rir.
Naquele que foi, sem dúvida, o mais fraco episódio até aqui apresentado, muitos foram os problemas encontrados com a evolução das histórias. Assim, e apenas desta vez, alteramos um pouco a crítica e vamos seguido em contagem decrescente, da melhor à pior história focada no episódio.
Zoe-A / Philomon (+ Daniel)
A relação de Zoe e Philomon trouxe, desde o primeiro momento, alguns problemas, especialmente pela estranheza que causaram, de início, os saltos entre o a personagem no avatar e o estático cylon. Mas depois de tantos episódios, agora que estas mudanças já são praticamente normais aos nossos olhos, a evolução da relação até se está a tornar engraçada. Sim, o encontro romântico no mundo virtual foi um pouco indulgente, algo criado mais para mostrar os efeitos especiais e dar uns “easter eggs” aos fãs mais antigos (como o facto dos dois “namorados” estarem a conduzir modelos antigos dos nossos tão bem conhecidos vipers) do que algo criado para avançar a história. Sim, o “empurrão” de Zoe a Philomon relativamente ao MCP foi algo forçado. Mas, por outro lado, teve uma consequência directa para a história: ao reproduzir a conversa que teve com Zoe à beira do lago, Philomon faz com que as suspeitas de Daniel (Eric Stoltz), de que o avatar de Zoe sobreviveu dentro do cylon U-87, regressem em força, fechando o episódio com um muito ominoso “Generative process…like a human system. Zoe.”
Joseph Adama em New Cap City
No momento em que descobre que o avatar da filha vagueava pelo mundo virtual, a dor de Joseph Adama (Esai Morales) regressou em força, e a vontade de recuperar algo – fosse o que fosse – da família que perdeu fala mais forte do que as promessas que tinha acabado de fazer no ritual de despedida Tauron. Com a ajuda de Evelyn (Teryl Rothery), Joseph encontra Heracles (Richard Harmon) e tem a sua introdução a New Cap City. Infelizmente, a cidade parece mais perigosa do que nunca, e pouco depois de chegar Joseph perde o seu guia, vagueando agora sozinho pelo meio da cidade. Sozinho? Talvez não… há uma sombra que o persegue e que certamente irá dar que falar nos próximos episódios. Veremos é se é para bem ou para bem, pois no mundo virtual nada (e ninguém) é exactamente aquilo que parece.
Sister Clarice e os STO ou… quem?!?!
Se há personagem que, semana após semana, tem vindo a desiludir, é a Sister Clarice (Polly Walker). Depois de um intrigante começo no episódio piloto, a personagem parece algo perdida na história. Ela é directora da escola, tem um casamento “colorido”, é viciada em drogas, é a representante máxima de um grupo terrorista em Caprica, tem conversas estranhas com os seus superiores num confessionário virtual. Tanto é uma mulher calculista e maquiavélica, que não se importa de incentivar crianças a aderirem a um grupo terrorista e de explorar uma mãe no seu momento de desespero, como se mostra indignada pela violência cometida por facções mais extremistas do seu grupo. A esta altura do jogo ainda não sabemos quem é, em que acredita, qual o seu contributo para a história; e isso – ao sétimo episódio, é algo grave. Queremos mais: queremos saber quem é esta mulher, quais as suas intenções, qual o seu papel dentro dos STO; queremos saber mais sobre os STO, sobre as diversas facções e sobre a luta pelo poder que certamente se irá tornar mais presente com a entrada em cena de Barnabas. Queremos tentar perceber as suas deambulações pelo café e as visões que tem, perceber qual a importância que isso poderá ter agora que descobriu que “Zoe is the mother of life everlasting”. Queremos mais, muito mais. Infelizmente até agora a pouco ou nada tivemos direito.
Amanda… Amanda… Amanda
Se desde início me assumi como uma das poucas defensoras de Amanda (Paula Malcomson), a verdade é que cada vez mais se torna óbvio que, tal como Sister Clarice, esta é uma personagem que perdeu o seu rumo. A dor profunda causada não só pela morte da filha, mas também pela descoberta que a filha era uma terrorista, eram razões mais do que suficientes para guiar a personagem ao longo desta história e mostrarem a sua caída numa espiral de depressão sem que necessário fosse inventarem agora visões do fantasma do irmão que se suicidou e um passado recheado de problemas. Pessoas perfeitamente normais, que nunca sofreram de quaisquer tipo de distúrbios, ficam frequentemente afectadas pela morte de alguém querido, chegando mesmo a cometer actos desesperados. Daí que a forma como revelou às 12 Colónias que a filha era uma terrorista logo no terceiro episódio não tenha chocado. O que choca é ver como esse facto está cada vez mais a ser ignorado para, em seu lugar, porem uma história que mais parece saída de um qualquer episódio de “Ghost Whisperer”. Era desnecessário, não faz evoluir a personagem (pelo contrário, acaba por ser um retrocesso, especialmente tendo em conta o que vimos no terceiro e quarto episódios) e é, claramente, um cliché que não fazia falta a esta história. A ver vamos se não irá conseguir estragar tudo o que tinha sido feito nos primeiros episódios.
Mediano, muito mediano, pouco mais haverá a dizer sobre um episódio que não conseguiu, de todo, conquistar.





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Concordo, o episódio 6 e o 7 foram fraquinhos. No entanto gostei do 8 e adorei o 9.
Agora está na moda darem uma de “Ghost Whisperer”, todos querem ser a Melinda Gordon
Também estou um pouco desiludido com a Sister Clarice, uma personagem tão promissora, não está a ser aproveita convenientemente.
Já em relação ao relacionamento entre a Zoe e o Philomon, acho-lhe piada, os dois têm ali uma pequena química.
Sem dúvida, o 6 e o 7 foram os mais fracos. Já no 8 apanhei um susto de todo o tamanho. A ver se escrevo ainda hoje a crítica.
Oh god, fiquei mesmo desiludida. Estão a adicionar demasiadas linhas de argumento que se fossem simplificadas teriam uma força muito maior…