[SPOILERS] Já tivemos um pouco de tudo, em “Castle”. Mortes banais, cometidas em acessos de loucura. Outras, resultantes da vil cobiça, capaz de tresloucar o mais são dos homens, quando o dinheiro assume uma importância desusada. Tivemos ainda assassinatos mais engendrados, deliberadamente preparados por mentes racionais e astutas. Mas, desta feita, é-nos dado a “créme-de-la-créme”. A elite dos perpetradores de mortes alheias. Um serial killer. E não um qualquer, matando de forma indiscriminada. Este tem um laço umbilical que o liga a Rick (Nathan Fillion) e a Kate (Stana Katic). A personagem criada pelo primeiro, Nikki Heat, tendo Kate como musa inspiradora. Um matador que se inspira no universo literário próprio gerado por Rick. Alguém que mata…por diversão.
Primeiro, mata um advogado na estação central de comboios, em Nova Iorque. Cinco tiros ceifando uma vida, previamente comunicados por um telefonema para a esquadra. Cinco balas com dedicatória especial. Nikki. Gravadas de forma tosca no chumbo.
O mesmo método operativo é usado no segundo crime. Um corpo. Quatro buracos de balas. E a certeza de que o assassino pretende enviar uma mensagem. Ao NIKKI do primeiro assassinato, junta-se agora o WILL.
É a altura para a chegada da cavalaria. O mesmo é dizer, FBI. Para relutância de Kate, a investigação passa a ter um novo dono. Ou, mais correctamente, uma dona. Jordan Shaw (Dana Delany), estrela cintilante dos federais, profiler premiada com conclusões mediáticas de casos. A investigação dá os seus frutos. A descoberta de uma impressão digital, simultaneamente presente em ambas as cenas de crimes, leva-os à caçada de Donald Salt (Andrew Rothenberg) Mas este revela-se apenas um mero isco, uma peça de xadrez jogada de forma astuta pelo verdadeiro criminoso. 5.000 dólares por um dedo mindinho, como forma de atrair atenções, de iniciar um jogo do gato e do rato. O criminoso revela-se um mestre, na arte de manobrar emoções, ludibriando os peritos policiais. Entra-se no território das cifras e códigos, forçando a imaginação dos detectives, como forma de descodificar a mensagem encontrada no dedo cortado. Com o livro sobre Nikki Heat a servir de manual para desvendar o segredo, o desafio é óbvio: uma provocação, informando da intenção futura do assassino. Prosseguir o trabalho…a menos que seja impedido. É uma luta contra o relógio, com o meliante a alterar radicalmente a forma de actuar, tornando-se um adversário imprevisível…e extremamente perigoso. A terceira vítima aparece, num crescendo de obsessão, na porta do apartamento de Kate, como se o criminoso escarnecesse dos esforços policiais para o deter. Mas a posterior análise legista coloca-os na rota certa. A terceira vítima, taxidermista de profissão, aparece ligada aos anteriores crimes, numa história iniciada pela morte de um cão de estimação. Ben Conrad, psicologicamente instável, entra numa demanda por culpados. Descoberto e cercado, prefere o suicídio ao odioso da prisão. Tudo termina bem. Aparentemente. Rick, com apreensão crescente, descobre que todos foram ludibriados, numa jogada de mestre, apenas descoberta (tardiamente) por um quase inócuo pormenor: o misterioso assassino é canhoto. O suicídio foi cometido…pela mão direita. O NIKKI WILL BURN, mensagem deixada pelas balas plantadas nos corpos, ganha um significado aterrador. Rick não consegue evitar o inevitável. O apartamento de Kate explode, numa imensa bola de fogo. Com ela lá dentro.
O Melhor: A excitação e admiração de Castle, claramente impressionado pela panóplia de objectos futuristas que pontuam o dia-a-dia da investigação do FBI e por Jordan Shaw, provocando uma ligeira crise de ciúmes em Kate. Foi engraçado verificar a crescente empatia entre ele e Jordan Shaw, visível na forma como um completava o raciocínio do outro, em várias ocasiões.
O Pior: O episódio teve ritmo, graça e suspense, em ponderadas doses, distribuindo equitativamente méritos. Porque é que não pode ser sempre assim?





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Facilmente o melhor episódio de toda a série! :yeahhh1:
Apesar de já ter havido alguns episódios com um ou outro momento bastante bom, finalmente um que consegue juntar todos os lados positivos, bastando para isso adicionar alguns elementos que faltava à historia.
O que realmente levanta a questão…Porque não pode ser sempre assim??!
Adorei o episódio.Provavelmente o melhor episódio de toda a série. Adorei a Jordan Shaw/kate/castle. :4meio:
Sim, penso que podemos todos concordar nesse ponto. Este foi o ponto alto da 2ª temporada. E a adição (pena que seja temporária) da agente do FBI foi excelente.
Maravilhoso, sem sombra de duvida. Ainda bem que me atrasei a ver a série porque não teria aguentado sem ver logo o episódio a seguir…
Adorei, um final espectacular. O Castle a admirar as engenhocas e a minha parte favorita, os colegas de Beckett a interrogarem-a sobre o Castle ter passado lá a noite a fazer panquecas foi hilariante.