[SPOILERS] As três semanas de pausa cristalizaram o boião de mel que acompanhava a série. Banho-maria é o truque para a liquidificação do produto e certamente que ele foi usado momentos antes do episódio começar. O líquido escorreu e adocicou quase tudo à sua passagem. Tudo muito doce. Dulcíssimo. Mas mesmo assim, insuficiente para esconder alguns amargos que senti.
A pequena vigarice que os argumentistas fazem neste episódio (e que me permitem dividi-lo em duas partes) deixaram-me um pouco desalentado. Pegarem na missão e tornarem-na numa cena “três corações, dois homens e uma mulher” foi algo que prejudicou o episódio (ele que até aí se tinha desenvolvido de forma bem eficaz) devido à sua sensação de um passado requentado. Mas já lá vamos.
Antes da vigarice. Chuck (Zachary Levi) e a sua querida Hannah (Kristin Kreuk) lá continuam muito felizes. O amor anda no ar, anda na Buy More e por todos os lados imagináveis. A felicidade de Chuck é contagiante e até mesmo a sua faceta de espião sai favorecida. Que mal poderá vir aí que estragará isto?
A missão desta semana envolve o personificação de um sniper e coloca Chuck na primeira fila da acção, enquanto Casey (Adam Baldwin) limita-se a segui-lo. As posições estão invertidas mas as personagens mantêm todas as suas qualidades: Casey com as suas caretas e grunhidos, Chuck com o seu modo desajeitado (mas eficaz) de resolver os problemas. A dupla amealhou consecutivos pontos nas componentes artística e humorística e quando teve que prestar provas a nível individual, as quebras não existiram. Cansaço de fazer rir é coisa que não existe por ali.
Depois da vigarice. O inexpressivo e irritante Shaw (Brandon Routh) torna-se o alvo de Chuck e aqui a história faz um desvio. Em vez de virar à esquerda e entrar no melhor caminho (usar a história para avançar algo de concreto na ameaça escondida que é a organização Ring, por exemplo), vira à direita e entra no caminho do passado recente e das coisas que já todos nós vimos (com outras personagens) em temporadas passadas. Hannah estará de partida, o amorfo Shaw provavelmente também, Chuck estará de regresso aos lamentos do passado e Sarah (Yvonne Strahovski) aos dilemas quero/não quero, posso/não posso, sim/não, …
Na memória ficam as transformações de Chuck: mais espião, mais confiante e mentiroso credível. Duradouras (duvido!) ou não, evoluíram a personagem sem a descaracterizarem. São por isso bem-vindas. Mas todo o folclore em redor do amor e as tentativas escamoteadas de avançar na narrativa recuando a situações já passadas e gastas, são, na minha singela opinião, “serrar farelo”. Deixem-se de tretas!

















March 5th, 2010 at 19:42
Mais uma que veio e foi. E foi impressão minha ou isto foi tudo depressa demais? Mal dorme com ela e já lhe está a dar com os pés? blah!
Gostei do mini-crossover com The Sopranos! :D
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Maciel Reply:
March 5th, 2010 at 19:47
E foi impressão minha ou isto foi tudo depressa demais?
Não! Que ideia maluca!
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March 5th, 2010 at 23:18
concordo totalmente ctg syrin…
e o fim da relação Chuck-Hannah pareceu muito mas muito forçado. Não sei pk? mas cheira-me k foi p/causa do agenda da Kristin Kreuk (admito que só ela e a Rachel Bilson me fariam não m importar que o Chuck n ficasse c/a Sarah) que acabaram tão rápido o namoro (ou a hannah volta p/semana?)
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March 6th, 2010 at 12:41
A relação do Chuck e da Hannah acabou tão cedo! Não entendi. E a Sarah ainda está com Shaw!
Eu achei o episódio bom, principalmente o Chuck a tentar ser espião e depois toda aquela cena do apartamento e da sniper. Tudo isso está a ser muito bem feito, principalmente as reacções da Sarah.
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March 8th, 2010 at 23:33
Nem ver o Shaw em tronco nu me fez mudar de opinião sobre a personagem. Please somebody kill him!
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