[SPOILERS] Mais uma semana, mais reviravoltas, twists e pistas para o enorme puzzle que é “Damages”. E nesta terceira temporada, mais do que nunca, as aparências enganam.
Caso Tobin: Pressionada pelo Ministério Público a apresentar resultados na sua investigação, Patty (Glenn Close)tira mais um amigo da cartola e acaba por descobrir que as Caraíbas foram e continuam a ser um excelente paraíso fiscal. Segundo o “amigo” Sterling (Wallace Shawn) , se o Tobin (Len Cariou) tiver desviado dinheiro é lá que ele estará. Acontece que o dinheiro tem que ser depositado pessoalmente e não há registos que Danielle Marchatti (Mädchen Amick), Leonard Winstone (Martin Short) ou alguém da família Tobin tivesse estado nas ilhas. Ou seja, aparentemente tínhamos voltado à estaca, o que me levou a pensar para que é que andamos a perder o nosso tempo nestas últimas cinco semanas. Felizmente, Tom tem o seu momento “Eureka” e descobre que quem andou a depositar o dinheiro foi a filha ilegítima dos Tobin que é hospedeira de bordo (que, no seu registo, tem pai desconhecido). Posto isto a pergunta que se coloca é: não faria mais sentido esconder a filha, que de facto andava a transportar o dinheiro das fraudes, do que a mãe? A ideia com que fico é que apesar de ter como objectivo aprofundar as personagens e as suas motivações (principalmente Joe e Carol) toda a atenção prestada a Danielle foi um bocadinho inútil e decepcionante. Por falar em decepção, fui o único a achar um pouco sensaborão todos os momentos de Joe (Campbell Scott) com Zedeck (Dominic Chianese)?
Caso Tom: O melhor do episódio. Damages está a revelar nesta terceira temporada que não precisa de grandes twists e reviravoltas para conseguir ser um drama envolvente. Focando cada vez mais no Tom, vamos simpatizando com a personagem e começando a perceber como é que os seus problemas financeiros o levaram aquele caixote de lixo. Brilhantemente conduzido por Tate Donovan, Tom está a ser um dos pilares desta temporada remetendo Patty Hewes e principalmente Ellen Parsons para um nível mais secundário. É uma decisão inteligente dos argumentistas não resumirem a série à mente perversa e genial de Hewes nem à honestidade/ambição de Parsons (Rose Byrne) já tão exploradas anteriormente. Relativamente à morte da personagem, descobrimos que há um gap de duas horas entre o acidente de carro e a morte de Tom, ou seja pode ter sido mesmo o advogado a bater em Patty. Esta parece-me uma pista sólida até porque, como vimos no “Flashforward”, Ellen foi ter com Tom naquela tarde e pode ter deixado a sua mala no seu carro o que justificaria o sangue no carro e na mala.
Mais dois comentários:
- Mais uma vez soube a pouco a visita conjugal da nova associada a Sterling. Chocarem o telespectador daquela forma, ao fazer-nos acreditar que Alex Benjamim (Tara Summers) dormiu mesmo com o amigo de Patty para conseguir o emprego, para depois nos revelar que foi só entregar caviar foi um valente balde água fria. Já que falamos desta personagem parece-me claro que o objectivo é fazer com que Ellen tenha ciúmes da sua vaga já ter sido preenchida e a queira recuperar. O olhar de Ellen quando recebe a notícia comprova isso mesmo.
- Finalmente Keith Carradinee dá um ar de sua graça em Damages. Apesar de achar que a questão da remodelação da casa de Patty foi inserida completamente a martelo na conversa com Sterling e que era demasiado previsível que o arquitecto recomendado era Julian Drecker, o dialogo entre ambos foi excelente.
Previsível e decepcionante mas também inteligente e recheado de alguns bons momentos. Assim reza a história do sexto episódio da terceira temporada de “Damages”. O mais desequilibrado até ao momento.







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A personagem de Joe é, para mim, a mais fraca. Não sei se por culpa do actor ou do perfil da personagem, mas acho a maioria das cenas muito sem sal, acabando por não causar grande impacto em toda a história com Zedeck.
Quanto à cena de Alex (Tara Summers a fazer de novo de advogada…) nunca quis acreditar que fosse sobre sexo mas mesmo assim ainda fiquei chocada durante uns segundos.
:3meio:
Eu em relação ao Joe não concordo muito. Partindo do pressuposto do grande actor que é Campbell Scott (pelo menos para mim) acho que a ideia da personagem é mesmo a que dizes: ser um “paozinho sem sal”, um menino mimado e inconstante que não sabe muito bem o que fazer da vida. É uma personagem interessante, mas gostava que explorassem mais o seu lado negro
Eu acho que só o conheco de Six Degrees, papel que também não me impressionou por aí além. Esta personagem está a precisar de um par de estalos para acordar deste torpor de menino mimado como referes. Aí sim ia ser interessante. Esperemos para ver!
O par de estalos também concordo
Mas que tens achado da temporada?
Bem melhor que a anterior que foi uma grande desilusão para mim.
Eu acho que foi uma desilusão para toda a gente
De facto, aquele olhar de desilusão da Ellen quando soube que Alex tinha ocupado o seu antigo lugar na Hewes and Associates foi muito bom.
Também achei uma desilusão quando me venderam gato por lebre, entenda-se caviar por sexo.
E toda a história do casaco de peles, enfim. Passávamos bem sem isso.
Quem realmente esteve muito bem foi Tom. Aquela explosão com o conselheiros financeiro que o tinha levado a investir na Leverett e no Tobin foi demais. É bom vê-lo extravasar assim as emoções, ele que é sempre tão contido e correcto.
:3meio: