[SPOILERS] “I think it’s time we worked together on this”. A frase que marca o regresso de “Damages” aos grandes episódios. Depois de um episódio algo desequilibrado, a série regressa coesa, apostando em algo que faltou na temporada passada: tridimensionalidade das personagens.
Caso Tobin: Tom (Tate Donovan) viaja para Antigua, nas Caraíbas para seguir Tessa Marchetti, descobrindo que ela tem uma conta no Royal Antiguan Bank onde já é, aliás, bastante conhecida. Acontece que, e aqui, parece-me, as duas linhas narrativas (caso Tobin e Tom) começam a cruzar-se, Tom é reconhecido pelos clientes do banco que informam Mr. Zedeck (Dominic Chianese) do sucedido. O que se descobre é surpreendente. Não só a Tessa parece desconhecer completamente a ligação aos Tobin como os depósitos do dinheiro parecem ser feitos à sua revelia através da sua assinatura em mais papéis do que devia (ao levantar o seu ordenado em dólares). Como conseguir os dados da conta de Tess, então?. Não sei, mas não será fácil pois o polvo do caso “Tobin” parece ser ominipresente. Tão omnipresente que faz abortar a ajuda do funcionário a Tom e um dos envolvidos no esquema é tido como fonte segura do Governo Americano. Obviamente não conseguirão nada dali, mas Patty (Glenn Close) parece suspeitar disso mesmo.
“Keep acting like a Tobin and i will punish you like one”
Deixa de um diálogo fenomenal entre uma Patty que recomenda a Leonard Winstone (Martin Short) que abandone o caso. E diabólica como sempre, focando no lado mais susceptível de Lenny (o lado familiar e a ligação pai-filho com Lou Tobin), Patty consegue mesmo plantar dúvidas na lealdade do advogado que tira um dia para pensar na sua vida e reconsiderar a sua posição no meio deste jogo todo. E o que dizer do (triste) cenário que encontra? Uma mãe falecida há 5 anos e um pai chantagista que sugere que contará todos os podres do advogado caso este não lhe dobre a quantia dos cheques. E um Martin Short em grande!
Por seu lado, toda a história da nova associada é um verdadeiro jogo do gato e do rato. Patty quer Ellen ((Rose Byrne) de volta, Ellen quer, no seu íntimo, voltar mas ninguém quer dar formalmente o primeiro passado. Combina-se um jantar para um dia só para que uma chegue mais cedo e veja que ela janta com a nova associada, leva-se a mala oferecida para demonstrar reconhecimento e gratidão etc. E se até aqui Patty demonstra ser mestre em manipulação, neste episódio Ellen bateu-a aos pontos com toda a história do artigo sobre Alex (Tara Summers). Mas o grande desenvolvimento na história surge quando Ellen percebe que o seu director só se preocupa em culpar os Tobin em vez de tentar em ressarcir as famílias-vítimas da fraude. É aqui que se dá o ponto de viragem da personagem. Posso-me enganar muito mas parece que tudo se encaminha para que no final, e no seguimento da morte de Tom, Ellen surja como o braço direito de Patty Hewes concluindo assim, brilhantemente diga-se, o percurso das personagens
Caso Tom: Chega a vez de Ellen ser interrogada, finalmente, sobre a sua mala ensanguentada que fora encontrada perto do corpo de Tom. E a resposta foi a esperada: foi roubada. Isto encaminha-nos para dois lados: a) alguém roubou a mala e pôs junto do corpo para incriminar Ellen; b) ela estava mesmo presente na hora de Tom. Tendo em conta o percurso da advogada sobre a doutrina “hewesiana” inclino-me para a segunda opção. Com isto não quero dizer que foi ela que matou Tom, mas de certeza que esta envolvida indirectamente. Até porque, de acordo com as investigações existe apenas uma impressão digital na mala e diz respeito a um tal de Lester Wiggins. E quem é este sujeito? Nada mais que o pai de Lenny Winstone. Como é que impressão digital dele foi lá parar não faço ideia, mas fiquei bem curioso. E já agora como é que uma mala só tem uma impressão digital? Pouco plausível a não ser tenha sido forjada…
A cinco episódios do fim, “Damages” oferece-nos dos melhores 42 minutos desta temporada . Aliás, para dizer a verdade, este foi mesmo o meu episódio preferido até ao momento.





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Duas coisas: a mãe de Leonard morreu há 5 meses, e não 5 anos; e é mais suscetível que Lester Wiggins seja o próprio Leonard Winstone, já que o pai dele disse algo sobre uma fraude, que logicamente, envolveu uma mudança de nome (e profissão).
E o episódio foi realmente excelente. :4meio:
Olá Luiz, obrigado pela correcção. De facto, foram 5 meses e não 5 anos. Quanto a questão do Lester é uma teoria bastante válida. Veremos se se confirma nos provimos episódios.
Abraço
Adorei quando a Ellen disse: “Patty, you hired someone; you didn’t replace me”. Foi uma pequena facadinha lol Também estou convencida que o Leonard é outro bastardo da família Tobin, daí a ameaça do pai.
Grande episódio! :4:
Mais uma vez excelente crítica e um episódio muito bom!
Por acaso quando se falou da impressão digital do Lester Wiggins eu associei ao próprio Leonard e não ao pai. E que surpreendente foi saber deste outro lado da vida do advogado dos Tobin: filho de um pai do qual provavelmente se envergonha e que lhe ocultou a morte da própria mãe, Lester Wiggins deve ter adoptado o nome mais “carismático” de Leonard Winstone numa tentativa de ocultar as raízes pobres e humildes de onde vem, para mais facilmente se integrar no mundo da alta sociedade onde os Tobin reinavam. Muito boa, esta parte do episódio.
Depois verificamos que os tentáculos do esquema dos Tobin estão mesmo por todo lado, quando a suposta fonte “segura” com quem Patty e Tom brindam no final do episódio afinal também está do lado de Zeddeck.
E mais uma vez tivemos Patty e Ellen a esbanjar mestria e inteligência.
O jantar propositadamente mal combinado e a presença de Alex foram uma boa estratégia para fazer com que Ellen se senti-se invejosa.
Mas como dizes ela não se ficou atrás, e mostrando o que tem aprendido com Patty, preparou um pequeno esquema para que Alex fizesse má figura aos olhos da patroa. Este triângulo da história só não está a ser perfeito porque às vezes olho para a Alex e dá-me a sensação que ela é meio “burra” e inocente… mas não sei porquê. Deve ser o ar da actriz ou não sei. Não é tão eficiente a fazer de “nova Ellen” quanto seria desejável.
Vou já (re)ver o episódio seguinte, que este deixou-me muito animado! :whistle:
:4meio:
Andas mesmo numa saga “Damages” ah? lol
Fazes muito bem porque foi uma excelente temporada! E obrigado
É verdade. Nestes últimos dias tem sido só Damages!
É uma pena não ter acompanhado a temporada até ao final quando ela foi emitida, há umas semanas, mas foi-me mesmo impossível.
A vantagem é que agora, vendo os episódios todos seguidos, a história parece-me muito mais coesa e fácil.
Reparei que eles enganaram-se no nome do episódio! A Ellen diz “You didn’t replace me”.
Foi? Bem… isso é que é atenção
O próximo para mim é o mais fraco, mas depois é sempre a subir. E o season finale é imperial!
Lá chegarei, lá chegarei.
E vou continuando a comentar as críticas!
Ok, ok! e eu continuarei a comentar os teus comentários lool
)
(pelo menos até onde a memória me deixar