[SPOILERS] “Consider this the carrot. Believe me, you don’t want the stick” – Até ao momento, a frase do ano. “Damages” nunca foi apenas uma série de advogados. O que realmente sobressaiu na série foi o mergulhar de cabeça num processo jurídico específico, perceber as suas implicações e jogos de bastidores ao mesmo tempo que era explorado o lado mais pessoal das personagens. Posto isto, e apesar de achar pouco pertinente para o momento da série, percebe-se porque é que de tempos a tempos personagens como o filho da Patty (Glenn Close) e os pais e irmã da Ellen (Rose Byrne) sejam repescados. É uma forma de se “trabalhar” outras vertentes das personagens, tornando-as mais verosímeis. Agora, tinham mesmo que ir buscar Arthr Frobisher (Ted Danson)? Não só o efeito surpresa foi completamente anulado pelo previously (cada vez me irritam mais), como toda a sua história tresanda a filler. A personagem fora excelente na primeira temporada e completamente devastada na segunda. Para que trazê-la de volta? Que contributo é que ainda poderá dar a série? Nenhum, na minha opinião. E foi decepcionante ver tantos minutos desperdiçados em algo tão dispensável. Caso no futuro se comprove que o regresso da personagem tem uma ligação ao puzzle desta temporada serei o primeiro a retratar-me de tais comentários (será ele o condutor do carro de Tom?).
Quanto ao resto do episódio, este foi caracterizado por algum marasmo. As conversas de Tom (Tate Donovan) e do detective com Ellen pareceram servir de pontos de situação da temporada sem que isso acrescentasse grande mais-valia à história. Os grandes pontos de interesse foram despachados de forma algo atabalhoada no final, descobrindo-se que:
A – Ellen e Tom iam iniciar uma nova firma de advogados. Era esta é a “relação” que eles tinham. Tal como tínhamos debatido nos comentários aos últimos textos era bastante improvável que eles se tivessem envolvidos romanticamente. Agora, tivemos a confirmação. Mais uma vez os argumentistas falharam em tentar guiar-nos para caminhos errados, o que começa a ser recorrente.
B – Afinal Carol (Ana Reeder) não passa mesmo de uma mosca morta manipulável. Foi Joe quem concebeu o plano de matar Danielle Marchetti tendo usado a sua irmã para o fazer. Esta foi uma reviravolta interessante no episódio. Confesso que nunca me passou pela cabeça que a pessoa que tivesse a ajudar Carol fosse o seu irmão. Um ponto para a dupla Kessler.
C – Foi mesmo Lenny (Martin Short) quem mandou as botas de Joe (Campbell Scott) e o telefone de Danielle (Mädchen Amick) para o lixo (e isto foi bastante previsível). Já não tão esperado é o facto de ser Lenny quem entrega o dinheiro a Tom. Depois de Tom estar mais perto do que nunca da verdade usará ele dos conhecimentos que tem para chantagear a família Tobin em virtude das suas dificuldades económicas? E terá isso levado à sua morte? Este parece-me ser, até ao momento, o caminho que mais sentido faz. Teoria a comprovar no futuro.
Um último comentário: lembram-se daquele final onde víamos uma Patty Hewes a gritar ao telefone que não percebia porque é que “aquilo” tinha acontecido já que “o” tinha mandado parar? Depois deste episódio, tenho quase a certeza que estará relacionado com toda a história do Michael e do seu futuro neto. Ah! E Gleen Close “acabou” de ganhar o Emmy com as cenas em que descobre que vai ser avó e na conversa com a “nora”.
P.S. – Onde anda Julian Dreker (Keith Carradine) ?





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Lookas sim senhor
oi? lol
A cara da Glenn Close qdo descobre k vai ser avó foi algo verdadeiramente único…
A Glenn Close até a olhar pela janela do carro fica com ar mortifero. E foi só de mim ou o apartamento onde o Tom estava era parecido ao da Carol?
lOL não reparei nisso
Apesar de ter sido um episódio mais parado e de o Frobisher parecer uma carochinha à procura de “marido” para a sua redenção ecológica… tivemos alguns momentos bem bons:
- A conversa entre o Tom e a Ellen, especialmente quando ela diz que ele não quer contar nada à Patty com medo que ela o considere um fraco e quando ela diz “If I had to deal with Patty every day… I would lose myself”
- A revelação de que o Joe manipulou a própria irmã para que ela matasse a Danielle.
- Toda a história de a Patty descobrir que ia ser avó através da Ellen. Foi espectacular: primeiro aquele ar impávido dela, depois a tentar disfarçar e a dizer que já sábia, e mais tarde a conversa com a Jill… grande Glenn Close! Merece o Emmy pela 3ª vez!
Por acaso também fiquei com a ideia de que o Tom (no futuro) e a Carol (no presente) estavam os dois no apartamento do Leonard. Mas se calhar foi só impressão.
Excelente crítica, mas só com um pequeno erro: o Leonard mandou para o lixo as botas do Louis e não do Joe.
:4:
Lembro-me bem deste episódio. Fiquei um bocado “zangado” com os argumentistas por nos tentarem levar para caminhos muito óbvios. Como o ZB disse nuns posts atrás nós já sabemos como é a dinamica de Damages: dá-se uma outra pista que nunca corresponde a realidade, baralha-se o telespectador e depois temos uma resolução inesperada.
No entanto, as pessoas não são parvas e nunca “engoliram”, por exemplo, que Ellen e Tom tivessem mesmo um caso.
E o regresso de Frobisher caído do nada foi um bocado despropositado. Se bem que depois até tem uma certa importância para o final da temporada.
E sim, tens razão, as botas é de Louis e não de Joe. :bored12: