Esta temporada, a série conseguiu algo que eu dificilmente imaginaria. Após uma primeira temporada muito irregular e que ficou aquém das expectativas, a benesse dada pela FOX fazia supor que os erros seriam corrigidos. Afinal não!
Se errar é humano (e, portanto, considerado normal), errar duas vezes consecutivas já não o é. Ainda por cima depois de todo o palavreado debitado por “Joss Whedon, afiliados e súbditos” ainda antes desta nova temporada começar. Todos sabiam o que fazer, todos tinham aprendido com os erros e até a influência da FOX era coisa do passado. Afinal a montanha pariu um rato e nem foi preciso meter alguém na máquina do tempo e enviá-lo para o Japão feudal.
A temporada teve, essencialmente, um grande problema: as histórias. E isto, em duas vertentes:
- Quando se baseavam em casos, os erros da primeira temporada voltavam: missões simples e enfadonhas. Nem os actores convidados (alguns com créditos firmados) conseguiam evitar a sensação de desperdício de tempo. Do nosso e do dos argumentistas, pois mais tarde a confusão foi muita.
- Quando decidiram avançar com a mitologia, já a a série estava à beira do cancelamento. E aí, a táctica parecia-me simples: fechar as histórias da melhor maneira e não inventar. A expressão “keep it simple” não podia calhar melhor mas ninguém ousou pronunciá-la. «Invente-se um twist que não conseguimos explicar!» ou «Vamos tentar meter o máximo de histórias no menor tempo possível!», devem ter sido algumas das instruções ouvidas por lá. E assim foi grande parte dos episódios, numa caminhada confusa e acidentada até ao final caótico da série.
Com as histórias a falharem muita vez, salvaram-se algumas personagens:
- Topher (Fran Kranz) – De quase um mero comic relief (muitas vezes sem piada) Topher passou a ser uma personagem muito mais complexa. Um crescimento que o actor soube personificar na perfeição.
- Victor (Enver Gjokaj) – Este confirmou tudo o que já tinha mostrado na temporada anterior. Sempre que apareceu (e as histórias davam-lhe relevo), nunca desiludiu. Foi muitas vezes o metrónomo de alguns episódios, apesar de algumas fracas partituras que lhe entregavam.
- Sierra (Dichen Lachman) – Com Victor formou uma dupla que ficará para mais tarde recordar. E enquanto active ficará como a mais fiel representação do que é ser um.
- Bennet (Summer Glau) – Uma bela adição à temporada. Trouxe consigo a qualidade de representação já conhecida e uma interessantíssima interacção com Topher. Sem ela, o Topher desta temporada estaria incompleto.
- Adelle (Olivia Williams) – À sobriedade do costume juntou-se algumas surpresas escondidas sob o seu impecável vestuário. Uma senhora na representação.
Das restantes personagens não reza a minha crítica. Seja porque foram largamente desaproveitadas, seja porque a sua presença foi diminuta ou seja porque a sua presença foi enfadonha e inócua.
Apesar desta temporada ter tido alguns (infelizmente poucos) episódios muito bons, serão alguns da primeira que merecerão sempre o meu maior destaque. Mas mesmo assim, pouco (muito pouco!) para uma série com vinte e seis episódios. Foram duas temporadas muito irregulares e um segundo ano ainda mais frustrante que o primeiro, de uma série que começou como algo que poderia ser e terminou em algo que nunca chegou a ser.

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Está tudo dito: uma série absolutamente frustrante que não irá deixar saudades!
Nesta temporada, o único episódio que gostei foi ‘Belonging’.
Joss Whedon + Eliza Dushku = NO! Foi um suplício ver a Eliza em algumas cenas. Sempre gostei dela no Buffyverse, como Faith, mas parece que até hoje esse foi o único papel que desempenhou com competência.
Dollhouse tinha quase tudo para ser uma grande série. Infelizmente, também admito que não vai deixar saudades.
Não gostei do início da temporada, nem do fim. As coisas até estiveram fixes entre o “Belonging” e o “The Attic”, mas depois descambou ali para o fim, que foi completamente apressado e muito mal conseguido. Então o último episódio foi uma coisa completamente… má.
O melhor episódio? Belonging ou The Attic.
O pior? Entre Epitaph Two, Getting Closer e Hollow Men venha o diabo e escolha.
Desculpa lá dizer isto, mas para escreveres uma review sem conteúdo ou qualquer justificações ou argumento mais valia não o teres feito.
É certo que a série oscilou, mas ela já vinha torta da primeira temporada, conseguir fazer algo de uma série antecipadamente dada como morta era difícil e claramente também não houve esse interesse. Havia ali muito bons argumentos, sobretudo quando conhecemos o the Attic, o melhor episódio da série, e toda a mitologia associada. O problema nunca foi o argumento, foi o facto de o desleixo de um autor que já não tinha interesse na própria série, tudo foi despejado a correr.
Desculpa lá dizer isto, mas para escreveres uma review sem conteúdo ou qualquer justificações ou argumento mais valia não o teres feito.
????
Deves estar a ler mal, ora relê lá o texto com atenção.
Eu não vejo no texto argumentos, só vejo criticas sem enquadramento na série e uma descrição de personagens.
Desculpa lá dizer isto, mas para escreveres uma review sem conteúdo ou qualquer justificações ou argumento mais valia não o teres feito.
Talvez se leres com atenção o texto chegues a alguma conclusão. Está lá tudo o que eu achei da temporada e sem spoilers. Revê lá o teu conceito de “justificações”. Se são argumentos que tu não concordas, aí o assunto já é outro.
É certo que a série oscilou, mas ela já vinha torta da primeira temporada
Essa é sempre uma excelente justificação para todos os problemas de uma série. Se correr mal, a culpa é sempre do que vinha de trás. Porque melhorar algo é uma tarefa humanamente impossível.
O problema nunca foi o argumento, foi o facto de o desleixo de um autor que já não tinha interesse na própria série, tudo foi despejado a correr.
Ora portanto o problema não foi o argumento mas ele despejou tudo a correr. Despejou o quê? Água? Personagens? Laranjas? Mete lá histórias na tua frase e até vês que concordas comigo.
Entendo perfeitamente o ponto onde quer chegar mas discordo de como o abordou. Este artigo pende para a reflexão depois de já muito ter sido por aqui escrito em detalhe sobre cada episódio.
Também ele se torna pertinente porque a série foi recentemente exibida totalmente descontextualizada no canal FOX Life, que se deveria correctamente chamar FOX Woman (á laia de SIC Mulher) pois o canal evoluiu do inicialmente interessante e generalista (desde que chegou à uns anos atrás à TVCabo) para as temáticas mais femininas e a série Dollhouse nesse aspecto estava fora de sitio por lá.
Um FOX, FOX Next ou FX, teriam sido muito mais acertados (afinal agora os canais já existem todos nas várias plataformas e assim para a FOX nacional teria sido o mesmo).
Mas adiante…
Identifiquei-me plenamente com o artigo pois ele também funciona como uma catarse, onde os bons sentimentos que havíamos construído pela série na segunda metade da 1ªT acabariam reprimidos pelo rumo irregular que surgiu com a 2ª temporada (a meio safou-se bem mas o desfecho foi pobre). Basta ver os dois Epitaphs que terminam cada temporada (juntos funcionam como um tele-filme) e se perceberá isso.
O que aqui neste artigo se faz é perceber o que se salvou de bom numa série que trilhou os vários caminhos possíveis para falhar.
O artigo apenas falha pelo título, que leva a crer ser uma análise profunda a toda a temporada, quando no fundo não o é verdadeiramente sendo mais uma divagação sobre ela.
Digamos que o caro Maciel, em vez de apurar toda 2ªT como uma review passou a depurar o que restou de melhor dela. Encarei-o no imediato como uma “divagação sobre” e não uma “descrição de” e muito sinceramente este tipo de reflexões também fazem falta surgirem tempos depois, quando o que fica para se falar de uma série é o que deixou marcas e não as emoçoes a quente de quem acaba de ver (e isso até já foi feito por aqui). Felicito o Maciel por ter sabido gerir os dois tempos e os dois públicos que a viram (os que seguiam pela data original e os bons que acabaram de ver e descobrir pela TV no FOX Life).
Por isso, caro Vicente, as suas observações podem ser vista como pertinente mas deixam de fazer sentido real. Até porque se ainda nem a viu (a 2ªT) não se sentirá ainda dentro deste contexto que o artigo nos transporta.
Pessoalmente, senti uma empatia pelo artigo do Maciel, porque como fã da série depois que a série regressou em Janeiro 2010 para a recta final que nunca mais consegui escrever sobre ela, lá no meu espaço e até comentar por aqui sobre o final. São hurt feelings que só talvez agora consiga recuperar para me dedicar a umas linhas sobre ela. Como vê, “mea culpa” também!
(Hummm… com tudo isto o Maciel voltou a fazer-em realmente a dedicar imensas linhas sobre Dollhouse de novo. Vou aproveitar já estas daqui… Yuupiii!!!)
Como grande fã da série Dollhouse desde o inicio, começo por dizer que gostei desta série. Uma série que poderia ter sido muito melhor do que realmente acabou por conseguir estabelecer. O que poderia ser uma série séria e adulta, acabou por se confinar a um entretenimento que não chegou a lado nenhum.
Por vezes, são os episódios finais que salvam uma temporada e a impressão que temos dela. Em Dollhouse a maior desilusão foi como nos deram todo o final apartir do Attic (foi nesse que votei por ser bom e o último dos cativantes de assistir). O episódio 12 (o 1º final da série – o Epitaph Two resolve outra narrativa, ainda ligada a esta) também não desgostei mas foi tudo muito estabelecido a correr.
Sabíamos bem que estava cancelada desde cedo mas o ter de resolver tudo á pressa, com facilitismos a mais em certas questões para o que se pedia.
Neste aspecto, a maior traição/desilusão foi quando se soube quem era o manda-chuva por detrás de tudo isto -parece que não havia mesmo mais ninguém e foi claramente um arranjo).
Depois a continua elevação da Echo a super-heroína sem ela ter nada para o ser quando afinal até a November conseguiu atingir algo parecido com a Echo -e ao menos esta actriz era bem boa e cheinha (. )( .) …
O que realmente salva-se da série foi realmente o núcleo de personagens depois da choca da Echo: Adelle (ela foi sempre espectacular), Topher, Victor & Sierra, November (enquanto ela teve protagonismo) e mais tarde a curta passagem da Dra. Bennet (esta é que deveria ter sido a Echo desde o inicio -mas ela na altura estava em Terminator TSCC… e já por lá era a que ia salvando a série).
O ponto mais negativo que obtive de todos os episódios da Dollhouse foi o Epitaph Two… mas que tristeza de episódio!
Depois de o Epitaph One ter sido principalmente o que catapultou a série para um nível super desejado para uma 2ªT, e que ela nunca conseguiu voltar a mostrar, com a segunda parte o que vimos foi uma barbaridade sem jeito.
E no fim a maior desilusão ao nos deparamos com a resolução “cheia de esperteza saloia” com a Echo receber o imprint do “amado” e ficar a namorar dentro da sua mente. Shame on you, Whedon!
Foi pena ver descambar algo assim com uma premissa que muito gostei.
É que pelo meio, muitas questões complexas abordaram-se mas nunca se foi mais além. É essa a culpa que deixo á Dollhouse: esbanjaram tudo aquilo que tinham de bom!
Eu vejo Dollhouse com agrado, mas longe de me apaixonar com outras séries do Whedon.
Para mim grande falaha está no elenco, péssimo elecon. A Eliza nunca teve nem nunca terá capacidade para protagonizar o que quer que seja.
Depois foi o rumo que a história tomou. Ainda por cima com temporadas tão curtas e nem esse factor sabiam aproveitar.
Ainda não peguei na segunda temporada, portanto não posso votar.
Já sei que sou a “marginal” aqui, mas aforo esta temporada. Admito que fizeram borrada com o “Hollow Men” mas ao ver esta série, vejo algo sempre diferente.
Não adoro Dollhouse como os outros trabalhos de Joss, mas adoro.