[SPOILERS] Um bom caso que reflecte sobre assuntos actuais, boas piadas, revelações surpreendentes de teor cómico, relance sobre assuntos pessoais das personagens principais. O que é que se pode pedir mais de um episódio standard como “Private Lives”?
Não foi necessariamente na parte relacionada com o diagnóstico que encontrei interesse neste caso, mas sim no dilema que surgiu. Apesar do assunto “internet/privacidade” estar já, de certa forma, muito batido, este caso conseguiu trazer algo de interessante ao episódio. Frankie (Laura Prepon), não só abdicava de grande parte da sua privacidade e da do seu marido, mas abdicava também da sua vontade própria, ao deixar os comentadores do seu blogue tomarem decisões por ela. A melhor parte do confronto entre ela e o seu marido foi quando ela pediu aos visitantes do seu blogue para lhe dizerem se devia optar por uma operação de dez em dez anos ou fazer uma cirurgia que lhe impediria de ter filhos para sempre. Claro que no fim tudo acabou tudo a melhor maneira e a lição foi (parcialmente) aprendida, como na maior parte dos casos. No entanto, gostei no geral de todo o seu desenvolvimento.
«Be not afraid. The forest nymphs taught me how to please a woman»
Todos nós temos fantasmas do passado que queremos manter escondidos dentro armário, mas alguns acabam sempre por sair cá para fora. Aposto que o Wilson (Robert Sean Leonard) não estava nada à espera que House (Hugh Laurie) descobrisse que ele fez um filme pornográfico. Aposto também, que ninguém estava nada à espera que Wilson, o oncologista que representa o bom senso, tivesse participado num filme pornográfico. Em “Feral Pleasures”, Wilson prova que as ninfas não servem só para inspirar Camões a escrever. As consequências foram hilariantes. Com todo o hospital a saber do feito, parecia que estavam todos inspirados para gozar com o médico. Tudo à volta do filme foi excelente, proporcionando-nos as melhores partes de comédia do episódio. O próprio excerto do filme, as bocas dirigidas a Wilson e ainda cartazes com frases como as em baixo, foram todos excelentes.
- “She discovered he was part stag, but all man”
- “The nymphs taught him secrets that no man was meant to know”
- “He was a wild love-god in a world grown too tame”
Por falar em comédia, não posso deixar de referir o speed dating. Com House, Wilson e Chase (Jesse Spencer) juntos a conheceram possíveis novas amantes, o resultado foi o esperado: cenas bem engraçadas. Só achei a história do Chase acerca de ser bonito e por isso conseguir tudo o que quer das senhoras, um bocado desnecessária. Ainda assim, foi engraçado vê-lo a dirigir-se às speed daters de uma forma brejeira.
No meio disto tudo, ainda tivemos direito a uma história que vem no seguimento da tal mudança de House. Mudança esta que vem ocorrendo com muitos altos e baixos desde “Broken”. Sem se ter desenvolvido muito profundamente, vejo esta história do livro como algo bom em termos de desenvolvimento pessoal da personagem e ainda deixou em aberto uma possível futura reunião entre o House e o seu pai.
Foram 43 minutos muito bem passados, que provam mais uma vez que é possível fazer um episódio que segue a velha fórmula, e ainda consegue trazer algo de novo e engraçado.





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Eu só não gostei da publicidade descarada à Apple.
O melhor do episódio foi mesmo tudo aquilo que não teve relação com o caso médico. Muito engraçado!
Engraçadito. Vê-se bem. Ver o RSL a fazer aquele papel foi imperdível. :muahaha:
Finalmente um episódio de House que não me deu sono. As cenas do House e do Wilson à volta do filme do Wilson foram simplesmente hilariantes.
Wilson num filme pornográfico… GENIAL :yuupii: E o Chase armado em anormal no speed dating, muito bom
Para alem do parte cómica, gostei bastante da reflexão sobre a quanto estamos dispostos a abdicar da nossa privacidade por causa da internet. Foi bastante interessante.
E será que vamos ter um encontro entre o House e o pai biológico?
:4: