[SPOILERS] Cada vez mais parece que, nos dias que correm, dizer bem de “Lost” se tornou politicamente incorrecto. Se se gosta é-se zombie e não se percebe nada disto, dizem os donos da razão. Mas sabem que mais? Eu estou-me a lixar para os detractores. Sim, eu gosto da série. Eu gosto tanto da série hoje como gostava no início. Gosto da mesma apesar das suas falhas reais e das inventadas pelos “aziados” do costume. E gosto, e irei continuar a gostar depois dos seus minutos finais, mesmo sabendo que vão ficar muitas pontas soltas, tal como eu já me tinha mentalizado que ficariam desde há algum tempo. E a quem a minha opinião (que vale o que vale) não lhe diz nada, meus amigos, a Internet é muito grande, existem por aí outras opiniões semelhantes às vossas, por isso, têm toda e qualquer liberdade de ir procurá-las. Eu escrevo porque gosto. Não escrevo em busca de aprovação de pessoas que nem conheço.
Agora que o peso saiu do peito e o veneno foi destilado, passemos ao que interessa: “Dr. Linus”, um episódio que, tal como o próprio título indica, se foca num tal de Benjamin Linus (Michael Emerson), um dos grandes vilões da série. Pelo menos, até hoje.
“Dr. Linus” apresenta-nos três plots, dois deles intrinsecamente ligados (o Ben da ilha que procura penitência pelos seus erros; o Ben do sideways que procura redenção junto da Alex) e um terceiro que, apesar de distinto, acaba por convergir para um dos outros no final. Os dois primeiros são um triunfo pela sua estruturação, pela sua convergência e pelo grande actor que é Michael Emerson, que tem a incrível capacidade de nos fazer gostar de um personagem que raramente pudemos confiar ao longo da série e que aqui nos deixa convencidos que realmente ele encontrou o seu lugar (surpreendentemente, ou se calhar até não, ele escolhe o lado desta batalha pela ilha que talvez fosse menos previsível). O outro plot centra-se no Richard (Nestor Carbonell), no Jack (Matthew Fox) e no Hurley (Jorge Garcia) que decidem fazer uma paragem no Black Rock para que o primeiro se possa despedir desta vida. Eu acho que este foi o ponto fraco do episódio por causar as frustrações do costume, mas já abordarei a questão mais à frente. Primeiro que tudo, voltemos ao Ben.
É difícil dar como adquirida a ideia de que os flash-sideways são o epílogo da série e, tal como esta série sempre fez questão de focar, o que parece muitas vezes não o é. Por isso, por muito que o sentimento de que esteja (eu e meia Internet) certo, a verdade é que nada é certo. Ainda assim, este foi o episódio em que tal suposição mais força ganhou.
Quase no final da quarta temporada, o Ben assistiu à morte da sua filha roubada. Ele colocou a ilha e os seus interesses acima da pessoa que mais amava e perdeu-a para sempre. Agora, depara-se com um dilema do mesmo género mas apresentado sob duas formas diferentes: na ilha, o FLocke (Terry O’Quinn) volta a dar-lhe a oportunidade de ter o poder que sempre quis, as chaves do reino, aliciando-o a que se junte à Team Smokey; no flash-sideways, uma versão Ben professor de História Europeia tem agora a oportunidade de se redimir perante a escolha que fez na quarta temporada. E enquanto na ilha ele acaba por se penitenciar perante a Ilana (Zuleikha Robinson) de ter morto o Jacob porque estava zangado por ter tomado a decisão errada perante a questão da Alex (Tania Raymonde), fora da ilha ele redime-se do erro que cometeu e prefere abdicar da sua ascensão a director da escola para dar a uma Alex Rousseau um futuro. Estes dois plots são de uma escrita exemplar, e se a isso juntarmos um desempenho fenomenal do Michael Emerson (especialmente, na emotiva cena que ele partilha na selva com a Zuleikha Robinson), temos os ingredientes certos para quarenta minutos bem passados.
Quanto ao terceiro plot, este traz consigo um aspecto que sempre causou (e agora, na recta final, ainda tem causado ainda mais) uma enorme frustração a quem segue a série: os rodeios. Ora, o Jack e o Hurley encontram o Richard no meio da selva e perguntam-lhe de onde é que ele vem e, claro está, ele diz que isso não interessa para agora e que explica mais tarde. Depois, o Jack ainda é usado pelos argumentistas para mandar uma boca ao público. E, mais tarde, apanha o Richard numa posição que lhe dava alguma vantagem para exigir respostas e não o faz. Ainda que as interpretações do Matthew Fox e do Nestor Carbonell sejam bastante agradáveis e que o Hurley continue com piada, não evita que deixe um gosto amargo na boca quando se vê claramente que o “empatar” da questão está a ser feito propositadamente. A série sempre foi assim, isso é inegável. E esta característica tem um impacto que varia de pessoa para pessoa (há quem fique irritado; há quem não se importe muito). Mas mesmo para quem tem paciência de santo isto por vezes é frustrante.
Outros pontos de interesse:
- Os piscares de olhos dos flash-sideways a ocorrências de temporadas anteriores são sempre uma delícia (o Ben a dar oxigénio ao pai em contraponto de o ter assassinado com gás). E para quando for rever a série toda serão ainda mais interessantes, visto muitos deles agora passarem despercebidos porque os episódios antigos não estão tão frescos na memória.
- Por falar no Ben e no pai, aqui é-nos dada a informação de que eles estavam na ilha e tiveram de abandoná-la a determinada altura (porventura, quando algo aconteceu para que ela se afundasse). O que não é hipótese que não tivesse sido já colocada. Porém, falta encaixar aqui uma peça para que isto faça sentido. Falta saber se o afundamento da ilha é ou não consequência da bomba de 1977. Porque se for, na altura em que a bomba explode o Ben ainda estaria entre os Outros.
- Segundo o Richard, o toque do Jacob é a razão dele ser especial. E não é imortal, visto que outra pessoa lhe pode tirar a vida. Ele apenas não pode fazê-lo por si próprio. E isto significa que o Jack e companhia estão nas mesmas condições e pode ser a justificação para que o Jack não tenha conseguido saltar na ponte no final da terceira temporada.
- Em relação aos candidatos, a Ilana confirma que só já restam seis (Jack, Sawyer, Hurley, Sayid, Kwon). Quem é o outro? Ela sabe que o Locke está morto. Logo nunca poderia estar a referir-se a “só restarem seis” sabendo que o Locke já não conta. Serão os dois Kwon? Será a Kate (Evangeline Lilly), que não tinha o nome riscado no farol? Será que foi falha na contagem de quem escreveu o episódio?
- A forma como o Richard olhou para as algemas do interior do Black Rock deixam-me quase certo que realmente ele chegou à ilha a bordo do navio e como prisioneiro.
- O final do episódio (a sequência pré-Widmore) trouxe-me à memória os episódios mais clássicos da série, que terminavam com uma montagem (sempre bem acompanhada pelo Giacchino) dos sobreviventes a lidarem com as diferentes questões que tinham sido abordadas durante o episódio. E aqui tivemos ainda direito a uma reunião (que me fez lembrar a chegada da Juliet ao acampamento no “One of Us”, especialmente, pelo ar de desamparado do Richard).
- O reencontro entre a Sun (Yunjin Kim), o Jack e o Hurley coloca em perspectiva uma questão bastante pertinente, que eu já referi várias vezes, e que tem a ver com a pouca distância temporal que existe entre cenas desta temporada e cenas que se conseguem descobrir até no final da terceira. A queda do avião da Ajira para nós deixa a sensação de que foi há tanto tempo (porque esse episódio já tem um ano e meio), mas para os personagens passou uma semana (segundo a Lostpedia, apenas seis dias). O mesmo acontece em relação ao Jack suicida do final da terceira temporada e este Jack sem receio de apostar a sua vida do Black Rock. Para nós passaram anos. Para o personagem passaram, novamente recorrendo à Lostpedia, cerca de 12 dias.
- No final, surge em cena o Widmore (Alan Dale), vindo de submarino. Será ele aliado do Smokey ou do Jacob? Sempre nos foi dada a ideia dum confronto Ben/Widmore, que um representaria o Bem e outro o Mal, mas será mesmo? Ambos defenderam a determinada altura os interesses da ilha. Ambos, presumivelmente, foram escolhidos pelo Jacob para liderar a ilha. Mas será que o Widmore ainda tem alguma lealdade perante alguém que acabou por lhe cortar o acesso à ilha? Além disso, será que o Desmond (Henry Ian Cusick) vem também a bordo do submarino?
- O sacana do Jacob deve ser argumentista da série. Andou não sei quantos anos a prometer ao Richard que lhe contaria a verdade, que lhe diria qual o seu propósito, e depois partiu sem lhe revelar nada (especialmente, a existência de “candidatos” para o substituir). E a relação Jacob/Richard faz-me lembrar a relação argumentistas/fãs da série: eles prometeram explicar tudo, dizer-nos qual o propósito do nosso investimento na série, e estão a preparar-se para partir e deixar-nos de mãos a abanar. Estou a brincar. Pelo que oiço, leio e vejo, há coisas boas a caminho no que diz respeito às tão desejadas respostas, por isso, antes que alguém fique com ideias de cometer suicídio, relax and enjoy the show.





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Partilho da mesma visão com que escreveste. Grande, grande episódio. Está tudo dito no texto.
:4meio:
Não acho que seja o caso de ser “politicamente incorrecto dizer bem de Lost hoje em dia”, mas sim das pessoas estarem frustradas com a direcção escolhida, com a falta de respostas, com uma história que parece não estar a caminhar para lado nenhum. Todas as criticas que eu tenho lido são fundamentadas e apresentam argumentos para a sua frustração, criticas com as quais eu concordo. Descarto automaticamente as flames básicas e os ódios puros.
Mas felizmente isso não interessa para nada agora. Vou mas é ver o episódio e depois já cá volto para comentar.
Ah, e quanto aos zombies… eles até estão na moda, não te preocupes com isso! ;D
http://www.myprideandprejudice.com/wp-content/uploads/2009/07/Pride-and-Prejudice-and-Zombies-Cover.jpg
Eu as críticas que costumo ler (e vários comentários de pessoas que visitam), não vejo ninguém a reclamar da história não estar a ir para lado nenhum. Aliás, acho que o objectivo da temporada está bem à vista de toda a gente, logo esse argumento é estranho (não se gostar do caminho escolhido é uma coisa, dizer que não existe caminho é algo estranho). O que vejo é alguma frustração resultante na opção tomada de não revelar de imediato o que são os flash-sideways e se estes são algo que devemos ou não estar a investir o nosso tempo (de certo modo faz-me lembrar a Dawn da Buffy). Porque estas personagens são um pouco diferentes das que conhecemos há cinco anos e enquanto não tiver claro se vale ou não a pena estar a perder tempo com elas, essa indefinição torna frustração. Isto é algo que o Poniewozik, da Time, o Sepinwall e a Maureen Ryan, bem como muitos outros menos conhecidos, têm referido e ainda assim têm gostado de vários episódios (já agora, a EW considerou a série a 3.ª melhor que está no ar neste momento, que vale o que vale, mas é um exemplo de que há pessoas que estão a gostar da temporada e que cada um acha aquilo que procura*).
* Por exemplo, aquele artigo do Io9 que é bem representativo de se estar a falar, como dizem os brasileiros das novelas “da boca pra fora” (ainda nem sequer sabem o que são os flash-sideways, mas já sabem que estes não prestam e não trazem nada de interesse para a história). Por favor, se isto são argumentos bem fundamentados eu sou o Miguel Sousa Tavares.
Quanto à falta de respostas é sempre uma questão subjectiva, variando de pessoa para pessoa e sempre na medida em que importância as mesmas dão às coisas. Eu conheço listas de “perguntas” que têm lá coisas do arco da velha, tipo “porque é que ele disse aquilo naquele momento”. Enfim, os grandes mistérios vão ser abordados. Podem não ter a explicação que toda a gente ambiciona, mas querer respostas a tudo e mais alguma coisa, ainda para mais numa série feita de mistério, é ridículo. Já agora, eu até conheço algumas pessoas que defendem que não se deva responder a tudo, que devem haver algumas coisas deixadas à imaginação de cada um e que se assim for tem mais piada do que ter ali tudo explicadinho. O que é mais um belo exemplo de que “cada cabeça, cada sentença”.
Esta temporada não pode ser o aquele capítulo final chato e cinzento de um livro de enigmas, onde vamos apenas consultar as respostas e soluções. As coisas têm de ser integradas na histórias.
Foi até ver, e depois dos primeiros episódios LA X, o mais agradável. Nunca me identifiquei absolutamente nada com as novas personagens do templo, e o próprio templo. Era quase penoso assistir àquilo. Mas agora tudo isso é – felizmente – passado, e este episódio foi bastante bom.
De resto, só não percebi uma coisa. Quando o Dr. Linus foi fazer chantagem com o director da escola, porque não exigir também uma mera carta de recomendação para a sua “preferida”? Sejamos sinceros, comparado com pedir o emprego a alguém, pedir uma carta de recomendação é uma insignificância… O Dr. Linus poderia muito bem ter continuado a chantagem, afinal tinha na mão algo que podia destruir a vida profissional e pessoal do director… São daquelas historias um bocado mal contadas, e que não aconteciam (que me lembre). Masssss… Ok! Nada é perfeito.. Continuemos para o final!
:4:
Michael Emmerson é brilhante.
Só de pensar que inicialmente não tinham grandes planos para o personagem… OMG
http://sssseriestv.wordpress.com
Concordo com a Syrin em relação às “pessoas estarem frustradas com a direcção escolhida, com a falta de respostas, com uma história que parece não estar a caminhar para lado nenhum”.
Gostei da review e também gostei do episódio, embora ache que o enredo evoluiu muito pouco depois do promissor cliffhanger do episódio passado e que podia ter tido mais algum ritmo.
Independentemente da direcção da série o que nós temos a fazer é o que tu sugeres: relax and enjoy the show.
Eu estou-me a lixar para os detractores.
És tu e eu. Parece que qualquer diálogo é pretexto para erro, desorientação, desastre. Esta temporada insere um novo mecanismo narrativo, um novo confronto, uma nova história, arrisca como nenhuma outra série o fez ou faz, e ainda conseguem dizer que o caminho não é o melhor. Qua andamos à deriva. Mas em que sentido? Temos um duelo claro, duas facções que lutam uma contra a outra na ilha. É guerra, que ganhou agora um terceiro interveniente, Widmore. Aliado a isto temos os flashsideways, que para além de cumprirem a função dos antigos flashbacks, aprofundando as personagens, ainda contem uma história completamente nova num mundo que nunca conhecemos, num mundo em aberto. Quantos flashbacks existiram que não nos ajudaram em nada, que não forneceram nada de novo?Na altura ninguém se queixou, não percebo como podem agora afirmar isso em relação a algo tão empolgante. Reconheço claro algumas falhas, não sou zombie cego, mas caramba esta série é de outro campeonato, e este episódio foi mais uma prova disso.
Estes contos mais simples, mais discretos, são os meus favoritos. “Dr Linus” conseguiu a enorme proeza de nos tocar, de acreditar na redenção do homem mais dúbio de toda a série. O paralelismo entre as duas realidades foi muito bem construído, a interpretação de Emerson colossal e aquele momento com Zuleikha Robinson foi um dos momentos altos desta temporada.
:5:
Concordo basicamente com o que tu disseste. Não sou daqueles fãs hardcore. No entanto, confesso que gosto bastante de ver a série e estou a gostar de segui-la. Não concordo inteiramente que façam tantos mistérios e que estes fiquem durante muito tempo sem resolução. A série já anda tem seis temporadas (para aí 5 anos e tal) e nós ainda nem sabemos o que a ilha é/significa. Também me irrita um bocado quando eles perguntam as coisas uns aos outros e adiam sempre as respostas. Todavia, quando eu vejo os episódios não começo a sofrer pela respostas, não lhes ligo tanto. Eu sei que elas (pelo menos as principiais) virão, algumas serão satisfatórias, outras nem tanto. Vejo tudo mais como uma viajem e é como dizes “relax and enjoy the show”. Mesmo assim, acho que a série tem soltado algumas respostas e as personagens estão a falar cada vez mais abertamente. Já sabemos o que é o smokey e pelo menos neste episódio, o Richard e a Ilanna responderam a algumas coisas e não desviaram tudo.
Gostei bastante deste episódio, talvez seja o meu favorito até agora (da 6ª temporada). Se pensarmos bem, estes vão ser os penúltimos/últimos “centric-episodes” destas personagens e nesta 6ª temporada estão como se a despedir delas, quase como homenageando o seu percurso e dando-lhes o seu “closure”, a sua redenção que eles mereçem. No que toca a Ben e esta sua história no flash-sideways (intercalada com a da ilha), acho que foi perfeita. Simples, mas muito bem escrita e cheia de significado, tocando em todos os pontos mais importantes do seu percurso na ilha: A perda da sua filha, o esforço para manter o poder e para agradar o Jacob, o seu pai, etc… Já para não falar da prestação de Micheal Emmerson. No fim, fiquei super satisfeito com este episódio.
PS: Só não estou a gostar é da falta de Desmond, mas pode ser que isso mude com a chegada do Widmore. Espero que ele tenha direito a um último “centric” dele.
ZB, obrigado por relembrares coisas do passado, já nem me lembrava de certas coisas (tipo o Ben ter matado o pai com o gás).
Ponto 1: Caga para as críticas. Quem não vê Lost não sabe o que está a perder. Quem vê e não gosta não merece o ar q respira.
Ponto 2: É pá, não concordo nada ctg no que dizes sobre o “engonhanço” no plot do Jake/Richard. Ficaste a saber q o Richard veio no Black Rock e q todos aqueles em q o Jacob toca ganham um dom. E q o Richard não sabe qual o plano do jacob.É tudo menos engonhanço, penso eu.
Ponto 3: Não gostei muito da cena do submarino.
Ponto 4: Temos duas equipas claramente. Gostei da opção do Ben. Acho q estamos a entrar, definitivamente, no bom caminho para uma recta final alucinante.
Ponto 2: É pá, não concordo nada ctg no que dizes sobre o “engonhanço” no plot do Jake/Richard. Ficaste a saber q o Richard veio no Black Rock e q todos aqueles em q o Jacob toca ganham um dom. E q o Richard não sabe qual o plano do jacob.É tudo menos engonhanço, penso eu.
Sim, descobrimos algumas coisas. Eu estava-me a referir mais em concreto ao momento anterior, quando eles se encontram na selva e o Richard lhes diz que veio de um local qq mas que para ele dizer de onde ficaria para mais tarde, e depois mais tarde, no barco, o Jack que tinha ali oportunidade para lhe sacar mais alguma coisa.
Dentro do barco a intensão do Jake era outra, ele não estava interessado no local de onde o Richard tinha vindo mas sim testar a teoria dele q o Jacob não o ía deixar morrer.
Ele respondeu a isso mais tarde, ele tinha vindo do templo, onde todos estavam mortos. Só não lhes disse porque os queria levar para o Black Rock
Pois, é bem visto. Ele precisava de alguém para cumprir o seu objectivo (que o matasse) e se lhes tem dito na altura, o Jack teria ido a correr para o Templo à procura da Kate. :cool7:
Concordo com o teu texto. Ha que saber aproveitar a serie pelo que ela nos esta a dar. Se se pusessem a desbobinar respostas a bruta não tinha piada nenhuma. Prefiro que mantenham o mistério o máximo de tempo possível, deixando pistas para o que vai acontecer.
E neste momento temos coisas muito bem definidas. Temos dois lados para a guerra, e o Widmore que por agora ainda e uma wildcard.
O que estou a achar mais interessante relativamente aos flash sideways e que estão a apontar para a que lado da guerra cada personagem pertence. Temos o Jack e o Ben a redimirem-se e estarem na Team Jacob. Temos o Sayid a cometer os erros da passado e a ir parar a Team Flocke. A Kate redimiu-se, portanto calculo que neste momento esteja na team errada – ate pelo olhar que o Flocke lhe deu no final do episódio passado…
No total :4meio:
Eu estremeci, quando o Michael Emerson, com aqueles olhos de sapo, diz que vai para o Locke porque mais ninguém o aceita. É de facto uma actuação soberba.
O toque aqui foi extremamente importante:
Segundo o Richard, o toque do Jacob é a razão dele ser especial. E não é imortal, visto que outra pessoa lhe pode tirar a vida. Ele apenas não pode fazê-lo por si próprio. E isto significa que o Jack e companhia estão nas mesmas condições e pode ser a justificação para que o Jack não tenha conseguido saltar na ponte no final da terceira temporada.
Se olharmos para o episódio final da temporada transacta há Losties que ele toca e outros que decididamente não. O Sayid não é tocado, o Hurley é deliberadamente e o Locke n me recordo. O Jack também não, tenho de rever… mas pode ter alguma coisa a ver com o facto de uns partirem para uma facção pro-Jacob e outras para uma facção pro-smokey. Tens alguma razão em salientar isto.
Percebo a frustração da falta de respostas. Há hoje ainda muitas coisas que não consigo engolir relativamente às primeiras temporadas e creio nunca vir a obter respostas, como foi todo o drama Walt. Faria sentido o Walt (que era especial) ser o substituto natural do Jacob, mas aparentemente não será (ou será?). Depois há claro, a velha questão dos nascimentos na ilha, estará ligado ao facto da imortalidade dos outros? Mas voltando, eu próprio fico um pouco frustrado (e fiquei muito com a resposta do Richard), só que opto por deixar ver o que me irão mostrar. Foi uma aventura excepcional até agora, não vou saltar do barco porque não está a fazer muito sentido.
Boa review ZB.
Ahhh e é verdade. O Ben (alternativo) será de facto “criatura do mal” se os eventos foram alterados com a explosão e claro, estaria no templo. Isso nota-se ao longo do episódio.
O Sayid não é tocado, o Hurley é deliberadamente e o Locke n me recordo. O Jack também não, tenho de rever…
O Sayid é tocado quando está na passadeira, o Locke quando cai do quarto e o Jack quando recebe o chocolate.
Maciel, olha que acho que o sayid n é tocado… que ele apenas lhe chama para indicações.
Ele toca-lhe no ombro quando o Sayid se vira (após o atropelamento). Na altura não se nota, mas depois de rever a cena dá para ver.
então a minha teoria vai ao ar, mas ainda assim o toque é importante…
O facto do toque ser importante foi explicado pelo Richard no episódio. Já se sabe porquê. Não percebo as tuas dúvidas nisto.
Depois há claro, a velha questão dos nascimentos na ilha, estará ligado ao facto da imortalidade dos outros?
A resposta a isso estava num dos links do notícias da manhã de ontem (quinta). Parece que isso não será respondido directamente. A resposta será…
São essas respostas que me dão cabo da moleirinha. A ser assim não podiam meter essa explicação lá na série?? Tendo em conta que esse problema foi referido dezenas e dezenas de vezes, para mim seria lógico que o mesmo fosse respondido directamente na série. Uns meros segundos numa conversa e estava resolvido.
Pois, não faz muito sentido. Mas pode ser que eles ainda falem no assunto. Já houve outras coisas que eles disseram que não iam referir e depois apareceram.
Então se as pessoas em que o Jacob toca não podem morrer, está explicado porque é que o Sayd não morre…
Maciel Reply:
March 11th, 2010 at 17:01
O facto do toque ser importante foi explicado pelo Richard no episódio. Já se sabe porquê. Não percebo as tuas dúvidas nisto.
A minha teoria não tem nada a ver com o facto do toque ao Richard faze-lo de imortal. A minha teoria seria que o Sayid não teria sido tocado e dos 6 seria o único a “seguir o caminho do mal” (porque na verdade nunca soubemos mais nada do Sawyer e não me parece que ele tenha ficado como o Sayid). Logo a teoria estava no facto de 1 – o toque era importante porque definia-os como pretendentes ao trono do Jacob 2- os que não seriam tocados, pretendentes do Flocke. Sendo que faria lógica continuar a haver opostos na ilha mesmo depois da morte do Jacob e da partida do Flocke.
Michael Emerson. Simplesmente genial. Adorei todas as suas “facetas” e adorei o episódio. E obrigada por me lembrares alguns pormenores passados ZB, grande critica!
Já não me lembro dos pormenores todos mas lembro-me que gostei ainda mais do episódio á segunda vez que o vi. Não esperava ver o Ben escolher o lado que escolheu no confronto. Continua a ser das minhas personagens preferidas da série. E que grande actor.
:4meio: