[SPOILERS] “Spartacus” não é uma má série. Consegue trazer algo diferente, uma vez que não existem actualmente muitas séries que se focam em dramas de épocas mais antigas. Mas vejo-a apenas como um bom guilty pleasure. Como já disse anteriormente, depende muito do que se está à procura nela. É a falta de pudor? O sangue? As lutas? Se for isto, então está-se bem servido, o que não falta nesta série é isso. Mas para mim uma série não pode ser feita só disto. Claro que “Spartacus” não é só feito disso, tem algumas histórias menos interessantes e outras melhor conseguidas, mas acho que infelizmente, estas nunca chegam a mostrar o seu potencial.
Normalmente, são John Hannah e Lucy Lawless, como o casal dono do Ludus, que fornecem aos episódios as melhores partes da história e as melhores representações. Se bem que o Hannah nem sempre me consegue convencer totalmente, a gerência do Ludus traz sempre alguns momentos interessantes. Mas, neste episódio, senti novamente que algumas destas histórias voltaram a arrastar-se. Na verdade, o fetiche de Lucretia e Ilythia (Viva Bianca) com o Crixus (Manu Bennett) já me começa a enfastiar um bocado. Já está a ser explorado há algum bocado, mas ainda não passou de vermos Lucretia a aproveitar-se do gladiador e de Ilythia a fazer uma poça de baba cada vez que o vê a treinar ou a lutar. Para além disso, eles continuam-se a queixar das suas dívidas e da seca (se bem que estas foram solucionadas aqui no fim do episódio), nada de novo aí. Talvez o melhor foi o ritual com a feiticeira de Juno, que deixou umas confissões no ar que tenho a certeza que Ilythia não se vai esquecer no futuro.
A vingança de Batiatus também acabou por me desiludir um bocado. Ele mata uma família inteira e ainda manda matar uma criança e aquilo pareceu-me o mais trivial possível. Talvez seja uma consequência de praticamente não haver uma distinção definida entre o “bem” e o “mal”, sendo que o que existe é apenas os objectivos pessoais de cada personagem. Cada um faz o que quer e lhe bem apetece, e acaba por ser normal e admissível. Acho que faltou uma certa potência emocional à cena. Ainda assim, foi interessante ver que o melhor é mesmo não nos metermos com Batiatus.
Neste episódio também houve aquele pequeno cliché de dois inimigos a lutarem em conjunto para vencer um inimigo comum maior. Crixus queixa-se da falta de empenho de Spartacus (Andy Whitfield) com a arena, enquanto Spartacus relembra que existe na vida mais do que batalhas sangrentas. Eles envolvem-se numa pequena luta sem roupa no chão, mas hey, isto é “Spartacus”. E por fim chegamos à luta final, que até foi interessante. Porém, não posso deixar de pensar que, há dois episódios, Spartacus perdeu redondamente contra Crixus, depois no episódio seguinte mata uns brutamontes, treina mais um bocado e agora consegue vencer Theokoles (Reuben de Jong), um guerreiro que supostamente era tão poderoso que nunca perdeu contra ninguém? Enquanto Crixus é derrotado com tanta facilidade? E ainda Theokoles é atravessado por uma espada e continua ali na boa? Eu sei que a série tem a sua dose de fantasia, mas esta luta foi muito fantasiada. Ainda assim, teve a sua dose de supense e foi engraçada de ver.
Apesar das várias criticas que faço ao inúmeros defeitos da série, acho que esta dá para entreter por enquanto e continuo a dizer que tem potencial para fazer bem melhor. Depois de já ter visto o próximo episódio, tenho a certeza que vou ter melhores coisas a dizer na minha próxima crítica.





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Eu gramei à brava este episódio… aliás este e o sexto tem uma componente já a nível de enredo, num patamar muito superior ao que tem sido apresentado até agora. Gostei muito mesmo. E depois aquela Viva Bianca tira-me do sério…
Eu ainda achei este um ainda um bocado morno. No entanto, gostei bastante do sexto, para mim nesse é que deu ali um bom saltinho.
Aff, pra mim esse episódio foi o melhor de todos, quando a parte de emoção acho que não faltou não, sério alguém que vive como eles acho que não tem muito sentimento quanto a vida das outras pessoas. E a luta contra o Theokoles, apesar de exagerada, foi MUITO BOA, a melhor luta da série até agora.