[SPOILERS] Se há coisa que esta série não é, é delicada. “Spartacus” não tem medo de mostrar as coisas na sua forma mais bruta e crua. Tratando de coisas delicadas, o episódio manteve a violência e o conteúdo explícito. Vamos praticamente a metade e para mim, “Delicate Things” foi facilmente o melhor episódio até agora.
O que é que resultou neste episódio? Para mim, foi a conjugação de três elementos: as personagens surpreenderam-me, o suspense e a tensão foram muito bem conseguidos e houve uma narrativa bem direccionada e com várias surpresas.
Depois da vitória na batalha do episódio anterior, Spartacus (Andy Whitfield) finalmente vai receber a recompensa: a sua mulher vem a caminho de Cápua. Mas o destino de Sura (Erin Cummings) como escrava permanece, e depois de Spartacus se aperceber disso, ele não simplesmente não podia ficar de braços cruzados. Os vários cenários da sua fuga ilustrados cheios de sangue, foram divertidos de se ver. A série conseguiu aí montar uma tensão excelente, pois esta fuga era à partida difícil e muito arriscada. Acompanhada de muito suspense, a montagem do plano de fuga, desenrolou-se de uma forma muito inteligente por parte de Spartacus. Desde a ideia da orgia para embriagar os soldados, até ao roubo do “anestésico” para drogar o Doctore (Peter Mensah), Spartacus mostrou que também sabe trabalhar com o seu cérebro e não só com a espada.
Claro que alguma coisa estava prestes a correr mal. Não estava a ver esta fuga a realizar-se sem pelo menos algum dano colateral. Pensava que o Doctore ainda ia apanhar Spartacus, mas não foi esse o caso. No momento final, consegui ficar surpreendido. Sempre encontrei muita facilidade na maneira como Batiatus (John Hannah) prometia o reencontro com a mulher a Spartacus, contudo acreditava nas suas palavras. Claro que havia alguma por de trás desta ideia, e foi só depois de ver Sura a sangrar nos braços do seu marido, ao mesmo tempo aliado às palavras de Batiatus, que consegui ver, pela primeira vez, o dono do ludus como um (verdadeiro) vilão nesta história. Desta vez sim, ele conseguiu-me convencer totalmente.
Entretanto, no meio deste episódio, houve também uma história que não deixou de ser interessante: refiro-me à morte de Barca (Antonio Te Maioho) . A morte nesta série é uma das coisas mais banais, e a personagem em questão era daquelas que mais me passava ao lado. No entanto, consegui sentir pena pela personagem, especialmente por toda a injustiça da situação. Mas é assim que as coisas acontecem nesta série. Esta trama ajudou a enriquecer dramaticamente o episódio e ainda revelou o verdadeiro carácter traiçoeiro de Ashur (Nick Tarabay).
“Delicate Things” deixa em aberto algumas portas para futuras tramas que poderão ser bem interessantes, nomeadamente uma vingança de Spartacus e a vida de Sura na casa de Batiatus. Até agora nenhum episódio da serie convenceu-me tanto, e espero que os próximos episódios se mantenham tão bons quanto este.





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Esta série está a surpreender-me passou no meu livro de dispensável a must see every week! Este episódio foi prova disso.
Realmente este episódio foi muito melhor que os outros e fico contente por ser uma pessoa paciente e não ter abandonado a série logo nos primeiros episódios.
O Batiatus é um grandessíssimo idiota! Gostei do episódio.