[SPOILERS] “Too pretty. I bet he takes yoga classes just so he can pick up girls. Probably subscribes to the New Yorker, but doesn’t even read it. Just leaves copies lying out so people can see them.”
Tom Demming (Michael Trucco). Detective de Roubos. E o homem que provoca uns esgares de cobiça no belo rosto de Kate (Stana Katic). Tinha que acontecer, um dia. Um elemento masculino, funcionando como o fruto tentador, no casto ambiente em que a parceira de Rick (Nathan Fillion) se movimenta. Alguém capaz de fazê-la suspirar. Um terceiro elemento, criteriosamente plantado na equação que, até agora, vivia apenas de Kate, Rick e as suas conquistas pontuais. Mas agora, Rick tem um rival…
Paul Finch (Erik Betts). Ladrão reformado, mas com senso de honra, numa última missão, como favor a um amigo. E morto, para todos os efeitos. Dentro do próprio carro, de forma algo bárbara. Electrocutado pela bateria do automóvel. Quando se trata de infligir dor, parece que a imaginação não tem limites. Finch tinha perpetrado um roubo digno de figurar no top dos melhores. Um túnel. Um cofre. E uma montanha de dinheiro…que não levaram. Num trabalho para dois, e com Finch morto, resta apenas descobrir quem era a sua companhia, no audacioso plano.
O caminho para tal revelação passa por descobrir, em primeiro lugar, o que guardava de tão importante o cofre. Fred Cana (Bruno Amato), o proprietário, um mafioso com mau gosto a vestir, é um homem de mão do chefe do crime organizado, Victor Racine (Michael Ironside). E as ramificações, neste caso, não se ficam por aqui…
O anterior parceiro de Esposito foi morto por ele. Ou, reformulando a frase anterior, foi pretensamente morto por ele. Porque a digital encontrada, na cena do crime, leva-os nessa direcção. Seria um caso para pomposamente se dizer, “senhoras e senhores, dêem as boas vindas a IkeThornton(Aaron D.Spears), acabadinho de regressar do Além”.
Numa corrida contra o tempo, percebe-se que Ike trabalhava do lado da lei, usando os conhecimentos adquiridos durante uma vida de luta contra o crime, procurando a prova definitiva que levasse Racine a gozar um período sabático numa prisão. O cofre assaltado continha o santo graal: um livro de contabilidade, manual repleto de informação sobre todos os negócios, fossem eles lícitos ou ilícitos.
Esposito (Jon Huertas), elo de ligação com Ike, consegue abarcar então todo o cenário. O desaparecimento e morte forjada do seu antigo companheiro surgiram apenas como uma medida profilática. Escapar às provas fabricadas, que o tornavam corrupto, e descobrir, na clandestinidade, quem tinha interesse na sua condenação. A verdade não poderia ser mais devastadora. Um polícia, integrante da antiga unidade de ambos. Para gáudio de Rick, as suspeitas recaem sobre Demming, mas o álibi sustentado deita por terra o jubilo sentido. Finalmente, no último fôlego, Holliwell (Scott Cohen), membro dos Assuntos Internos, é desmascarado como cérebro por detrás de toda a operação.
O Melhor: Se já tinha criticado, por aqui, o papel caricatural das personagens secundárias, completamente apagadas para o par principal brilhar, sem qualquer brilho acessório que distraísse atenções, hoje devo elogiar o tempo de antena dado a Esposito, conferindo maior profundidade à sua personagem.
As habituais cenas familiares, integrando Rick e a filha Alexis (Molly C.Quinn). Desta feita, encarnando dois jogadores de póquer, com a habitual qualidade.
E, claro, a música dos Pearl Jam no final.
O Pior: A forma fácil como o livro de contabilidade, guardado no gabinete de um chefe mafioso, é apanhado, na cena final. Sem qualquer contratempo, oposição ou dificuldade.





Blogue Sangue Fresco
Cinema Notebook
Sons of Anarchy Portugal






Também gostei como realçaram mais o Esposito neste e claro, como sempre as cenas entre o Castle e a Alexis são amorosas. E devo admitir que este final me trouxe umas lágrimas aos olhos.