[SPOILERS] O amor sempre marcou a sua presença na série, mas esta temporada ele tem tido um papel preponderante (até demasiadamente!) no desenrolar de várias histórias. De figurante passou a personagem principal, de acessório passou a indispensável e neste episódio ele trata de mostrar mais uma vez a fixação dos argumentistas por esta temática.
Chuck (Zachary Levi) tem um início de dia diferente. Longe da Buy More, a vida de espião ameça tornar-se uma realidade definitiva. Mas como por aqui os avanços e recuos são uma constante, os problemas pendentes travam a sua nova vida. Sarah (Yvonne Strahovski) e problemas pendentes, é algo que facilmente se junta na mesma frase. Pela enésima vez volta-se ao assunto e eu desespero moderadamente. Nada tenho contra o amor, mas preferia outra abordagem ao assunto.
Shaw (Brandon Routh) é facilmente a pior personagem e o pior actor que passou pela série. Se na sua caracterização pouco foi trabalhado, a sua representação é de uma pobreza irritante e maçadora. Tudo nele é pouco natural e dou sempre por mim a desejar a próxima cena em que Shaw não apareça. Neste episódio a sua artificialidade atingiu o auge na cena em que descobre a verdadeira história sobre a morte da sua mulher. Ridículo!
Felizmente há um bom conjunto de personagens que nos ajudam a fazer esquecer situações como a descrita anteriormente:
- Jeff (Scott Krinsky) e Lester (Vik Sahay) trouxeram a sua habitual excentricidade e irreverência. Agora que Chuck mostra-se tão profissional, ver estes dois em acção foi muito bom.
- Casey (Adam Baldwin) continua afastado da equipa mas nem esse facto retira-lhe espaço de manobra. Sempre eficaz e sempre com as suas caretas (e grunhidos), a sua lealdade aos antigos companheiros nunca é posta em causa. E se os seus comentários por vezes parecem depreciar Chuck, a sua ajuda foi mais uma vez fundamental.
- Morgan (Joshua Gomez) é o amigo para a vida (de Chuck) e desta vez não foi diferente. As suas ideias malucas podem ter um grau de eficácia discutível, mas de uma maneira ou de outra acabam quase sempre por resultar.
- Chuck é o grande herói do episódio. Mostra que é um verdadeiro espião, salva Shaw da missão suicida (missão esta que teve uma dramatização exagerada), confessa-se abertamente a Sarah e quase que conquista a felicidade eterna. A continuação desta história segue dentro de momentos.
O mistério envolvendo a morte da mulher de Shaw é outra das histórias cujo desfecho teremos que aguardar. A surpresa da mesma foi claramente trabalhada de modo a criar mais um conflito no malfadado triângulo amoroso, pelo que o final do episódio não encontrou muito impacto junto de mim. Fica a expectativa daquele final e de como tudo se resolverá. Mas há dúvidas?





Blogue Sangue Fresco
Cinema Notebook
Sons of Anarchy Portugal






Kill Shaw!!!
Kill me, este episódio até doeu ver!
O Shaw sempre que entra em cena parece que esteve a chorar, com certeza porque viu o mau actor que é. E aquele gritinho à pita que acabou de deixar cair o gelado ao chão foi terrivel.
Gosto do pormenor “deixar cair o gelado”. Não podia ser mais específico. Podia ser um sumo, uma cerveja ou um croissant. Mas não. Um gelado!
Realmente aquele grito foi demasiado mau
O grito foi mau mesmo! Eu gostei do episódio mas continuam a impingir-nos o “Sarah não fica com Chuck porque ele está diferente” e isso irrita-me.