[SPOILERS] Sempre gostei muito de Rose Byrne e da “sua” Ellen Parsons. Ofuscada pela formidável composição de Glenn Close como Patty Hewes, a verdade é que sempre me pareceu que Byrne conseguia nivelar o patamar qualitativo da sua co-protagonista. E se até agora Ellen Parsons andava num plano muito secundário nesta terceira temporada de Damages, em “Tell Me I’m Not Racist” os argumentistas puxam os holofotes para a jovem advogada e oferecem-nos um verdadeiro show “parsoniano”.
O episódio começa com mais um sonho. Mas, e contrariamente ao que poderíamos pensar, a protagonista é mesmo Ellen e não Patty. Não satisfeitos com as linhas narrativas que já existem (caso Tobin / caso Tom / relação de Patty com o filho e nora / relação de Patty com o arquitecto / a chantagem do pai Winstone / Frobisher / romance de Ellen com o jornalista / nova associada, etc) a dupla Kessler resolve ainda introduzir a suposta adopção de Ellen. É verdade que Ellen sempre pareceu algo afastada da sua família mas introduzir tal mudança a esta altura da temporada, quando se fala em cancelamento, parece-me arriscado. Faltam 3 episódios para o final da série e parece-me que terão, tal como aconteceu o ano passado, alguma dificuldade em fechar todas as pontas do argumento.
Mas continuemos a dissecar as várias frentes em que Ellen está envolvida. Para além dos problemas com a irmã (brilhante a cena em que ela diz à irmã que a podia mas não vai ajudar), a advogada começa a jogar de forma arriscada, seguindo as lições de Patty. Não só manipula Tessa (Vanessa Ray)como tenta jogar com a ambição do seu colega para conseguir que ele não conte a Gates que tem trabalhado com Patty. Se na primeira tentativa é bem-sucedida, a segunda sai furada porque o seu colega acaba por contar tudo ao promotor. Resultado: Tessa é presa e Patty fica numa posição delicada porque tem uma semana para encontrar o dinheiro ou é afastada do caso.
Estes minutos finais de “Damages” foram francamente bons. Com um ritmo excelente, os acontecimentos foram se precipitando de forma bem construída. Se toda a narrativa assim fosse estaríamos, por certo, perante uma temporada bem mais coesa. Não me interpretem mal, estou a gostar bastante da 3 temporada de “Damages”, mas parece-me que este caso está se a revelar demasiado simples. Claro que ainda falta saber como é que o caso Tobin leva à morte de Tom mas a ideia com que tenho ficado, episódio, após episódio, é que os argumentistas têm explorado novas linhas de argumento porque não há muito mais para contar na fraude Tobin a não ser o seu desenlace.
Os argumentistas têm três episódios para encerrar uma temporada e provavelmente a série. Espero que não desiludam e que nos entreguem um final que “Damages” merece.





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A sério, o quão burra e inconsciente pode ser a irmã da Ellen?
Começo a irritar-me de cada vez que ela aparece… felizmente desta vez a Ellen esteve à altura.
E todo o mistério em redor da baby-sitter, tudo bem que é mais uma história que eles estão a construir e com que terão de lidar, mas achei interessante. Especialmente aquela panela cheia de um molho tão vermelho com a fotografia da Ellen dentro.
E começa a sentir-se uma pressão cada vez maior:
- O Tom a desesperar e a agir sem que a Patty saiba ou autorize.
- A insegurança da Tessa perante a possibilidade de os Tobin estarem envolvidos na morte da sua mãe.
- O Nick a trair a Ellen e a contar tudo ao banana do Gates que depois acaba por atrapalhar todo o trabalho da equipa Ellen/Tom/Patty.
- Os clientes a exigirem resultados na investigação.
- O pai do Leonard a querer meter as mãos à fortuna escondida.
Muitos ingredientes bons para um final de temporada que – a julgar pelas pontuações dos episódios seguintes – vai ser brutal!
:4:
Vai mesmo Ramos!
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