House: 6×17 – Lockdown (FOX)

FacebookTwitter


[SPOILERS] Cada vez que “House” sai da sua rotina procedural, normalmente a série presenteia-nos com episódios acima da média. Apesar de ter gostado do episódio, este não me surpreendeu, ainda para mais depois de descobrir que foi o tão falado episódio que Hugh Laurie dirigiu.

Não há nada como um bom lockdown causado por um desaparecimento de um recém-nascido para fechar as personagens por várias salas e fazê-las exprimir o que lhes vai na alma. Falou-se do presente, do passado e do futuro. Falou-se das amizades e dos amores, dos medos e das inseguranças. Falou-se de muita coisa e até deu para fazer uma espécie de ponto de situação da série, no entanto todo estes momentos podiam ter sido melhor aproveitados. Como a narrativa teve cinco planos diferentes e estes praticamente não interagem, vou dividir a crítica na maneira mais óbvia.

Cuddy (Lisa Edelstein) Holmes e o mistério do bebé desaparecido (parece-me que House está em risco de deixar de ser o Sherlock do hospital). No início do episódio até achei que o desaparecimento poderia levar a algum sítio interessante, mas a meio do episódio a história perdeu-se. A conclusão foi muito insatisfatória (pelo menos para mim), num episódio em que não há mistérios clínicos, tinham que justificar o desaparecimento do bebé com um “ah, a enfermeira tem um problema neurológico qualquer, levou a criança e escondeu-a no cesto da roupa suja”. Esta história foi muito fraquinha, vejo-a quase como uma desculpa só para haver o lockdown.

Foreman (Omar Epps) e Taub (Peter Jacobson). Estas duas personagens não me dizem muito, logo de partida não tinha grandes expectativas em relação ao tempo passado com estes dois. Eles resolveram ter um momento “adolescente geração rebelde” e tomar uns comprimidos para desanuviarem-se da realidade por uns instantes. Achei que foi um momento um pouco parvo quando eles quiseram imitar o “fight club” e mesmo tentando servir como um comic releif, eles pedrados não me convenceram nada. No final descobrimos que o Taub tem vergonha por trabalhar para outros e não ser como o House, e também descobrimos que passado tanto tempo o Foreman queria apagar uma das suas falhas do seu arquivo interno.  Num sítio com tanta informação sobre tanta gente, não podiam ter saído com alguma revelação mais interessante?

Dr. Hadley (Olivia Wilde) e Wilson (Robert Sean Leonard). Este talvez foi o par menos inesperado e se calhar foi por isso que eu gostei de os ver a interagir. Nunca vimos o Wilson a relacionar-se muito com a Thirteen e entre jogos de “verdade ou consequência” e revelações curiosas, conseguimos passar alguns momentos engraçados. Fiquei é admirado pelo facto do Wilson ainda não se ter apercebido que a sua vida gira em volta do House, até porque acho que já tínhamos chegado a esta conclusão umas quantas vezes, ou é da minha impressão?

Cameron (Jennifer Morrison) e Chase (Jesse Spencer). Este história foi, de certa forma, boa para amarrar as pontas soltas de “Team Work”, aquele “lindo” episódio em que vemos Cameron partir do hospital, deixando a sua relação pendurada. As personagens discutiram a cerca das suas emoções, exprimiram os seus sentimentos, e tão rápido como acabaram, voltaram. Ou será que voltaram mesmo? Nunca se sabe…

House e o paciente terminal, Nash (David Strathairn). Desde o inicio que sabemos que House faz tudo para contactar o menos possível com os seus pacientes, curiosamente o lockdown, força-o a interagir com um paciente que nem é dele e nem já não pode ser salvo. Nash diz que foram várias as vezes que tentou com que House o diagnosticasse, mas ele não pode aceitar todos os casos. Deparamo-nos, assim, com uma realidade com a qual não contactamos muitas vezes: House não consegue salvar todos (ainda que, neste caso ele nem teve a oportunidade de 0 tentar). Estava a ver que meio do episódio, ele iria espontaneamente arranjar uma solução (não seria a primeira vez), contudo fico feliz por não terem ido por aí Acho que assim deu-se uma abordagem mais digna a esta história. Durante os seus diálogos, veio mais uma vez ao de cima a vida amorosa do protagonista, mas desta fala-se da senhora que ele conheceu em “Broken” e foi curioso constatar que esta foi bastante importante para ele. House acaba por dar uma mãozinha e encoraja o senhor a falar com a filha, no entanto, ele não tem coragem para lhe telefonar e acaba por morrer deixando apenas uma mensagem no seu atendedor de chamadas. Vemos aqui novamente o House “modificado”, que eu esperava ver mais esta temporada. No final, apesar de ter gostado desta história, acho que havia espaço para fazer melhor.

Em conclusão, “Lockdown” foi um bom episódio, qualquer coisa para fugir à fórmula é, desde partida, muito bem-vinda. Todavia senti que este episódio nunca chega ao seu potencial, acabando por tornar-se numa verdadeira oportunidade perdida de fazer um episódio marcante.

Lista de EpisódiosNota (0/100)
House: 6×01x02 – Broken (FOX)95
House: 6×03 – Epic Fail (FOX)48
House: 6×04 – The Tyrant (FOX)87
House: 6×05 – Instant Karma (FOX)63
House: 6×06 – Brave Heart (FOX)68
House: 6×07 – Known Unknowns (FOX)84
House: 6×08 – Teamwork (FOX)39
House: 6×09 – Ignorance is Bliss (FOX)69
House: 6×10 – Wilson (FOX)74
House: 6×11 – The Down Low (FOX)79
House: 6×12 – Remorse (FOX)67
House: 6×13 – Moving the Chains (FOX)58
House: 6×14 – 5 to 9 (FOX)85
House: 6×15 – Private Lives (FOX)79
House: 6×16 – Black Hole (FOX)55
House: 6×17 – Lockdown (FOX)79
House: 6×18 – Knight Fall (FOX)57
House: 6×19 – Open and Shut (FOX)60
House: 6×20 – The Choice (FOX)78
House: 6×21 – Baggage (FOX)87
House: 6×22 – Help Me (FOX)92

Tags: , ,

6 Respostas para “House: 6×17 – Lockdown (FOX)” Subscribe

  1. PR 21/04/2010 às 17:11 #

    Epa o David Strathairn esteve brilhante neste episódio…

  2. carolinafs 21/04/2010 às 18:56 #

    Não sei se foi de ter dado uma de syrin e ter andado a fazer outras coisas enquanto via o episódio mas a verdade é que não me convenceu. E fui só eu ou mais alguém suspeitou que a mãe tinha feito qualquer coisa À criança?

    • LR 21/04/2010 às 22:19 #

      Por acaso também me passou pela cabeça que tinha sido a mãe e até acho que poderia ter sido melhor que um “oops, estão aqui 8 toalhas, foi a empregada com a doença neurológica rara”.

    • ZB 21/04/2010 às 22:24 #

      Eu também pensei nisso e concordo com o LR: acho que daria um grau de realismo bem maior do que aquela doença manhosa. Se bem que se eles seguissem esse caminho tão básico da mãe (ou até do puto) estávamos aqui todos a bater na questão na mesma, porque assim era algo tão sem sal. :mrgreen:

  3. syrin 21/04/2010 às 21:25 #

    A história do Foreman e do Taub foi… argh
    O caso da semana foi… bah!
    O regresso da Cameron peca por tardio e por voltar a tocar numa história que não teve pés nem cabeça.

    Safaram-se o Wilson e a Thirteen, que até foram engraçados, e o House.

    • LR 21/04/2010 às 22:35 #

      Pois… In a nutshell.

Deixar um Comentário - Para comentários com SPOILERS, utilizem a tag: [spoiler]Comentário[/spoiler]

Photorecap: Game of Thrones: 2×07 – A Man Without Honor

[SPOILERS/NUDEZ/LINGUAGEM MENOS PRÓPRIA] A segunda temporada de “Game of Thrones” aproxima-se do fim e também os nossos ridículos photorecaps. Eis [...]

Podcast TVD 009: A revista da temporada!

Estava anunciado, atrasou, mas fica feito na mesma! É mais uma edição do Podcast TVDependente! Primeiro, temos de pedir desculpa [...]

Temporada 2012/2013: Guia de cancelamentos, renovações e novas séries (act.)

Perdido entre tantas renovações, cancelamentos e novas séries? Então, vamos dar-te uma ajudinha. Eis as novidades oficiais dos cinco canais [...]

As melhores duplas da TV, parte 2

O que faz uma boa série? Um bom argumento, actores competentes e uma realização exímia são elementos consensuais. Mas por vezes, [...]

Calendário de finais de temporada 2011/2012

O final da actual temporada está às portas e a necessidade de saber quando terminam as nossas séries favoritas aumenta. [...]

As melhores duplas da TV, parte 1

O que faz uma boa série? Um bom argumento, actores competentes e uma realização exímia são elementos consensuais. Mas por vezes, [...]