[SPOILERS] Com uma intriga que se revela surpreendente e a uma excelente prestação de Lucy Lawless, Lucretia prova-nos que é uma mulher com a qual não nos devemos meter.
Já seria de esperar que a algum ponto da história haveria alguém que requisitasse Spartacus (Andy Whitfield) para um “encontro” privado. Licinia (Brooke Harmon), introduzida a Lucretia por Ilythia (Viva Bianca) no último episódio, é quem acaba por solicitar a companhia do campeão de Capua pela primeira vez. Foi no início deste episódio, com a exposição de máscaras, que eu finalmente me apercebi que Lucretia está praticamente a querer tornar a sua casa num bordel de gladiadores para as suas amigas.
Ao mesmo tempo que Licinia requisita Spartacus, Illythia é levada a requisitar alguém também. Partilhando do fascínio que Lucretia tem por Crixus (Manu Bennett), a Paris Hilton de Capua (desculpem, mas não resisto a chamar-lhe isto) escolhe o ex-campeão para passar uma noite de prazer. Mal ela sabia que esta seria a sua pior escolha, uma vez que Lucretia não gostou nada (mesmo nada!) desta ideia. Não sei até que ponto o ataque de ciúmes que surgiu daqui é justificável ou exagerado, mas adorei aquele momento em Lucretia passa-se completamente e desata de destruir tudo.
Com os arranjos todos prontos, entramos numa cena que nos mostra supostamente o encontro entre Spartacus e Licinia. Cena que achei especialmente bem produzida, desde as máscaras e cenário, ao lento caminhar da mulher em direcção ao homem. É quando menos esperamos, no meio do acto sexual, que Lucretia aparece com… Licinia. A verdade caiu em cima de mim como um trovão. Não sei se foi ingenuidade minha, mas eu nunca, nem por um segundo, suspeitei que por baixo daquela máscara estivesse Illythia e não Licinia. Este jogo de máscaras perverso de Lucretia foi para mim o momento alto da série até agora.
Illythia é apanhada pela a amiga (não tão amigável) a ter relações com o homem que quase arruinou o seu marido, um homem que ela odeia vivamente. Acredito que tenha sido para ela um momento de pura humilhação e para além disso havia ainda mais em jogo: se a palavra se espalhasse e chegasse aos ouvidos do seu marido, não me admirava nada que Glaber a mandasse matar. Devido a isto tudo, a sua reacção não me pareceu assim tão chocante. Porém, ver aquele ataque de pura raiva tão repentino, com Illythia a esmagar brutalmente o crânio da amiga, acaba sempre por causar algum efeito.
À parte desta trama, pudemos assistir também às mesmas histórias de sempre (amor proibido entre Crixus e Naevia (Lesley-Ann Brandt), Crixus a recuperar, etc…). No entanto surgiram também dois desenvolvimentos interessantes:
- O primeiro a que me refiro é a vontade de Ashur (Nick Tarabay) em voltar a tornar-se gladiador. Não sei se foi distracção minha, mas nunca me tinha apercebido que ele já fora gladiador. Este sonho foi rapidamente extinguindo pelo seu dominus, o que leva Ashur a iniciar uma vingança, vendendo informação a Solonius (Craig Walsh Wrightson) , o principal inimigo de Batiatus.
- O segundo desenvolvimento foi o aparecimento de uma nova escrava na trama. Seguindo as ordens de Lucretia, Mira (Katrina Law) vai tentar testar as capacidades sexuais de Spartacus, contudo ele rejeita-a. Apesar disso, ele acaba por ajudá-la, protegendo-a de ser apanhada pela domina. Será este o início de uma amizade colorida?
Quem é que acaba por ser a “Whore” que dá nome ao episódio? Illythia? Licinia? Mira? Ou até num sentido mais figurativo, Spartacus? Ashur? São várias as possibilidades, mas para mim foi Lucretia quem dominou este episódio. O seu genial e cruel plano de vingança, mostra-nos que esta série apesar do sexo, violência e sangue, também consegue ter algum cérebro.





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Grande Episódio! Não bate o 10º mas é um grande episódio, sendo que é sempre bom ver a Viva Bianca assim….