“And I am not frightened of dying, any time will do, I don’t mind. Why should I be frightened of dying? There’s no reason for it, you’ve gotta go sometime.” The Great Gig in the Sky de The Dark Side of The Moon, Pink Floyd (Wright) 4:44
Há uma questão que decerto já passou pela mente de qualquer ser humano: como será quando morrer? Para muitos, não haverá vida/consciência após a morte, para outros será baseada na crença religiosa. Ainda assim, todos já nos debruçámos sobre essa questão nalgum ponto da nossa vida e é sobre essa vida após a morte que este episódio versa.
Sam (Jared Padalecki) e Dean (Jensen Ackles) morrem no início do episódio. Dois caçadores, encontram-nos e matam-nos a tiro de caçadeira. É curioso que no momento da sua morte, Dean sabe que irá ressuscitar. Tanto os Anjos como os Demónios, não pretendem que morram para se consumar finalmente o Apocalipse e eles tem a certeza que os estes, tal como noutras ocasiões, não os deixariam mortos. Ainda assim os irmãos estão mortos e vão para o Céu.
O céu representa-se para Sam e Dean como um “Best Of “das melhores memórias de cada um. O conceito é interessante, porque eles acabam por encontrar pessoas conhecidas no céu (Ash – Chad Lindberg – e Pamela – Traci Dinwiddie) que tem um conceito totalmente diferente. Para Ash, por exemplo o Céu é o bar de Ellen (Samantha Ferris), onde passava a maior parte da sua vida.
Mas o Céu para ambos tem outro propósito, porque por um lado são perseguidos pelo Anjo Zacarias (Kurt Fuller), por outro Castiel (Misha Collins) dá-lhes uma missão. Castiel diz a Dean que eles tem de seguir caminho até encontrarem o “axis mundi” (conceito complicado que não vou tentar explicar e que podem ver aqui), que por outras palavras é o Jardim do Éden. Nesse jardim irão encontrar um anjo que se chama Joshua (Roger Aaron Brown), que segundo Castiel é o único que comunica com Deus.
Quando finalmente conversam com Joshua, ele relembra-lhes que não é a primeira vez que estão no céu, a memória é-lhes sempre apagada antes de voltarem, mas mais importante. Diz-lhe que Deus não irá interferir com toda esta Guerra Celestina. Não quer saber, quer que parem de o procurar. Já havia interferido demasiado quando os retirou da capela, os meteu no avião e ressuscitou Castiel. Quando finalmente Joshua os devolve à vida, envia-os com um aviso: é a ultima oportunidade deles. Se morrerem, ficam mortos e desta vez, Deus quer que preservem as memórias.
Temos finalmente uma data de questões resolvidas. Quem os salvou? Deus. Quem é que se está a borrifar para esta celeuma toda? Deus. Que é feito do colar? Voltou para Dean. O mais provável é que Dean irá convencer Deus a ajuda-los, e tudo se irá resolver. Afinal de contas, Dean volta a ter o colar e Deus anda escondido na terra a brincar aos mortais. Mais cedo ou mais tarde Dean irá esbarrar nele e teremos esta situação toda arrumada.
Não foi um mau episódio, teve boas ideias, mas espalhou-se noutras tantas. A própria noção de Sam estar no céu, provavelmente devido às suas boas intenções, que é pelos próprios questionada (o Inferno está cheio de boas intenções), é um pouco mal solucionada.
O Melhor: A noção de Céu e o facto de boas memórias para uns podem ser as piores dos outros.
O Pior: As questões mal solucionadas.





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Eu adorei este episódio. Achei tudo espectacular, incluindo a fotografia e foi doloroso descobrir coisas do passado de Sam e Dean. Por exemplo, Sam não fazia ideia de que estava a magoar Dean, e não apenas o seu pai.
Não sei se concordam comigo ou não, mas acho que esta temporada ainda está a afastar os irmãos ainda mais. Lindo!
@Cláudia
Por exemplo, Sam não fazia ideia de que estava a magoar Dean, e não apenas o seu pai.
Aí está, é daquelas coisas em que raramente pensamos, até porque o próprio Dean nunca traz o assunto à baila. Mas acho que foi bom tê-lo trazido para a história, acaba por “humanizar” um pouco mais esta personagem que raramente revela algo sobre si mesmo (Dean).
Quanto ao resto da review…
Gostei, claro! (como normalmente acontece com as reviews de SN xD) Mas em relação ao colar, se bem se lembram, o Dean deitou-o no lixo no fim do episódio, por isso, a não ser que seja “resgatado” por alguém (como o Sam, que lho deu, ou Castiel, por exemplo), duvido que venha a ter alguma relevância para o decorrer da história. Até porque vejamos: Castiel pediu o colar emprestado para encontrar Deus, e não lhe serviu de nada; pode ser um indício/presságio de que o colar não vai ter utilidade futura. (ou pode não ser nada! nunca se sabe…)
A história que Joshua lhes contou, na altura, pareceu-me razoavelmente credível: que Deus já tinha remediado as situações deles demasiadas vezes e que agora estavam por sua conta, bla bla bla. Mas olhando agora, acho que não faz sentido para a continuação da história: querem mesmo por um Deus que deixa estes heróis completamente sozinhos? O que aconteceu ao Deus que perdoa? Penso que, para ganhar o Bem (se for esse o objectivo, claro), o Deus Supremo tem a “obrigação” de ajudar os heróis, senão qual é a imagem que vão fazer passar? Que está tudo contra os Winchester, até mesmo Deus? Então nesse caso, estou a ver o caso mal parado… :sailing:
Além do facto de que me parece que esse tal Joshua tinha mais cara de Deus do que de anjo… Será?
Mas gostei imenso da visão de Céu que nos foi apresentada, e de o Zachariah não ter mudado nada: sempre o mesmo anjo mauzão, a representar o dark side do Paraíso… :muahaha:
Quem mandou o colar para o lixo foi o Castiel, o Dean apanhou-o.
Ricardo, tás enganado, o Castiel deu o colar para o Dean dizendo que já não precisava mais dele; o Dean quando estava a sair do quarto deixou o colar cair no lixo.
Quanto à série, esta pausa parece lhe ter feito bem, os últimos episodios estavam muito maus (excepto o My Bloody Valentine), estes ainda não estão num nivel espectacular, mas já está a melhorar.
Cumprimentos,
RwR
Gostei do episódio. Tive um pouco pena do dean! As melhores memórias dele são com a mãe e dean enquanto as do sam não o incluem.
Ora ai esta, um óptimo episódio de supernatural! E por estas e por outras que me continuo a deixar ficar enquanto há tantos stand alones
Adorei ver a definição de céu da serie, um conjunto das melhores memorias. E ver o Ash e a Pamela outra vez foi óptimo, já tinha saudades deles.
Quanto a deus estar-se a marimbar para a luta… não era nada que já não estivesse a espera. Ele teve muitas oportunidades de agir ate agora e só o fez para tirar os irmãos da frente de Lúcifer quando este se libertou. Mas faz todo o sentido que ele não queira interferir, face a ideia de livre arbítrio. Vamos ver se continua assim ate ao final ou se ainda muda de opinião.
:4meio: