[SPOILERS] Os Heróis são o foco deste episódio. Eles que nos últimos tempos têm sido o lado mais monótono do programa, ganham agora destaque por uma jogada nunca antes vista em vinte temporadas de “Survivor”. Por isso mesmo, por ser a primeira vez, fazem História. Mas será que a fazem pelas melhores razões?
O JT, convicto de que as mulheres da tribo dos Vilões estão aliadas e se preparam para eliminar o Russell, concebe um plano que lhe permitia eliminar a cabecilha dessa mesma aliança que só existe na sua cabeça, salvando o Russell e assim ganhando a sua lealdade para a fusão que se anuncia, e ganhando também números e praticamente garantindo um lugar nos últimos seis sobreviventes. O problema é que não existe qualquer aliança só de mulheres e o Russell é mesmo a pior pessoa a quem ele poderia escolher para dar um Ídolo de Imunidade.
Eu não apelidaria esta jogada de “burrice”, porque caso o JT e companhia tivessem realmente razão, de que de facto existia uma aliança de mulheres na tribo dos Vilões, a jogada era bastante interessante. Histórica, como eles próprios a apelidaram. O problema foi a forma como se deixaram cair na sua ideia de que tal aliança existia. Tal como a Amanda refere a determinada altura, não se podem fazer jogadas deste nível de risco quando não se tem a certeza daquilo que se passa do outro lado. Os Heróis, principalmente os três homens, tinham para si tanta certeza que sabiam ler o que se estava a passar do outro lado que acabaram por ver a sua sensatez toldada e tomaram a decisão mais errada que podia existir. E realmente fizeram História… mas não por aquilo que eles estavam a imaginar.
Quem também se destacou neste episódio foi a Parvatti, que finalmente revelou que consegue pensar por si própria e que não está neste jogo para ir às cavalitas do Russell até à final (*). Realmente teve bastante sorte ao escolher o lugar no banquete em que se encontrava a pista para o Ídolo de Imunidade escondido, mas depois soube jogar com a situação e soube criar para si uma posição bastante confortável dentro do jogo, onde não só tem um ídolo, como apenas uma outra pessoa sabe da sua existência e ainda reforçou a sua relação com ela, a Danielle (numa cena em que nos deram a oportunidade de vislumbrar melhor a silhueta dos atributos – quase de certeza artificiais – da menina). Ora, com tudo isto a seu favor, ela tem agora um grande trunfo na manga e espero que saiba usá-lo, especialmente se o fizer para dar uma mais que merecida facada nas costas do Russell.
(*) Eu não tenho dúvidas que o Russell prefira ter a Parvatti a seu lado no final porque não só ela já ganhou uma vez como a sua fama a precede: não só os seus próprios colegas de tribo desde cedo a quiseram eliminar como os próprios concorrentes da tribo concorrente imaginam (no verdadeiro sentido da palavra, pois é algo apenas existente nas suas cabeças) que é ela quem lidera a triunfal aliança de mulheres da tribo dos Vilões.
Se o episódio foi animado, especialmente a Parvatti e o Russell a lerem e a desdenharem a carta do JT – que apesar de ser mais uma acha para a fogueira enorme que é o ego daquelas duas pessoas, naquele momento não me contive a partilhar da sua gozação, principalmente, porque o JT a dar instruções ao Russell como proceder é simplesmente hilariante –, o final não trouxe grande emoção. Era a Sandra ou a Courtney. Não havia volta a dar. Saiu a Courtney, que tem o dom da palavra sarcástica mas que raramente disse alguma coisa antes destes últimos episódios. E agora a Sandra vai tornar-se peça importante para derrubar o Russell. Os Heróis vão ficar certamente fulos ao descobrir que o seu plano do Ídolo só fortaleceu o inimigo e vão certamente tentar explorar quem dos Vilões podem trazer para o lado deles e a Sandra é, claramente e sem qualquer dúvida, porque não tem mais lealdade para com ninguém daquela tribo, a pessoa que mudará de lado instantaneamente.





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E, agora, Sandrinha voltará a jogar lado-a-lado com Rupert, seu maior aliado em sua temporada original de Survivor.
Como ele mesmo diz nas “cenas do próximo episódio”, é agora que o jogo fica louco…
Mais um bom episódio!! A estratégia do Russel com o JT não lhe podia ter saído melhor, mais uma vez mostrou visão e uma óptima capacidade de manipulação. A Parvatti também se saiu muito bem, ainda melhor estará agora que tem um ídolo. Acho que ela fez bem em não revelar isso ao Russel, primeiro estratégia e em segundo o jogo fica mais interessante. E ela (melhor do que ninguém) sabe manter o interesse e o nível de entretenimento bem elevado.
Os Heróis.. mais do mesmo! O JT cada vez menos inteligente e a Amanda/Candice cada vez com mais dúvidas sobre a estratégia da equipa.
Daqui para a frente a meu ver os Vilões terão duas saídas, ou convencem um dos heróis a mudar de lado ou usam um dos ídolos (na pessoa certa!) para ganharem vantagem na primeira votação da próxima etapa do jogo (assumindo que as equipas se irão mesmo fundir. Com este jogo nunca se sabe…)
:5:
O jogo está dominado pelo Russel e pela Parvati, sem dúvida. Que grande par de vilões, são os meus concorrentes preferidos. Nem quero imaginar o que acontecerá quando os dois se virarem um contra o outro.
:electric: