[SPOILERS] Bem-vindos à guerra. Depois de cerca de quarto meses de paragem, “V” regressa sob nova direcção – de Scott Rosenbaum, que passou por séries como “The Shield” e “Chuck” – que trouxe consigo promessas de levar a série para outros níveis em termos qualitativos (tal como já tive oportunidade de referir anteriormente, a série não é nenhum portento, tem vários problemas mas vê-se bastante bem, porém, porquê ter algo bom quando se pode ter algo muito bom?).
O próprio Rosenbaum, que agora é o responsável pela sala de argumentistas, escreve este episódio (para terem mais ou menos uma ideia de que tipo de escrita é a sua, ele foi o autor do guião para o episódio “Chuck vs. The Fake Beard”, que até deve ter sido um dos últimos guiões que escreveu para a série da NBC). Mas quem foi/for à procura de mudanças radicais desengane-se, pois a série não muda assim tanto.
O episódio pega nas histórias que tinha deixado em aberto em Novembro e desenvolve-as:
- O Padre Jack (Joel Gretsch) acaba por ser levado para uma das estações médicas colocadas pelos Vs na Terra e vê-se injectado com R6, que é uma forma dos Vs catalogarem os humanos tal como nós fazemos a certos animais selvagens de modo a podermos monitorizar os seus movimentos. O Padre começa a experimentar visões, mas não se sabe ao certo se são manifestações do medicamento ou de paranóia.
- A Erica (Elizabeth Mitchell) desdobra-se em tentativas de recuperar o filho e em reforçar a Resistência – questionando-se pelo interesse dos Vs em culpar um aparente mercenário qualquer pelo ataque levado a cabo pela Erica e a Resistência ela decide que recrutá-lo pois acredita que ele pode ter um significado maior no meio desta história.
- O Tyler (Logan Huffman) – que, neste episódio, até nem é tão irritante como vinha a ser – regressa a casa depois de os Vs o colocarem numa câmara onde ele consegue ver memórias do seu pai a abandoná-los.
- O Chad (Scott Wolf) decide aceitar o tratamento dos Vs mas fá-lo revelando a decisão em público, à sua audiência, garantindo assim que se algo de anormal lhe acontecer resultante do tratamento toda a gente saberá a razão.
- A Valerie (Lourdes Benedicto) começa a revelar os primeiros desejos resultantes da sua gravidez. E um deles passa por carne de rato (boa cena, essa).
- E a Anna (), ainda sem poder contar com o exército de Vs que vêm a caminho da Terra, decide produzir um por si própria, procriando com um dos espécimes mais fortes fisicamente de toda a colónia.
Este “Welcome to the War” não foi nada de transcendental. E mesmo que Scott Rosenbaum consiga levar a série a outros níveis, nunca seria logo no primeiro episódio que essas mudanças se revelariam claras. A história teve um início e precisa de se desenrolar de acordo com esse início. E é o que acontece neste episódio: a história desenrola-se. Apenas não de forma exuberante.





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Sou só eu que acho que esta serie começa a abusar do ecrã verde? E o problema nem sempre é a quantidade mas a qualidade. Eu percebo a necessidade de se usar esta tecnologia nesta serie mas há limites. Quando estava a ver este episódio havia momentos em que parecia que estava a ver um desenho animado em que já nem os actores pareciam pessoas.
Em relação à história do episódio em si confesso que não estou propriamente deslumbrada, estou um pouco curiosa mas não sei se o suficiente para continuar a acompanhar a serie.
:1meio:
Eu concordo com o comentário anterior, chega a uma altura em que o CGI deixa de parecer só uma coisa estilistica para parecer uma coisa muito manhosa e mal feita. É exagerado e nunca parece real. E a história realmente não é assim tão empolgante. Fico cada vez com mais vontade de ver finalmente o Battlestar Gallactica, que me parece a anos luz disto.
apesar de não ter nada de muito bom, foi um episódio que se viu bem, e que desenvolver um pouco a narrativa..
O Chad fez uma jogada bem inteligente, salvaguardado a pele.
a cena da Valerie foi boa, tal como da Anna na reprodução..
espero que tenho sido um episódio de transição para a guerra que se avizinha
:3:
Gostei bastante. Acho que funcionou bem como episódio de transição e teve momentos bastante interessantes.
A cena do rato foi mítica! Grande piscar de olho a serie original
:3meio:
Eu gostei imenso. Acho que a série tem um sentido rítmico íncrivel. É muito raro assistirmos a um entretenimento tão veloz, onde os problemas não se arrastam por episódios sem fim: a questão do filho, a questão do reforço da resistência, tudo foi resolvido com inteligência e rapidez. :4: