[SPOILERS] Esposito (para Beckett): “Why do you think he’s been following you around all this time? Research? Guy’s got enough research to write fifty books. Look, whatever the reason is, I’m pretty sure it doesn’t include watching you be with another guy.”
Em “Castle” já tínhamos tido quase tudo. Faltava apenas, nas palavras da personagem Rick Castle (Nathan Fillion), “the coolest case ever”. Desta feita, os seus intervenientes principais chocam, literalmente, com o tortuoso mundo da espionagem. O corpo descoberto no parque da cidade, com 5 tiros no peito, representa mais do que um assassinato. É uma verdadeira dor de cabeça, com o morto a representar um fantasma. Sem existência terrena. Identidade falsa, com impressões digitais inexistentes, trabalhando para uma empresa sem morada física e que ninguém conhece, ameaçando ser uma peça insolúvel de um puzzle intrincado. O agente 223, dotado de armas de elevada tecnologia, com direito a gadgets à “la James Bond”, parece pertencer a um mundo caído em desuso, onde os operacionais usam gabardinas, se encontram no meio de esconsos becos ou sombrios gabinetes, trocam mensagens em código. Um universo de enganos e traições, de mentiras repetidas, de verdades proferidas a conta-gotas. Onde nada é o que parece. Rapidamente a investigação desmonta a série de incongruências existentes. Tudo (excepto o cadáver crivado de balas) faz parte de um jogo, destinado a amantes de emoções fortes. A empresa Spy-Ventures fornece, em troca de uma bonita soma de dólares, uma experiência única, tornando qualquer um num espião mergulhado no meio de uma intriga internacional. Parece divertido. E inócuo. Não fosse um mero pormenor. Existiu, realmente, uma morte. E é essa que será desvendada, pela dupla do costume. Num jogo de faz-de-conta, os suspeitos são bem verídicos:
Andrea Fisher (Allison McAtee) – Igualmente uma das intervenientes no jogo, tinha partilhado parte da sua missão numa ajuda mútua com o assassinado, Roger Farraday (Dean Cates), um inofensivo vendedor de automóveis.
Hugo (Ian Reed Kesler) – Um dos funcionários da Spy-Venture, responsável pelo acompanhamento de Roger. Torna-se um elemento fortemente suspeito, quando mente na investigação inicial. É descoberto, através das imagens de uma câmara de vigilância, a introduzir uma mala cheia de identidades falsificadas no cacifo destinado a Roger, algo que não fazia parte das regras do jogo. Ganhando uns “trocados” de forma ilegal e pouco ética, vendendo regularmente a estudantes, deixa que a cobiça o leve a entrar num caminho mais tortuoso…e perigoso.
A luz sobre o caso é gerada nas habituais partidas de póquer de Rick, com os seus comparsas da escrita (entre eles, James Patterson). Segundo estes especialistas na arte de matar, existem apenas 3 motivos para se cometer um crime: amor, dinheiro e como forma de cobrir outra infracção. Neste jogo de espelhos, importa separar o acessório do indispensável. Farraday não foi assassinado por causa de um jogo, mas sim por causa da sua actividade profissional e as ramificações familiares. Dois casos (um mantido pelo sócio, com a esposa de Farraday, outro pelo próprio Farraday, com uma dona de casa, Andrea Fisher), resultantes de casamentos sem afecto, culminam num crime passional. O marido de Andrea, por ciúme, resgata a honra ao tiro.
Este último episódio da segunda temporada coloca-nos, igualmente, perante o dilema de Rick, agora que Kate (Stana Katic) e Tom (Michael Trucco) estão juntos. O escritor, pese a sua já notória e indisfarçável atracção pela parceira no combate ao crime, sente claramente o peso da derrota. Procurando cortar laços afectivos sem criar demasiados atritos, Rick refugia-se na sua casa no Hamptons, tendo como companhia um novo manuscrito. Sabemos, pela última deixa, “see you in the fall”, que é uma situação meramente transitória. Uma trégua, para um combate que se antevê duro, na disputa pelo coração da bela detective. Que, por sua vez, acusou no semblante a partida de Rick. A saudade deixa de ser um sentimento conotado com os povos latinos. A bela Kate já suspirava perante a ausência da sua habitual companhia. É delicioso o momento, perto do final, em que existe uma subtil mudança comportamental, em Rick, aparecendo na esquadra apenas com um copo de café na mão, contrariando a regular entrega de bebida a Kate. E, quando tudo se parecia encaminhar para o esperado desenlace amoroso, acontece o anti-clímax. Que tem um nome pequeno. Gina (Monet Mazur). Ex-esposa de Rick, com quem passará o verão nos Hamptons. Um verdadeiro balde de água gelada, logo na altura em que Kate pretendia assumir os seus sentimentos…
O Melhor: A verdadeira e sentida noção de família existente no universo dos Castle, visível na interacção familiar existente entre Rick, Alexis (Molly C.Quinn) e Martha (Susan Sullivan). Programas comuns, quotidiano recheado de pequenas pérolas de empatia entre os seus membros, criando laços que mostram, realmente, o núcleo de uma família de verdade
O Pior: O “the end” final, significando um longo hiato até às próximas aventuras.





Blogue Sangue Fresco
Cinema Notebook
Sons of Anarchy Portugal






Ui, aquele final foi mesmo um pontapé no estomago. Coitadinha da Beckett! E o ar dos outros todos também tristes. Dramas amorosos à parte, foi um caso diferente, gostei.
Mas já repararam que é sempre assim? Sempre que a protagonista prepara-se para revelar os seus sentimentos, aparece sempre algo mais ou alguém para impedir de ficar juntos.
Mas gostei muito do episódio, embora tenha ficado um pouco triste com a situação de Beckett.
Começo a ficar extremamente farto de desencontros amorosos? Mas não podiam fazer um arco decente nesta temporada? Um assassino que durasse a época toda?
É que é em Chuck, vamos para Bones e é a mesma porcaria, depois chegamos aqui e é mais do mesmo…. irra já chega!
Em Bones ao menos tiveram alguma coragem… A culpa disto tudo é do Monnlighting lol