[SPOILER] Depois de uns episódios pouco motivadores, este “The Choice” acabou por surpreendeu-me pela positiva. A série consegue acertar tanto no caso da semana, como na parte dedicada às vidas das personagens.
House (Hugh Laurie) é capaz de diagnosticar e curar várias coisas, mas acho que “homossexualidade” não é uma delas. No entanto, Teddy (Adam Garcia) é um paciente que pensa que umas injecções de hormonas masculinas e uns choques eléctricos conseguem fazer com ele deixe de ser gay. “They zapped the fabulous right out of him”, diz House ironicamente. A série gosta de analisar e pegar em assuntos polémicos, desta vez abordam a temática “Ser gay é uma escolha?” sendo esse um dos significados do título. O que talvez tenha mais gostado neste história foi a ironia: o maior medo dele era admitir que era homossexual e por isso faz um tratamento que vai desencadear a sua doença e esta faz com que o seu passado com outro homem seja revelado, acabando assim a relação com a sua noiva. Fiquei sem perceber se ele era mesmo gay ou não, mas também acho que isso não é o mais importante. No meio do caso foram ocorrendo momentos bastante engraçados, para além dos habituais one-liners de House, tivemos um momento que achei especialmente divertido: quando ele mete aquele leite no seu café e a equipa fica toda a olhar e a pensar “ele vai ou não beber aquilo?”.
Desviando-nos do caso, a história incide sobre House, havendo alguns desenvolvimentos interessantes. Com o novo relacionamento de Wilson (Robert Sean Leonard), este deixa de ter tanto tempo disponível para aturar House, o que leva o oncologista a pagar aos membros da equipa para passarem algum tempo com ele. O tempo passado entre ele e a equipa valeu mesmo a pena, para além de ter sabido a algo diferente, é impossível não ter adorado o momento da open kareoke night, com o Chase (Jesse Spencer), o Foreman (Omar Epps) e ele a mostrarem os seus dotes musicais, cantando “Midnight Train to Georgia”. Na verdade, gostei da ideia de vê-lo com outros amigos sem ser o Wilson. Talvez o momento menos bom desta história foi com o Taub (Peter Jacobson), no entanto achei interessante o facto de o House ajudar a encobri-lo na sua traição.
No final do episódio tivemos um bocadinho Huddy, no entanto o momento pareceu-me mais autêntico que muitos outros que temos visto entre estas duas personagens ao longo desta sexta temporada. Eu penso que House apercebeu-se que não tem mesmo ninguém para além do Wilson (até é preciso pagar às pessoas para saírem com ele!). Este episódio também serviu parra expor o novo vício de House: o álcool. Sinceramente, ainda não percebi se gostei disto ou não, pois pode ser um retrocesso nos desenvolvimentos desde “Broken”. Será que House terá de estar sempre associado à sua imagem de viciado?
Antes de fechar a crítica, gostava apenas de referenciar a aparição do enfermeiro Jeffrey (Patrick Price), protagonista do futuro spin-off da série (a websérie “Nurse Jeffrey”). Parece que ele não vai lá muito com a cara do House.





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O número musical foi porreiro e encaixou perfeitamente na história ao contrário do de Fringe, por exemplo. Quanto ao episódio… é aquela base… Eu às vezes já nem sei porque é que continuo a ver esta série… :dontnow: Bem, até sei. É sempre na expectativa de ver episódios como o seguinte (6×21). É pena é que estes apareçam quase de ano a ano. :roll6:
O número musical foi porreiro e encaixou perfeitamente na história ao contrário do de Fringe, por exemplo.
Sim, mas este episódio acho que não tinha nada a ver com a semana da música, ou tinha?
Ainda não vi o próximo, mas já ouvi falar muito bem.
Tinha.
Ah, pensava que eles só tinham passado novamente o Broken (por causa daquela cena do rap/hip-pop do House)
E pronto, já vamos no 20, falta pouco para acabar. Para variar soube-me a pouco, salientando como mencionaste o momento do leite (estava quase a vomitar só com o pensamento) e o número musical.