[SPOILERS] “Open and Shut” é uma expressão utilizada para descrever algo óbvio e de fácil resolução. Claro que em termos clínicos, os casos de “House” não são de fácil resolução, contudo este título serve bem para descrever alguns pontos deste episódio: óbvios, básicos e desinteressantes.
A meio desta temporada disse que a personagem do Taub (Peter Jacobson) era aquela que me era mais indiferente, no entanto as coisas estão a mudar… para pior. Sinceramente, os seus soap dramas super desinteressantes, com a sua ainda mais desinteressante mulher já começam a fartar. Gira o disco e toca o mesmo. Pegar numa personagem que nem é grande coisa e darem-lhe sempre a mesma história, que também não é grande coisa, é mesmo desmotivante. Pronto, acho que já percebemos que ele gosta de trair a mulher, está-lhe nos genes (como diz a nossa amiga, Dr. Hadley (Olivia Wilde)), agora, podemos avançar para histórias mais interessantes?
Vamos falar um bocadinho sobre o caso da semana. Este serviu quase como desculpa para se explorar mais uma vez o mau casamento do Taub, falando-se desta vez em “casamentos abertos”. Apesar de a história do casal não me ter enchido as medidas, acho que é sempre bom fazer com que as vidas dos “convidados” influenciem a vida das personagens da série. “Será que um casamento aberto é viável?”, “Será capaz de trazer felicidade a um casal e evitar traições?”, foram estas algumas das perguntas abordadas neste episódio. A que conclusão se chega? Alguém acaba sempre por ficar infeliz, alguém acaba sempre por mentir. É esta matriz das relações em “House”: «Everybody lies».
O triângulo House, Wilson (Robert Sean Leonard) e Sam (Cynthia Watros), continua a dar que falar. Desta vez exploramos as pequenas coisas do dia-a-dia como deixar uma casca de banana no lixo da casa-de-banho ou meter o leite no frigorífico junto à porta. House tenta explorar estas pequenas coisas, impertinentes para Wilson, para ver se acaba com esta relação. Mesmo consciente que o amigo lhe estava a tramar, Wilson entra numa discussão com a ex-mulher/nova namorada. Quase acabam mas passado algum tempo eles voltam, mais fortes que nunca, provando que as discussões fazem parte de uma relação e que até fazem bem. Talvez o melhor que se pode apreender disto é que apesar do House dizer que estava a ajudar o oncologista a se impor na relação, o que parece estar a acontecer na realidade é que ele está com ciúmes. A cena final com ele a meter o leite junto à porta do frigorífico acaba por se tornar reveladora.
Eu sinto que a série, nesta altura, podia (e devia!) estar a dar-nos algo bem melhor. A sorte é que para compensar um bocadinho as falhas nas histórias, existe sempre um tom cómico e irónico perspicaz, proporcionando-nos alguns momentos divertidos com algumas piadas engraçadas ao longo destes 43 minutos, o que torna tudo um pouco mais agradável.





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Só acordei para o episódio quando ouvi que a doença da paciente era a mesma que eu tinha tido quando era pequena. Fora isso, zero.
House só tem episódios bons para o fim da temporada, ou só mesmo na season finale.
Infelizmente tenho que concordar.
Para além de “Broken” e talvez o “The Tyrant” não houve nada de especial até agora, vamos lá ver o que nos reserva este season finale.
Felizmente que o episódio 20 é bem melhor, e bastante original, em comparação com os últimos…
Sim o episódio 20 é melhor, mas não anula o facto desta série andar a precisar de reforma, acho que me fico por esta temporada nem por seja pelo facto de já advinhar o que o House vai dizer a seguir… não é normal