[SPOILERS] “Blood Brothers” é provavelmente o episódio mais aguardado de toda a série. É aqui que finalmente percebemos como tudo começou. Vamos ao âmago da série e vemos o quadro completo. É também o episódio mais profundo e emocionalmente desgastante da série até agora.
A introdução do episódio (teaser, como dizem os americanos) é simplesmente perfeita. “The Vampire Diaries” sempre conseguiu fazer excelentes teasers, mas este é o melhor de todos por uma boa margem. Alternamos entre o Stefan (Paul Wesley) desamparado do presente, a fazer uma espécie de desintoxicação de sangue humano, e o Stefan desesperado do passado a tentar libertar Katherine (Nina Dobrev). Quando ele e Damon (Ian Somerhalder) são mortos, ele cai perto de Katherine e, antes de a ver partir, tal como Elena (Nina Dobrev), ela diz aquelas simples três letras que ditam o futuro da sua relação com o irmão, “I love you, Stefan”, tal como Elena.
Mas a primeira cena foi apenas o aperitivo para o que veio a seguir. E já nem é preciso dizer que a série me surpreendeu mais uma vez: para completar a sua transição, Stefan usou o sangue do pai e foi ele o responsável pela transformação de Damon. Ambas as cenas não foram nada menos do que chocantes. O Paul Wesley continua o trabalho fabuloso que fez a semana passada. Não me sai da cabeça a cara do Stefan, completamente branca com sangue nos lábios e os olhos mais negros do que nunca, quando toma a decisão de se alimentar do pai. E é claro que é sempre óptimo ver o contraste entre o Damon do passado e o Damon do presente, ambos sempre muito bem presentados pelo Ian Somerhalder.
John: What do you think your mother would say if she knew you were dating a vampire?
Elena: Which mother?
O mais interessante nestes flashbacks é ver a diferença entre os dois irmãos. Quem é o bom e quem é o mau? A verdade é relativa, mas já a Emily (Bianca Lawson) dizia que o Stefan tinha um coração puro. Todas as decisões que o Damon fez foram por amor à Katherine enquanto o Stefan sempre tentou fazer o que estava certo. Quando matou o pai, fê-lo acidentalmente e depois de descobrir que ele tinha matado ele e o irmão e apenas se defendeu quando este o estava a tentar matar pela segunda vez. A insaciedade de um vampiro recém-nascido por sangue fez o resto.
Uma das grandes dúvidas que eu tinha em relação à série, tal como muitos de vocês, tinha a ver com a transformação dos irmãos e as várias inconsistências que ela representava na linha temporal da série. Fico contente por ver este assunto explicado de uma forma simples e pertinente.
No presente, temos vários enredos que também se revelaram muito interessantes: os habituais esquemas políticos de Mystic Falls, a florescente relação entre Jeremy (Steven R. McQueen) e Anna (Malese Jow), mais uma parceria entre Damon e Alaric (Matthew Davis) e o enredo do trio principal com um certo paralelismo aos flashbacks.
Damon: Stefan likes puppy blood… little Golden Retriever blood with floppy ears. That’s his favorite.
O Jeremy e a Anna são extremamente queridos juntos. Podiam ser uma overdose de melodrama como o Matt e a Caroline ou podiam ser como a Jenna e o Alaric que até têm química, mas são prejudicados pela falta de screentime, mas não são. Há qualquer coisa naquela atitude emo que os dois têm do género eu-não-gosto-de-nada-nem-ninguém-sou-muito-triste-mas-gosto-de-ti que é extremamente atraente. A cena dela a dizer-lhe adeus é lindíssima e todos os diálogos entre eles têm uma química enorme. Por exemplo, adorei quando ele disse aquele “That’s so cool!” depois de descobrir o poder dela ou quando ela diz “It’s getting impossible to sneak up on you.” e ele responde, em forma de consolo, “Nice try, though”.
Alaric, sabendo a relação de John (David Anders) com Isobel (Mia Kirshner), decide investiga-lo. Ao descobrir uma morada onde ela pode eventualmente estar, ele pede ajuda a Damon e vai até lá para descobrir que Johnathan Gilbert está a controlar o paradeiro dos vampiros que saíram do túmulo. Fico muito contente com esta revelação porque significa que os argumentistas não largaram por completo o enredo do túmulo que tanto destaque teve na primeira metade da temporada. Foi um prazer ver o Damon e o Alaric como parceiros mais uma vez. Eles têm uma interacção espectacular e toda aquela história do “Let’s not kill anyone tonight” ainda lhes deu mais piada.
Johnathan continua ocupado e decidido a alcançar os seus objectivos. Gostei da conversa dele com a Pearl (Kelly Hu) e, da segunda vez que vi o episódio, quando já sabia o que ia acontecer, não parava de pensar “Mata-o Pearl! Mata-o já!”. A morte de Pearl levanta um assunto que já foi por aqui falado quando a Lexi (ou o Zach, ou a personagem da Gina Torres, etc…) morreu. Será que a série às vezes não mata alguns personagens prematuramente? Eu só espero que esta morte traga grandes consequências para a história (era espectacular ver a Anna com sede de vingança) ou ficarei muito aborrecido não só porque gosto imenso da personagem, que é muitíssimo bem interpretada pela Kelly Hu, como adoraria ver um reencontro entre ela e a Katherine mais lá para a frente. Porque é que não mataram a Caroline? Ou a Bonnie? Ou o Matt? Ou o Tyler?
Alaric: Can we not kill anyone tonight, please?
Damon: You just brought me along for my company?
O cliffhanger do episódio, na minha opinião, foi a sua parte mais fraca e confesso que fiquei um pouco desiludido. Primeiro, porque a série não precisa de um cliffhanger no fim de um episódio tão bom como este. Segundo, porque detesto este tipo de cliffhangers à lá “True Blood” que ficam resolvidos nos primeiros dois minutos do episódio seguinte. Terceiro, o conteúdo foi simplesmente estúpido. Tudo bem, se calhar devia esperar até ao próximo episódio para fazer um juízo de valor deste género, mas parece-me um tanto ou quanto inconsistente que a Isobel, que se deu a tanto trabalho para não ser encontrada e cujo ex-marido, ou lá o que o Alaric lhe é a ela, e outros personagens andaram tanto tempo a procurar sem resultados, apareça assim de repente no bar lá da terra.
Apesar de todos estes enredos secundários terem sido excelentes e conseguido manter a nossa atenção, o mais interessante do episódio, como já tem vindo a ser habitual, é a relação entre os três personagens principais. Adorei a interacção da Elena com o Damon e é agradável, por vezes até demais, ver a confiança entre eles a crescer. Destaco dois momentos inesquecíveis: quando ele chega a casa e simplesmente levanta as pernas dela e colocar-as no colo dele é um daqueles momentos em que, se estivéssemos no cinema, os mais atentos fariam aquela exclamação “Awwww! Que querido!” e quando eles falam da dieta preferida do Stefan e o Damon diz que é sangue de cachorrinhos Golden Retrivier.
A Elena e o Stefan evoluíram muito neste episódio e a relação deles ficou num nível bem mais alto. Cada vez gosto mais da Elena. Há que dizê-lo. Ela é fantástica! A maneira como ela enfrenta o Stefan, sabendo que ele pode matá-la a qualquer segundo, mas confiando nele independentemente disso, não é o que mais me impressiona. Afinal, e como ela disse, esse comportamento podia ser considerado estúpido. O que me impressiona mais é que ela não implora! Ela manda. Ela tenta convencer. Ela pressiona. Ela enfrenta. Quando ele estava prestes a suicidar-se, ela não lhe pediu para viver por ela como a maioria dos românticos inveterados fazia, ela disse que ele tinha que lutar, viver por ele e que era ele que tinha de tomar essa decisão. Como é possível não adorar uma personagem assim?
Stefan: You’re taking a stupid risk. I could hurt you.
Elena: Then I’m stupid.
Uma cena que eu acho que merece todo o destaque possível, e que realça ainda mais quão forte é a personagem principal, é a pequena conversa entre John e Elena. Ele sabe que ela sabe. Ela sabe que ele sabe. Mas ninguém fala sobre isso. Ele decide, muito estupidamente mas inevitável, confronta-la. Sem meias medidas, ele pergunta: “What do you think your mother would say if she knew you were dating a vampire?”. Ela fica claramente surpreendida, espantada até, mas apenas durante um segundo. De repente e sem aviso, recompõe-se e, mesmo com toda a pressão a que está sujeita, com uma cara repleta de repugnância e desprezo responde “Which mother?”.
Um outro assunto que queria endereçar nesta crítica é o enredo principal da série, ou a falta dele. O que “The Vampire Diaries” tem de melhor é, claramente, a sua mitologia. No entanto, a sua mitologia apresenta-se sob diversas formas e múltiplos enredos. Para ligar todos os episódios, dava jeito um enredo principal contínuo, como há na maioria dos chamados genre shows. Tivemos toda a história do passado dos irmãos Salvatore que foi muito bem explorada, mas era preciso algo no presente. Primeiro tivemos o túmulo, que foi uma desilusão, depois a série andou à deriva entre a Katherine, a Pearl e os vampiros do túmulo, os antepassados da Elena, a Isobel, tudo com os esquemas políticos de Mystic Falls lá para o meio. Esta aparente falta de direcção incomoda-me, mas só irei julgar este assunto no último episódio e, muito sinceramente, desde que continuem a fazer episódios tão bons como este, pouco me importa qual é o enredo principal.
Stefan: If I just give myself over to the blood, I can make that pain stop. Every day, I fight that.
O que este episódio também evidenciou é a pouca falta que certos personagens secundários fazem à série. Com a excepção de Jenna, todos eles podiam ir andando. Carolines, Bonnies, Matts e Tylers, por muitos poderes que tenham, bruxas, lobisomens ou simplesmente pessoas normais para nos lembrar que estamos numa cidade pequena dos Estados Unidos e não no País das Maravilhas simplesmente não fazem falta nenhuma.
Resumindo, “Blood Brothers” foi um episódio fantástico, espectacular, óptimo, esplêndido e todos os adjectivos que se consigam lembrar. Tivemos a parceria entre o Damon e o Alaric, o romance entre o Jeremy e a Anna, a história de Mystic Falls, uma morte significativa, o desvendar do passado e uma tremenda evolução dos personagens. “Blood Brothers” é o melhor episódio da temporada e, posso dizer sem sombra de dúvidas, é um episódio impressionante.

No próximo episódio:




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Quando vi o episódio gostei, mas não adorei. Depois de ler a crítica é que percebi que estava a dar mais importância a outras coisas e menos aos momentos marcantes.
Eu gosto do Stefan e ainda mais depois deste episódio. A Elena é simplesmente fantástica. Não digo isto muitas vezes em relação a protagonistas feminias, mas desta vez não há como negar que a rapariga tem garra.
Não gostei que matassem a Pearl… mais um erro. No entanto, desde que não matem a Anna, por mim tudo bem xD que se livrem da Bonnie, por exemplo, quando sentirem vontade de matar.
Claro que também gostei dos momentos “Delena”. Simples, mas queridos. Muito imprevisíveis, o que me faz muitas vezes preferir o Damon em vez do Stefan.
A propósito, serei a única a ter recordado «Amends» (BuffyS3) na cena em que a Elena tenta convencer o Stefan a não se suicidar sob a luz do Sol? Só faltou nevar
Bem, ainda assim, não sei explicar porque motivo este episódio não me entusiasmou tanto como outros, apesar das cenas óptimas que teve.
Estou curiosa em relação à review do próximo episódio.
:3meio:
Depois de ler a crítica é que percebi que estava a dar mais importância a outras coisas e menos aos momentos marcantes.
Ainda bem que pude ajudar!
Não gostei que matassem a Pearl… mais um erro.
Eu aguardaria um pouco mais até julgar isso. Afinal, nunca se sabe as consequências que uma morte destas pode trazer!
A propósito, serei a única a ter recordado «Amends» (BuffyS3) na cena em que a Elena tenta convencer o Stefan a não se suicidar sob a luz do Sol?
Honestamente, não. Tenho as duas séries em duas prateleiras separadas na memória para evitar comparações. Tento concentrar-me plenamente na série que estou a ver. Às vezes é inevitável, mas este não foi o caso.
Estou curiosa em relação à review do próximo episódio.
Brevemente!
Eu gostei muito e para a semana já é o último :nowa:
Finalmente percebemos verdadeiramente o que aconteceu com os irmãos aquando do momento de se tornarem vampiros! Esta explicação já ansiava por ela há muito tempo.
Por acaso, quando a Elena tentou demover o Stefan de se expor à luz do dia, eu entrei no episódio de Buffy, mas claro que acho que a cena de Buffy é muito mais forte e intensa. No entanto, adorei este momento entre os dois. Mais uma vez Elena ao rubro! Estupor de rapariga. Sim senhor. Nada de bananices!
:4:
para a semana já é o último
:eeeek:
óptima crítica, mais uma vez. E mais uma vez, adorei este episódio! Eu tenho de dizer que o Stefan me chocou mais uma vez. Ele é que é o responsável pela transformação do Damon e bebeu do pai (lembrou-me muito o Angelus) e fiquei totalmente surpresa porque estou habituada a vê-lo ser o vampiro bonzinho e uau! Tal como vocês, adoro a Elena cada vez mais também.
Noir e RM, a cena entre o Stefan e a Elena também me fez lembrar o Amends da Buffy.
óptima crítica, mais uma vez.
Obrigadíssimo! :shiny:
thanks god que o Matt e a Caroline não têm mais tempo de antena…
todo o tempo em que aparecem é desperdício… deviam morrer os dois.
thanks god que o Matt e a Caroline não têm mais tempo de antena…
Apoiado!
Este episódio foi mesmo melhor que todos ou seus antecessores, eu adorei e estou muito ansioso para ver o que vai acontecer nos dois últimos episódios desta temporada.
Boa review, finalmente deste mais que 85 a uma episódio de TVD, já não era sem tempo!
Boa review…
Obrigado!
…finalmente deste mais que 85 a uma episódio de TVD, já não era sem tempo!
Vês? Assim soube muito melhor! :wink1:
Estou a tentar apagar este comentário, mas está difícil… Uma ajudinha, ZB?
O ZB neste momento deve estar a beber champanhe
Pois é. O Benfica ganhou qualquer coisa!
A série conquistou-me…
Neste momento é a minha série número 1.
Não costumo ler os reviews, mas desta vez resolvi ler e tá excelente.
Ainda bem que leste!
Gostei do episódio. O melhor: a explicação da transformação do Damon e do stephan(simples e coerente), a linha ténue entre o bom e o mau
O pior: a morte da pearl
:4:
O pior: a morte da pearl
Eu reparei que muitos não gostaram do episódio por causa da morte da Pearl e acho um bocado injusto. Afinal, se fosse um personagem que não se gostasse, não teria tanto impacto. Ainda é cedo para julgar esta decisão e a verdade é que a morte dela ainda deu mais intensidade ao episódio.
Adorei este episódio, e Great Review!
Eu gostei da morte da Pearl. Ela ia levar a Anna para longe do Jeremy, e isso, sim seria uma má jogada, já que que o Jeremy desde que a Anna entrou em cena tem-se tornado numa personagem interessante.
Quando o Stephan deixa o anel dentro de casa, temi o pior, pensei que íamos ter um momento twilight com a Elena a implorar ao Stephan para não morrer, ainda bem que não foi assim…
Ansiosa pela próxima critica! :4meio:
Great Review!
ObrigadO! :verycool:
por min podem morrer todos menos a Elena, os irmãos, a tia da Elena e a Anna ( e o Jeremy porque a Anna não merece que ele morra… A Elena provou ser uma grande mulher neste episódio, adorei. Cada vez gosto mais desta série e isto foi uma review mt agradável de se ler…
por min podem morrer todos menos a Elena, os irmãos, a tia da Elena e a Anna
Hey! Que agressiva! Tu fazias logo uma limpeza à série!
foi uma review mt agradável de se ler…
Fico contente por isso!
lol eu kd digo todos n kero dizer a série toda LOL tb ia ficar mt chato claro mas tipo carolines e matts e jeremy podiam morrer qe não me faziam grande diferença e ah o professor também gostava que ele vivesse…
Excelente episódio! A única coisa que tenho a apontar é o facto do Stefan ter conseguido alimentar-se do pai, é que era de esperar que eles já naquele tempo usassem verbena, especialmente o homem que estava tão por dentro da história dos vampiros…
Bem visto. No entanto essa aparente inconsistência é facilmente explicada. O pai do Stefan pensava que os vampiros estavam todos mortos, logo não se preocupou com isso.