[SPOILERS] “Isobel” é o tipo de episódio que eu normalmente não costumo gostar. A sua estrutura baseia-se numa estratégia comum entre os argumentistas. Uma nova personagem, já conhecida no universo da série ou não, é introduzida, a sua vinda traz vários desenvolvimentos e depois vai à sua vidinha deixando os personagens habituais a tratarem dos problemas. Mas é impossível não gostar deste “Isobel”.
Alaric: You want me… to deliver a message?
Isobel: Yeah.
Alaric: Screw you… you selfish bitch.
Aquilo que faz este episódio mais interessante do que a descrição que eu fiz em cima é o envolvimento da personagem no enredo principal da série, apesar de não ter aparecido até agora, que cria conflitos por toda a cidade com consequências palpáveis. Para além disso, a profundidade da personagem que deu uma volta de 180 graus nos últimos 5 minutos ajudou muito.
Com o pretexto da disputa pela engenhoca de Johnathan Gilbert, que afinal só funcionava por causa da Emily, o episódio avança a narrativa em três frentes muito importantes. Se no episódio anterior descobrimos os segredos do passado dos irmãos Salvatore, neste descobrimos os da Elena (Nina Dobrev). Para além da árvore genealógica da Elena, temos uma imagem clara (finalmente!) da direcção que está a levar o enredo principal. Mas tão importante como isso, ou até talvez mais a longo prazo, é o declarado início do triângulo amoroso dos protagonistas da série e, melhor ainda, o renascer da rivalidade entre Stefan (Paul Wesley) e Damon (Ian Somerhalder).
Elena: I’m supposed to help build the Miss Mystic Float for the Founder’s Day Parade. If I don’t, I get the wrath of Caroline.
(conversa ao telefone sobre Stefan)
Damon: Have fun with the Mystic Queen. I know I did.
A Isobel (Mia Kirshner) chega a Mystic Falls e apresenta-se como uma bitch assumida. Belo truque. Sabendo que não pode enfrentar Damon, usa Elena para conseguir a engenhoca. Adorei a cena dela com a Elena. Já estou tão farto de enredos de pais ausentes vindos da outra série que também escrevo aqui no TV Dependente, que este foi uma enorme lufada de ar fresco. Mas ainda gostei mais da reviravolta da personagem no final quando nos deu uma das melhores cenas da série até à data: a sua despedida de Alaric (Matthew Davis) deixou-me sem palavras. Arrepios na espinha? Também eu.
Damon: She’s given up her humanity.
Alaric: Yeah, see, I don’t get that. Stefan has his humanity. He’s a good guy. Oh, you’re a dick and you kill people, but I still see something human in you. But with her, there was… There was nothing.
Outro pedaço de informação importante: John (David Anders) é o pai da Elena. Quem diria? Ou seja, a Elena e o Jeremy (Steven R. McQueen) são primos e o Mr. Gilbert, anteriormente conhecido como pai da Elena, é o tio. Resumindo, a Elena é a mistura de duas das linhagens mais importantes da série: os Gilbert e os Pierce.
Uma das minhas grandes preocupações (e a de alguns comentadores destes artigos) era a falta de direcção da série em relação ao seu enredo principal. Felizmente, este episódio fez um óptimo trabalho em preparar a final. Juntando de maneira simples e eficaz todos os enredos mais importantes que a série teve até agora, o túmulo, a Katherine e a família da Elena, “The Vampire Diaries” tem tudo para nos dar um final estrondoso. E da maneira que tudo foi preparado, não me parece que a presença da Katherine propriamente dita vá fazer falta.
Damon: Stefan’s different. He… he wants the whole human experience. He wants to feel every episode of “How I Met Your Mother”.
O que gosto mais do enredo principal da série é a sua falta de definição. Passo a explicar, na maioria das série existiam os bons, os maus e um ou outro personagem que era bom e ficava mau, ou vice-versa. Aqui não. É cada vez mais difícil ver todas as facções e distinguir o bem do mal. A Elena, o Stefan e o Damon querem proteger a cidade, provavelmente por diferentes razões. A Elena e o Stefan querem proteger as pessoas e o Damon só tem uma coisa a dizer: esta cidade é dele. O John, mandado pela Isobel via Katherine, também quer matar os vampiros, mas ele inclui Stefan e Damon nesse lote e, muito provavelmente, Anna (Malese Jow). O que nos leva ao Jeremy. Estará ele do lado do tio ou da Anna? A Bonnie (Katerina Graham) também se quer livrar dos vampiros, mas para isso traiu a confiança da Elena, a sua melhor amiga. Resumindo, todos têm o mesmo objectivo, mas as missões laterais variam e pergunto-me o que a Elena e o Jeremy farão para proteger os seus respectivos sugadores de sangue. No meio desta confusão todo, só sei de uma coisa: eu estou do lado da Elena.
No início da série, que tinha sido apresentada como a luta de dois irmãos vampiros pela mesma rapariga (e isso é subestimar a série por completo), eu perguntava-me como é que a Elena alguma vez poderia gostar de alguém tão cruel como o Damon. Só que depois a série foi desenvolvendo a relação deles com calma e ela finalmente recebeu um empurrão em Bloodlines, quando eles fazem a viagem a Georgia. Com Damon a ficar responsável e Stefan a ceder ao sangue humano, Elena apoia-se num irmão para salvar o outro. E assim nasce uma amizade. Cada vez mais se nota uma transferência de amor de Katherine, que o traiu, para Elena, que embora não esteja com ele, o respeita.
Damon: Now that I have your attention, listen up. You do not come into my town, threaten people I care about. Going after Elena… bad move. You leave her alone, or I will rip you to bits, because I do believe in killing the messenger. You know why? Because it sends a message. Katherine wants something from me, you tell that little bitch to come get it herself.
Estes personagens são a alma da série que só tem a ganhar com esta relação a três, se a usar de forma adequada evitando a saturação. Pelas provas que já deu, tenho tudo para acreditar que sim.
Houve duas cenas que mostraram a semelhança e o contraste entre Stefan e Damon. Stefan, com sentido protector, vigia Elena sempre que pode não a deixando sozinha com Isobel. Damon reage e ataca mostrando a Isobel o erro que foi meter-se com Elena. Essa cena foi fantástica porque, para além de mostrar a imprevisibilidade e vida que Ian Somerhalder dá à personagem, revela realmente o quanto Elena significa para Damon e, há que admitir: foi do mais explosivo que há.
Isobel: Good-bye, Elena. As long as you have a Salvatore on each arm, you’re doomed. Katherine was smart. She got out. But we all know that you’re not Katherine.
Resumindo, “Isobel” é mais um óptimo episódio na já vasta lista deles em “The Vampire Diaries”. Consegue preparar o final sem abrandar o ritmo, mergulha no enredo principal e nas relações das personagens sem medo. Tem acção e tem drama, tem romance e tem mistério. Mais importante ainda, faz exactamente o que devia fazer: deixar-nos ansiosos pela grande final.

No próximo episódio:




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Os seus comentários aos episódios são tão fantásticos quanto a própria série…por esse facto, parabéns.
Hoje não resisti e já vi o ultimo episódio, posso dizer que me deixou dividida, no entanto foi mais uma hora da minha vida muito bem passada…
Aguardo portanto ansiosa pela próxima review…
Cumprimentos
Sílvia
Os seus comentários aos episódios são tão fantásticos quanto a própria série…por esse facto, parabéns.
:blush: Obrigadíssimo, Silvia!
já vi o ultimo episódio, posso dizer que me deixou dividida
Comigo foi exactamente o mesmo!
Muito bom e mal posso esperar pelo final. Também gostei muito da última cena entre a Isobel e o Alaric, afinal ela não é uma bitch insensível.
Mas como tudo correu neste episódio, só sei que não deve acabar bem.
E o problema com o plano da Bonnie é que ela poderá pôr a cidade toda em risco.
E o problema com o plano da Bonnie é que ela poderá pôr a cidade toda em risco.
Como assim? Pôr o Stefan e o Damon em risco é uma chatice, mas não é exactamente o mesmo que pôr Mystic Falls em risco!
Oh, vá lá, depois de um episódio tão bom como este, que definiu um rumo para a série e voltas ao 85? :boo:
Esta série tem tudo para se tornar numa série de culto como Buffy se tornou, tem excelentes personagens (arrisco-me a dizer que o Damon é o vampiro mais “cool” da TV, até mesmo que o Angel que tinha muito carisma xD), tem excelentes diálogos que misturam algum drama com humor e, aconteça o que acontecer nos seus episódios, são sempre 40 e poucos minutos bem passados.
Ainda não vi o season finale mas espero que não me desiluda.
Oh, vá lá, depois de um episódio tão bom como este, que definiu um rumo para a série e voltas ao 85?
Tu falas como se 85 fosse uma má nota. Não é! É uma boa nota. Aliás, é uma muito boa nota. Todos os 85s que eu dei à série até agora foram episódios que eu adorei, este incluído.
Eu continuo chocado ao saber que isto é um CW Show :4meio:
Então é porque não viste Supernatural ou Smallville! Certo? :rolleyes1:
Um ORIGINAL… Supernatural e Smallville é um produto do antigo WB!
Então concordo plenamente! :wink1:
Gosto de ver Vampire Diaries e gosto de vir aqui para dar uma vista de olhos aos comentários. Parabens pelo teu trabalho pq vendo os eps por vezes ha coisas q não vemos ou perpectivas q não pensamos e ler um comentário bem feito é sempre interessante. Este ep. é mais um exemplo da qualidade q é habitual e preparou os ganchos para o final da temporada. Final q ( tb não resisti e vi) não me deixou sem folêgo ao contrario de Supernatural!
Parabens pelo teu trabalho
Obrigado!
A crítica à final virá muito em breve e falamos depois… :wink1:
Que grande episódio, dos melhores até agora! A química entre a Mia Kirshner e o Ian Somerhalder, é de cortar a respiração! As melhores cenas são sem duvida a ‘conversa’ entre eles a cena final da despedida entre e a Isobel e o Alaric, que arrepio