[SPOILERS] Vindos de uma quinta temporada pautada por um personagem com um segredo e um plano de vingança que se tornaram óbvios cedo demais, as expectativas para esta sexta temporada eram elevadas. Nesta série são-no sempre, quando uma nova temporada começa.
Porém a dúvida era clara: continuaria a série o seu inevitável percurso descendente em termos de criatividade, natural ao fim de cinco temporadas, cada uma com mais de vinte episódios?
Não posso dizer que isso tenha acontecido, mas também não posso dizer que, globalmente, esta temporada foi excelente e muito melhor que a anterior, porque não foi. Não há dúvidas de que foi feito um trabalho mais eficaz no que diz respeito a não entregar logo a história “de mão beijada” ao espectador. E nesta temporada, além dos tradicionais novos vizinhos, tínhamos também um serial killer à solta, em Fairview.
No que diz respeito à família Bolen as coisas nunca foram muito claras, a única coisa clara é que os três fugiam de alguém – que se veio a revelar ser Patrick Logan (John Barrowman), o antigo companheiro de Angie (Drea de Matteo) num grupo de eco-terroristas e pai de Danny (Beau Mirchoff), que tinha agora dezoito anos. Nick (Jeffrey Nordling), o agente da polícia que investigou o caso e se apaixonou por Angie, fugiu com ela e criou Danny como seu filho. Olhando para trás não consigo evitar ver algumas incongruências: se nos episódios iniciais Nick parecia já não amar Angie – ele fazia olhinhos às amigas do filho e teve mesmo um caso com Julie (Andrea Bohen) – nem ser amado pelo filho, mais para o final as coisas alteram-se drasticamente sem que haja propriamente um motivo para isso… e quando se tornou óbvio que Logan estava de regresso parece que havia um amor épico a unir os três. Relativamente a Logan a única coisa que lamento foi nunca terem explicado exactamente o que aconteceu na explosão que vitimou o homem e que desencadeou a fuga de Angie. Um acontecimento do passado com tamanha importância para a história exigia um poderoso flashback, algo muito melhor do que “something went wrong and someone was killed”. À excepção disso, foi espectacular ver a discreta aproximação que Logan fez ao filho, Danny, as conversas que trocaram, o maquiavélico plano de traçou para se vingar de Angie e que saiu completamente furado, culminando na sua morte. Sim, é verdade que não passou pela cabeça de ninguém que Angie colocaria a bomba dentro do próprio detonador, arriscando a própria vida para se certificar de que Patrick morria. Foi uma original reviravolta que terminou no mais óbvio dos finais: o mau da fita morreu e os “heróis” sobreviveram. Angie e Nick abandonaram Westeria Lane e partiram rumo a um novo destino. Danny (ou será melhor chama-lo Tyler?) foi ter com a avó, Rose, e a namorada, Ana (Maiara Walsh), a Nova Iorque. Um desfecho “desinspirado”, que nem a explosão de um carro conseguiu apimentar. A minha sugestão: inovar. Deixar, nem que seja por uma vez, que o vilão consiga vencer, pelo menos assim a audiência ficaria surpreendida por não ser “brindada” com o tradicional final feliz.
Falando em finais, o desfecho escolhido para Eddie (Josh Zuckerman), o Estrangulador de Fairview, também não foi o melhor. Toda a história desta personagem foi óptima: desde o papel de bastidores que possuiu ao longo de toda a temporada, passando pela surpreendente revelação de que ele era o assassino, seguida do maravilhoso 6×20 – Epiphany, o episódio que explicou as suas origens (nomeadamente a infância marcada pela falta de amor materno) e os vários acontecimentos que o levariam a tornar-se num assassino… Mas o final foi completamente incoerente e até um pouco aborrecido. Gostei de ver Lynette (Felicity Huffman) encurralada por Eddie, após perceber quem ele realmente era. Mas quando ela entrou em trabalho de parto e coube a Eddie trazer a criança a este mundo comecei a achar a situação um pouco forçada. E quando Lynette consegue convence-lo a entregar-se, simplesmente ao assumir o papel de “mãe” dele, fiquei bastante desencantado. Foi fácil demais. Foi idealista demais. Com um simples apelo ao coração, ele concordou em entregar-se à polícia. Quem dera que todos os serial killers fossem assim! Preferia muito mais que Eddie se tivesse mesmo ido embora depois de ajudar o bebe a nascer e que a última cena do episódio o mostrasse a chegar a uma nova cidade, talvez até a atacar alguém… um final que deixasse as coisas em aberto. Porém nem a um final decente tivemos direito: nem captura, nem prisão, nem julgamento, nada. Uma desilusão.
No geral, o que prejudicou esta temporada foram mesmo os finais escolhidos. Bastante “básicos”, preguiçosos, medianos. Contudo não podemos julgar toda uma temporada em função do seu final e, na globalidade, a sexta temporada foi bastante boa.
No geral, os episódios da temporada oscilaram entre o Bom e o Muito Bom. Ocasionalmente resvalaram para o Satisfatório. Porém, quando temos grandes revelações, como no episódio 6×04 – The God-Why-Don’t-You-Love- Me Blues (em que descobrimos que Nick era o homem casado com quem Julie teve um caso), 6×08 – The Coffee Cup (quando o Estrangulador voltou a atacar) ou 6×19 – We All Deserve To Die (onde Eddie matou Irina – Helena Mattsson, revelando ser o Estrangulador de Fairview) a série consegue atingir aquele nível seguinte, pelo qual ansiamos semana após semana. Curiosamente são os episódios em que a série quebra completamente os seus moldes “tradicionais”, aqueles em que se alcança verdadeira excelência. Esta temporada tivemos dois exemplos bastante claros: 6×11 – If… (onde viajámos até a um mundo de possibilidades, no rescaldo da queda do avião em Westeria Lane) e 6×20 – Epiphany.
Posto isto, resta-me dizer que foi com prazer que acompanhei a série, escrevi as críticas e li os vossos comentários. Voltamos a encontrar-nos em Setembro para descobrir o que traz Paul Young (Mark Moses) de volta a Westeria Lane, qual a criança que não é realmente filha dos seus pais e continuar a acompanhar as vidas de Lynette, Susan (Teri Hatcher), Bree (Marcia Cross) e Gabrielle (Eva Longoria Parker).

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Foi uma boa temporada com alguns grandes momentos (quase sempre pela Lynette. em especial o seu “if” com o filho deficiente”)
Honestamente, com tanta e tão boa série que vai estrear, não sei se vou vr a próxima temporada.
Talvez veja as pontuações que dás e se valer a pena apanho depois o comboio
tens k ver.. a serie vale smp apena ver, penso k o seu maior problema deve-se ao facto de cada temporada ter mais de 20 episodios, o que faz com as historias se arrastem um pouco, sobretudo qd se tem 4 personagens principais. Contudo repito, vale smp apena ver
Concordo contigo.
Mas eles têm mesmo de começar a inovar!
ya pode ser k nesta esse pedidos sejam atendidos e uma mae completamente normal se passe da cabeça, ate era fixe lol
Para mim, todas as temporadas de Desperate Housewives começam muito bem, e esta não foi excepção. Katherine a procurar vingança de Susan, Lynette a rejeitar os filhos dentro de si e o affair de Bree originaram momentos imperdíveis, às vezes dramáticos, outras vezes completamente hilariantes.
Para o meio da temporada, no entanto, a série, como já é habitual,entrou numa onda de marasmo e durante episódios nada de verdadeiramente cativante se passou. E eu desinteressei-me, como costuma acontecer. Lá para o fim, a coisa começou a aquecer, mas não de uma forma verosímil. O serial killer, o pai do Danny, o bastardo de Rex a chantagear Bree… demasiados psicopatas! E concordo quando dizes que as resoluções foram bem fraquinhas.
No geral, acho que a temporada teve muito mais qualidade que a quinta, mas a série continua a insistir nos mesmos erros de sempre. Os escritores não conseguem controlar as histórias que criam à volta dos “vizinhos obscuros”, não conseguem torná-las interessantes. E a culpa é do mistério, que os impede até aos episódios finais de nos dar um excesso informação que o desvende. Na minha opinião, para variar, deveriam parar de trazer para a série pessoas com passados turbulentos, porque está provado que não conseguem aproveitar e desenvolver as histórias que criam. E que tal pessoas normais, que, por circunstâncias da vida, se tornam perigosas/violentas… em Wisteria Lane?? O espectador via a acção a desenrolar-se, em vez de imaginar apenas. E ainda havia espaço para o mistério, claro. Sei lá.
De qualquer forma, continua a divertir-me e tenciono continuar a ver.
Concordo… Inicio promissor – Seguido de episodios mornos – Acção para a recta final – Final previsível…
Apesar de n ter sido uma temporada perfeita csguiu que visse semana após semana sem interrupção (da minha parte, pk interrupções foram coisas k n faltaram na serie :S). Assim devo dizer que concordo com a crítica bem como com a sua pontuação e que tb eu vou ver a próxima temporada smp esperando mais, pois sei do que a serie é capaz.
Espero assim uma 7ª temporada n espetacular mas, no minimo, muito boa.
o bastardo de Rex a chantagear Bree
Essa é que foi uma história rápida demais. Mal chegou foi logo desmascarado e apoderou-se da empresa da Bree. Das duas uma, ou tinham introduzido o Sam mais no início da temporada, ou continuavam com a storyline dele na próxima temporada. No geral, gostava que a máscara dele tivesse demorado mais tempo a cair.
E que tal pessoas normais, que, por circunstâncias da vida, se tornam perigosas/violentas… em Wisteria Lane?? O espectador via a acção a desenrolar-se, em vez de imaginar apenas. E ainda havia espaço para o mistério, claro.
Ora nem mais. Uma mãe de família que começasse completamente normal e acabasse a temporada a cometer uma atrocidade qualquer… isso é que era!
João, cá nos encontramos em Setembro com as nossas senhoras então!
Claro que sim. :wink1: