[SPOILERS] O terceiro episódio não se distancia basicamente em nada do seu antecessor: dão-se mais alguns passos no desvendar da conspiração e retiram-se mais algumas camadas na exploração dos personagens.
Personagens: Para já, é neste aspecto que a série parece querer focar-se. O mistério, se bem que sempre bastante presente, parece cair mais para um patamar um pouco mais secundário e a exploração das personagens é aquilo que mais atenção tem tido por parte dos argumentistas da série. Neste episódio, temos então o pai da filha da Maggie (Jessica Collins) que regressa inesperadamente e ela decide aceitá-lo de volta à sua vida, apesar de ter algumas reservas. Esta storyline teve pouco impacto no episódio mas permitiu voltar a mostrar que ela e o Ingram (Arliss Howard) são bem mais próximos do que aquilo que aparentava inicialmente (e parece haver uma relação de proximidade mais forte em termos pessoais do que o simples facto dela estar a servir como espia dos colegas de trabalho para ele). Os problemas matrimoniais do Miles (Dallas Roberts) são cada vez mais reais e isso começa a afectar o seu desempenho no trabalho, tornando-o, por exemplo, obcecado pela família de um dos sujeitos que está a investigar e pelo facto dessa família ser aparentemente feliz (algo que contrapõe à sua realidade e que assim ele tem dificuldades em aceitá-lo como verdadeiro). O cunhado do Will (James Badge Dale), filho do David que ao que tudo indica teve alguns problemas de ordem mental e que nunca achou que o pai lhe tivesse apreciado convenientemente, exige que o Will lhe devolva a moto que pertenceu ao pai. E temos ainda a mulher do David, que vai ao escritório buscar as coisas dele, numa cena reveladora da forma como aquelas pessoas se descaracterizam tanto para desempenhar as suas funções (se bem que não entendi o porquê dela saber que tipo de trabalho o David tinha quando os outros são obrigados a manter sigilo perante os seus familiares; talvez o sigilo não se aplique aos chefes…).
Mistério: A parcela de mistério do episódio continua a recair sobre o protagonista e sua tentativa de decifrar os códigos deixados escondidos pelo sogro, bem como sobre a Katherine Rhumor (Miranda Richardson), que continua a explorar a casa que o marido lhe deixou. Se a segunda storyline não avançou grande coisa e acabou por ser a parte mais fraca do episódio, a primeira voltou a revelar mais algumas peças do puzzle. No interior do banco da moto que o David lhe deu, Will descobre mais uma cifra (bem como uma arma). Desta feita, o código é bem mais elaborado, mas, e novamente com a ajuda do Ed Bancroft (Roger Robinson), ele consegue decifrá-lo (apesar de ainda não termos ficado a saber exactamente que nomes são aqueles que compõem a lista). E quanto mais esgravata, mais atenções desperta para si, continuando a ser seguido por estranhos homens (isto mesmo após ter descoberto que um desses homens era do FBI e apenas o estava a seguir como sequência da sua promoção e de forma a garantir que ele não era uma ameaça para a segurança nacional).
Tal como o disse na crítica ao episódio anterior, “Rubicon” não é série para quem quer/necessita de pay-off imediato para os mistérios levantados pela série. “Rubicon” vai demorar o seu tempo. E isso não é necessariamente algo mau.
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Está-me a custar “entrar” nesta série. Não se por não estar com a disposição para aí virada, se da época do ano, se do local, se de qualquer outro factor, mas a verdade é que Rubicon não me tem cativado por aí além.
Penso que será um factor passageiro (pelo menos espero) e que, tal como aconteceu com Breaking Bad e Generation Kill, daqui a uns tempos esteja mais para aí virada. Por agora… acho que vou fazer uma pausa da série.
E voltei. Definitivamente, isto é série para ver no inverno, de enfiada!