[SPOILERS] “Oh, one, one final thought if I might. When you left the house this morning wearing that tie, perhaps your wife stopped you in the doorway. Perhaps she told you how good you looked in that tie, how handsome it was. Now, while I’m sure you love your wife, might I suggest you have many reasons to distrust her judgment about that tie. Maybe she has a fond memory of another time you wore it. A sentimental attachment or perhaps she knows your tie collection, and she’s simply glad you didn’t choose one of the ties she dislikes. Perhaps she just sensed you were feeling a little fragile. She felt like bucking you up a bit. Now, imagine for a minute: you sit down here with us, and I say to you how much I admired that tie. Instantly, you have another opinion, but you don’t know me. There’s nothing personal between us. We have no sartorial history. No emotional attachment. Whose judgment are you going to trust, mine or your wife’s?”
É longa a citação acima (faz parte de um discurso, logo não admira a sua extensão) mas não a poderia deixar de colocar aqui, não só por ser bastante determinante no episódio como é bastante eloquente e representativa daquilo que melhor a série demonstrou conseguir fazer até agora.
Quando surgiu inicialmente e quando começou a tentar cativar espectadores, “Rubicon” apresentou-se como uma série sobre conspirações (a própria tagline é “Not every conspiracy is a theory”). Mas, ao longo destes quatro episódios, a série claramente preferiu adoptar uma postura de exploração dos personagens e do mundo em que eles se inserem do que propriamente a conspiração que deu mote à série. E este “The Outsider” é o melhor exemplo disso até à data e provou-me definitivamente que a série consegue subsistir por si própria independentemente da força que tem na narrativa o mistério das palavras cruzadas e o suicídio do Tom Rhumor.
Este episódio teve bastante pouco de conspiração, excepto um encontro entre o Will (James Badge Dale) e um agente da CIA ou a Katherine Rhumor (Miranda Richardson) ainda a tentar, a passo de caracol (há uma cena em que ela percorre o apartamento que parece demorar uma eternidade), descortinar os segredos do seu marido. E, na minha perspectiva, não lhe fez falta. Aliás, até começo a colocar em causa se o mistério e o seu desenvolvimento a conta gotas não poderão vir a ser prejudiciais a uma série que mostrou aqui que conseguiria subsistir apenas com os seus personagens e com os dilemas que estes enfrentam por terem uma profissão onde se decide diariamente o destino de outras pessoas.
Tivemos então duas storylines principais que moveram o episódio. Primeiro, o Will e o seu patrão, Truxton Spangler (Michael Cristofer), deslocaram-se a Washington D.C., e daqui foram-nos fornecidos dados que trazem nova luz à série: o Spangler é o típico chefe, ou seja, um tanto ou quanto otário, mas revelou que não é líder da organização por acaso; e tivemos ainda a oportunidade de conhecer melhor como se integra a API junto das outras agências de espionagem do país. Além disso, esta storyline permitiu ainda uma segunda, onde os elementos da equipa do Will se viram privados da sua liderança e tiveram de tomar uma decisão difícil por si próprios. Ambas tiveram a sua força, a primeira, especialmente, no revelar da peculiaridade e brilhantismo do Spangler, enquanto a segunda se suportou nas questões morais de desempenhar o papel de Deus, cabendo ao Miles (Dallas Roberts), ao Grant (Christopher Evan Welch) e à Tanya (Lauren Hodges) a decisão de poupar ou não a vida de um suspeito de pertencer à Al-Qaeda, decisão ainda mais complicada uma vez que para o terrorista morrer outras vidas civis (incluindo de crianças) teriam de ser sacrificadas.
Um bom episódio. Ainda nada de muito exuberante (alguma vez será?) mas definitivamente consistente e garantidamente mais uma razão para regressar à série na próxima semana (ou melhor, depois de amanhã, visto que a crítica tem saído sempre já bastante tarde…).
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Gostei bastante deste episódio. As duas histórias mostraram-nos coisas interessantes em relação ao trabalho que eles efectuam.
A parte do mistério não houve muito a acrescentar, mas como dizes as partes da Katherine são sempre tão lentas que se não têm cuidado vai acabar por aborrecer e prejudicar o interesse na descoberta por mais pistas.
De facto em relação ao mistério principal nada se acrescentou, tirando aquele informante, mas de facto pouco soubemos acerca daquelas pessoas, mas que parecem claramente estar ligada aos serviços secretos.
Fiquei com a sensação que estão a andar muito devagar porque a explicação não deverá ser muito complexa.
Gostei daquela cena final onde aparece o mapa de portugal. :verycool:
Epah acho que cansei-me de uma vez por todas da série. Já a troquei pelo piloto do Covert Affairs e sinto que fiz uma boa escolha. Conseguiu com um episódio fazer o que Rubicon com 4 não conseguiu.
Eu acho que não podes comparar assim as séries. Elas têm objectivos bem diferentes.
Eu percebo quem não consiga entrar na série (Rubicon), mas Covert Affairs, Knox!? Covert Affairs não só é mais do mesmo como não passa de uma série de segunda linha, que nunca será mais que o equivalente a um filme pipoca. Eu gostei do piloto e ainda vi mais uns episódios mas aquilo não passa da cepa torta e as missões têm limitado interesse. Mas pronto, cada um lá sabe do que gosta.
Muito interessante mesmo essa citação que mostras aqui no post. E tão verdadeira que é.
A parte do episódio dedicada aos membros da equipa do Will que não foram passear até Washington também foi interessante. Teriam sido eles os responsáveis pela “descoberta” das WMD no Iraque?!
Preferia saber um pouco mais do mistério principal…