[SPOILERS] É irónico que ainda na semana passada referia que a série se conseguiria suster por si própria, sem necessitar de conspirações, e esta semana temos o melhor episódio até hoje que é basicamente só desenvolvimentos em termos da conspiração. Apesar disso, continuo a acreditar que a série subsistia confortavelmente explorando apenas os seus personagens e o meio que os envolve, mesmo vendo agora que, caso os seus autores queiram verdadeiramente, “Rubicon” pode ir mais além se aprofundar e desenvolver a maior velocidade tudo o que existe em torno da conspiração (e precisa de o fazer rapidamente, pois os seus níveis de audimetria são cada vez mais preocupantes).
Claro que tivemos alguns desenvolvimentos em termos de personagens, uma coisa não deve ser dissociável da outra, sobretudo no que toca à Tanya (Lauren Hodges), a sua posição dentro desta organização e particularmente como parte integrante naquela equipa, à forma como o Will (James Badge Dale) continua a lidar com o seu novo papel de chefe, aqui tentando levar a Tanya para um outro nível (ela é a caloira deste grupo e precisa claramente de alguém que a guie convenientemente). Tivemos até, se bem que isto não é propriamente desenvolvimento em termos de personagens, o primeiro contacto entre o Will e a Katherine Rhumor (Miranda Richardson), breve mas certamente significante para o futuro da série.
Mas o maior foco do episódio foi claramente o mistério e a conspiração. E acho que dum episódio intitulado “Connect the Dots” nem se podia esperar outra coisa.
Os maiores destaques são realmente a confirmação do envolvimento do Spangler (Michael Cristofer) em tudo o que está a acontecer. Foi ele que mandou seguir o Will, foi ele que tirou os papéis que o Will procura na biblioteca (destruindo-os posteriormente), o Donald Bloom (Michael Gaston) reporta directamente a ele e tenho a ideia que é a voz dele na cena final do piloto, onde vários homens estão reunidos após o suicídio do Tom Rhumor. É claramente uma peça central em toda esta trama.
Temos ainda o Kale (Arliss Howard), que está de alguma forma envolvido em toda esta história, mas que ainda se mantém algo dividido entre os dois lados, pois vemo-lo a jantar com o Bloom (de onde retiramos alguma informação sobre a personagem, como o facto de ser ex-assassino a mando da CIA) e a reportar informação ao Spangler, mas é ele que avisa o Will de que ele está a pisar terrenos perigosos.
Há realmente muito para “roer” neste episódio, dando à série e aos seus personagens várias novas camadas. É pena é que muita gente se vá afastando cada vez mais de “Rubicon”, pois com a queda que as audiências têm registado, não me parece que a mesma passe desta temporada.
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Estou a gostar cada vez mais da série, por esta ser complexa é que está a ser um desafio interessante vê-la!
Gostava que a série não ficasse só por esta temporada… Tem muito por onde se pegar
:4:
Tivemos até, se bem que isto não é propriamente desenvolvimento em termos de personagens, o primeiro contacto entre o Will e a Katherine Rhumor (Miranda Richardson), breve mas certamente significante para o futuro da série.
Gostei da forma como fizeram este primeiro contacto, tão subtilmente. Em muitas outras séries, poderiam ter feito algo mais directo, mais forçado, mas aqui não, fizeram algo simples, algo credível. Muito bom.
Espero que a série tenha tido tempo de fechar algumas pontas do mistério até ao final da temporada, pois seria uma pena que estivesse tudo em aberto. :s