[SPOILERS] A série parece querer aproveitar os seus melhores trunfos e deixar um pouco de lado o que a torna muitas vezes desinteressante. Sem investigação esta semana, o episódio viveu das personagens, das suas tropelias e das suas histórias. Que é como quem diz: viveu do seu melhor.
George (Ted Danson) sempre foi para mim a personagem mais interessante (sendo que grande parte advém da interpretação de Ted Danson) da série. Pelo que quando esta semana ele recebe uma notícia que o abala (e que certamente terá futuros desenvolvimentos) e que o chama à realidade, eu tenha tido mais uma boa demonstração da vantagem que George é. Uma doença grave é sempre um bom alerta e as reacções dele são um bom exemplo que como a nossa ligação a uma personagem é bem mais do que simplesmente ouvir o que ela tem para dizer. Um George que no meio da doença, parece ter encontrado também um amor que lhe enche as medidas.
E como Jonathan (Jason Schwartzman) não teve nenhum cliente esta semana, o seu rapto juntou-se ao drama de George de maneira bem engraçada. É o que dá juntar uns raptores com conversas filosóficas, um Jonathan sincero e medroso, um George sob o efeito de substâncias ilícitas e um Ray (Zach Galifianakis) – que apesar de ser a personagem que menos gosto consegue sair-se bem no meio daquela confusão toda – na mesma história.
O resgate e a difícil negociação, deu azo a uma história interessante, engraçada e com um fundo bem palpável a ligar as personagens todas. Sem um caso chato, ficou o que de melhor “Bored to Death” nos consegue dar. E enquanto for assim está tudo muito bem.
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Mais um belo episódio. Acho que a série lucra bastante quando coloca os três personagens juntos (já na temporada passada se tinha notado isso). Venham mais destes.
Acho que a série lucra bastante quando coloca os três personagens juntos
Sim, claramente.