[SPOILERS] A marijuana sempre teve um papel bem presente nesta série. De simples companheira de algumas conversas a criadora de ideias, as suas funções são bem variadas. E neste episódio ela esteve bem presente. Fumemos!
O cancro que aflige George (Ted Danson) deu o mote logo ao início do episódio. Uma interessante conversa entre este e Jonathan (Jason Schwartzman) deu-nos os habituais diálogos certeiros da série. Uma pena que estes momentos não sejam mais frequentes, pois é nesta interacção que “Bored to Death” mostra as suas melhores qualidades. Ainda para mais quando esta semana regressa mais um típico caso de investigação para Jonathan.
O caso tem um interessante paralelismo entre detective e cliente. Ambos são escritores, ambos escreveram somente um livro e ambos gostam muito de fumar substâncias para fazer rir. Teria sido por isso interessante termos tido algo mais daqui. Afinal de contas, Jonathan é escritor e esta sua faceta parece ter sido abandonada pela série (o seu bloqueio foi simplesmente assumido e parece não haver solução para tal). Em vez disso tivemos a habitual investigação-perseguição-sarilhos-fuga (se bem que desta vez pudemos assistir a um Jonathan bem activo nas suas lutas). Uma “ladainha” que é sempre dita da mesma forma e que só coloca a série numa mediania completamente evitável.
Num episódio que foi inferior aos dois últimos, tivemos ainda oportunidade de ver George dominar em mais umas cenas. A história que envolveu os testes aos trabalhadores e a sua explicação para o facto de fumar marijuana, teve a eficácia que esta personagem consegue trazer regularmente. Falta só sabermos mais da sua relação com a médica, pois parece-me que seria uma história bem interessante de se seguir.
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